"Was it you who spoke the words that things would happen but not to me? Oh things are gonna happen naturally... Oh taking your advice I'm looking on the bright side! (...)"
[Estou vendo tudo isso pelo lado bom - se é que existe um -, mas virou piada...]
Foi quando o choro já não fez escorrer mais nenhuma lágrima, quando a raiva explodiu numa voz rouca, inconformada... Parou, atenta a tudo que acontecia e ouvia, resolveu aceitar os velhos conselhos.
Na ignorância daquelas palavras, ouviu silenciosamente e calmamente cada suspiro, cada palavra em tom grave, o coração batia, quase saltava pela boca, tão forte, mas tão forte, que ele realmente quase saltou...
Assim como os passos se aceleraram, um na frente do outro, numa tamanha velocidade, como a fuga de alguém desesperado, carregou suas ideias e sentimentos sem rumo, abraçando a dor que havia sobrado.
Os dias que se passam vagarosamente, difíceis, mas são dias após dias, a mulher que será forte, será luta não mais sorte, a tristeza que se transformou em dor, que se transformou em mágoa e, que se transformou em saudade, ficou lá trás... Sobrou só a plenitude do que se sente.
A sua mão não foi capaz de envolver a mão dele, no ímpeto de receber um olhar de pena ou de desdém... Os braços não tiveram força para ser estendidos. Calou-se, como se assim, tivesse caído em si.
Assim permaneceu... A ansiedade, a raiva, dava lugar a uma mente serena e sã, para repassar tudo aquilo que ouviu, tudo aquilo que sentiu, e mais, ressentir tudo aquilo que comprometeu uma história.
Foi como a dor de não se sentir nada... Tão contraditório! Fugir sem saber porquê, ou saber.
É o orgulho próprio que fez se sentir indiferente. Colocar o próprio ego na frente das palavras, as fez sumir. E, gradativamente, lentamente, finalmente, as coisas passaram a fazer sentido... NENHUM!
15 de outubro de 2009
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4 comentários:
Que post bonito, Mari.
A dor ou raiva as vezes supera qualquer coisa, nos levando a fazer loucuras. a voz rouca, as vezes eh a rouquidao do desabafo cansado, do grito nao ouvido ou do suspiro em vão.
A diferença é tentar levar a vida a parte disso, além do que é possivel.
mto bonito parabens
Um texto bem intenso,Mari.
O dom de escrever é uma ótima forma de expressão e terapia.
Vai passar.
E sempre que precisar, conte comigo,ok?
Beijos
eu simplesmente ADORO tudo o que você escreve. Gosto de textos sentimentais. =)
Parabéns amigaaa
amo vc gata ;*
"Foi como a dor de não se sentir nada..."
É a pior dor que alguém pode sentir. Infelizmente.
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