Os Gilsons
Ninguém sente o que a gente sente. Ninguém passa pelo que a gente passa (pelo menos, não da mesma forma). Há lutas que só a gente sabe. Há cansaços que só a gente sente. E há os limites que só a gente pode colocar.
Outro dia, li uma frase nesses textos de redes sociais que ficou na minha cabeça por dias: o limite da gente é a decisão do outro. De novo: o limite da gente é a decisão do outro. O texto dizia que, mesmo que a gente insista e se esforce, o outro sempre vai pensar, agir ou fazer da forma que for mais conveniente para ele, mesmo apesar de toda a nossa insistência. Às vezes, insistimos tanto, lutamos tanto, brigamos tanto por algo ou alguém que, no final, a gente perde até o pouquinho do que já existia.
E mais um pouquinho de nós vai junto. De novo. Mais uma vez.
Verdade doída essa.
E dói porque admitir isso significa aceitar que nem tudo depende do quanto a gente se entrega, ama ou tenta. Significa entender que há um limite, o máximo até onde a gente pode ir. Não se trata mais de esforço, mas sobre escolha. Sobre escolher a gente mesmo.
E entender que a gente não pode proteger as pessoas das consequências das decisões e escolhas quem elas fazem.
No fim, é entender que o limite não é ataque, é direção.