28 de abril de 2026

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave
To help you see
Nothing is better than this
And this is everything we need"



Em uma roda de conversa outro dia, estava com uns amigos falando sobre como, por medo e insegurança, a gente adia algumas decisões. A gente sabe o que a gente tem que fazer. A gente sabe o que nos faz mal. A gente sabe o que quer (ou não, mas sabe o que não quer). Mas o medo impede a gente de dar o próximo passo. E, no meio desse papo todo, regado a vinho, desabafos e reflexões, em uma segunda à noite, uma frase não saía da minha cabeça: a gente tem medo de ir embora.

Eu tenho medo de ir embora. Eu sempre tive medo de ir embora. 
E isso significa tanto. 

Isso sempre fez a gente ficar mais pouco. Tentar de novo, e de novo, e mais uma vez. Tentar negociar aquilo que é inegociável pra gente. Com o mais absoluto conhecimento de causa, eu digo que a gente só insiste onde ainda acha que precisa. E é isso que faz a gente permanecer tempo demais.

E, em um dia desses, lendo uma das tantas newsletters que assino, li uma crônica que falava sobre “sabermos onde é a saída”. Até me arrepiei pela sincronicidade, ou coincidências significativas, com o conteúdo daquela semana. O trecho dizia o seguinte:
“Existe uma assimetria estranha nas cerimônias que a vida nos oferece. Temos ritos para quase tudo que começa.
Para o que termina, quase nenhum.
Como se sair fosse sempre derrota, e não às vezes a única forma de integridade que resta.
A gente aprende a entrar.
A celebrar o começo.
A ficar.
Mas quase ninguém ensina a sair.
Sair de um lugar que já não te cabe.”
Isso fala sobre entendermos o nosso tamanho e o quanto a gente insistir em permanecer onde a gente não cabe mais custa muito caro.
 
É sobre não ter medo de ir. É ter a lucidez e não medo. É ter maturidade e não a vontade de provar algo para alguém. 

A crônica terminava com uma pergunta. “Se eu sair agora... eu sei para onde ir?”. 
Eu sei?

A gente vai entendendo. E isso muda totalmente a forma que a gente vai embora.

2 de março de 2026

Direção

"E há de nascer
Um novo amanhã
Pra gente acordar
E dançar

Sem medo de ser
Sem medo de amar
Sem que nada possa
Nos machucar"

Os Gilsons

--

A vida vem exigindo demais e não dá pausa para ver se a gente aguenta. 
Ninguém sente o que a gente sente. Ninguém passa pelo que a gente passa (pelo menos, não da mesma forma). Há lutas que só a gente sabe. Há cansaços que só a gente sente. E há os limites que só a gente pode colocar.

Outro dia, li uma frase nesses textos de redes sociais que ficou na minha cabeça por dias: o limite da gente é a decisão do outro. De novo: o limite da gente é a decisão do outro. O texto dizia que, mesmo que a gente insista e se esforce, o outro sempre vai pensar, agir ou fazer da forma que for mais conveniente para ele, mesmo apesar de toda a nossa insistência. Às vezes, insistimos tanto, lutamos tanto, brigamos tanto por algo ou alguém que, no final, a gente perde até o pouquinho do que já existia.

E mais um pouquinho de nós vai junto. De novo. Mais uma vez.

Verdade doída essa.

E dói porque admitir isso significa aceitar que nem tudo depende do quanto a gente se entrega, ama ou tenta. Significa entender que há um limite, o máximo até onde a gente pode ir. Não se trata mais de esforço, mas sobre escolha. Sobre escolher a gente mesmo. 
E entender que a gente não pode proteger as pessoas das consequências das decisões e escolhas quem elas fazem. 

Existe paz em não querer mais.

No fim, é entender que o limite não é ataque, é direção.
Benditos são os desconfortos que nos fazem dar o primeiro passo. E, por menor que seja, ainda tira você do mesmo lugar.


 

9 de setembro de 2025

Acidente com vítima leve

"Eu vou andando pelo mundo como posso
E me refaço em cada passo dadoEu faço o que devo, e achoNão me encaixo em nadaNão me encaixo, em nada"
[Quase um acalanto...]


Eu fui atropelada.

Não no sentido literal da palavra. Mas dói muito mesmo assim!

Eu fui atropelada... Os últimos anos passaram e eu nem vi. Fui no automático.

Entre cuidar, entre a vida acontecendo, entre lutos e lutas... Não deu tempo. Tempo, sabe? De respirar, de ver, de absorver, de encarar, de explicar. De entender. Fui indo... Atropelada, em um quase acidente com vítima leve. Mas uma vítima.

Foi tudo uma mistura de Belchior em um “Sujeito de sorte” [“Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!”] com Arnaldo Antunes em “Socorro” [“Socorro, não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo... Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir!”].

Não senti nada... Altos e baixos de uma vida dividida entre a hora comercial, PJ nas horas vagas, PF para as sobras de energias. Não é uma divisão exata. E na área de exatas eu não me garanto.

Eu nem me apaixonei. Acredita? Ou me apaixonei pouco... Eu disse. Atropelada.

Nesses vídeos que a gente fica rolando o feed e vê, ouvi uma frase que dizia mais ou menos o seguinte: a gente perde tempo demais esperando o dia acabar, a semana acabar, as férias chegarem... Tudo para trazer alívio ou prazer. Mas a gente não pensa que, sem perceber, a gente se despede do agora. Sem perceber, isso é uma torcida para a vida acabar. Esse é mais um “ei, acorda!”. A gente perde tempo. Tempo demais.

Atropelada... Em recuperação. Recuperando o passo – e o fôlego!

Qualquer coisa que se sinta... Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva! 

4 de agosto de 2025

Portas e paredes

'Cause certain things burn just when we're hanging on for dear life."


Outro dia, ouvindo um podcast (que eu não vou lembrar exatamente qual, porque minha lista está grande desde que voltei a viciar nesse formato de novo), ouvi a seguinte frase: “a vida oferece muitas portas e muitas paredes. E, às vezes, a gente fica tentando atravessar as paredes, quando a porta está ali oferecendo passagem”.

Nossa.

Desse trecho em diante, eu não prestei mais atenção, não ouvi mais nada. Essa frase ficou em looping para mim. Foi como um “chacoalhão”, sabe? Parecia um recado.

Estava, há muito tempo, me colocando nessa situação. Eu sempre achei que precisava vestir minha capa de super-heroína, aguentar muito, e continuar seguindo, só pela pequena ilusão de que, assim, eu ia dar conta de tudo – porque tem dia que é só assim para dar conta, fingindo ser outra pessoa.

Bateção de cabeça, né? Quanto mais eu insistia, mais difícil ficava. Mais resistência da parede.

Quanto tempo a gente precisa para perceber a parede? Insistindo e limitando as oportunidades? A conta nunca fecha.

Mas, em algum momento, sair disso significava, para mim, abrir mão do controle. E isso, para mim, é aterrorizante. 

Então, foi preciso lembrar que um passo, por menor que seja, também ia me tirar daquele lugar. 

E a porta? Ela já estava entreaberta.

27 de maio de 2025

Maria das dores

'Deixa eu ficar na tua vida
Morar dentro da concha,
do teu abraço não quero largar!
Que seja real além da conta,
o que a gente precisa é aprender sonhar!'

[É aprender sonhar...]


Desde pequena, a 'maria das dores'. Dói joelho, dói a topada no dedinho, dói a bolada, dói o dedo. 

Dói.

Mais velha, dói a cabeça, dói o coração (figurativamente falando), doem as costas. Dói.

Dói a despedida, dói a frustração, dói o amor não correspondido, doem mais as topadas do meio do caminho. Uma notícia dói. 

Dói!

Nas redes sociais, que seguimos e conhecemos especialistas em tudo, descobri que tristeza inflama mais que glúten.

Tristeza.inflama.mais.que.glúten, acredita nisso? E dói!

A cabeça está doendo? Seu corpo inflamado. Inchaço? Corpo inflamado. Toma leite? Esquece isso, inflama.

Dói.

Corta a massa, tira o pão, não come pizza. Tudo isso inflama. Tudo para não doer. Mas lembra de cortar gente chata também, que tira o sono, deixa a gente triste e inflama. E vai doer mais do que se comer glúten. E um pão na chapa com café com leite traz mais felicidade que muita gente, vamos combinar!

Não dá nem para ficar triste. Inflama! 
E, se inflama, dói. 

Não dá nem tempo para ficar triste... a correria inflama. E dói!

Inflama e dói!

12 de julho de 2024

Me acalmando na correria

'Dos olhos caiam uma chuva em pleno verão
Em casa faltava até água e chovia unção
Maior que o temporal é a fé que habita em mim
Um vendaval de sonho e realização'

[Hungria, nesta versão aqui]

Alguém já te disse que aquilo que deu errado foi a coisa mais certa que aconteceu?

Às vezes (muitas vezes, na verdade), não conseguir algo que realmente queremos nos leva para lugares em que precisávamos estar. E isso acaba nos mostrando que não ter dado certo já é dar certo.

Eu tenho trazido esse sentimento comigo e tentado entendê-lo em todos os seus aspectos. Mas fato é que a vida não espera para que a gente conserte algo, ela segue. E isso ficou muito claro para mim com as voltas que a vida deu nos últimos anos.

Li um trecho em um livro esses dias que diz que nós nunca fomos ensinados a lidar com vazios, frustrações, contradições ou incoerências. A gente sempre deseja e espera uma vida boa, satisfação em todos os lados e nada que nos desaponte. Queremos os dias de sol, mas não sabemos lidar com os dias de chuva. Queremos ter emoção, mas só as positivas. Acreditamos que, se nos esforçarmos, a recompensa vem e tudo vai acontecer como planejamos (e merecemos).

Fácil, não? Mas a gente sabe que não é bem assim. Aliás, que não é nada assim.

Bonito mesmo é esse movimento que a vida faz, que nos mostra o incômodo para que a gente saia dos lugares que não são para nós. 

Foi assim que eu fui me acalmando na correria. Para apreciar os dias de sol e saber lidar com as tempestades.

Por isso, eu desejo sempre, para todo mundo, boas escolhas. E que a gente sempre saiba que sempre vai haver um lugar bonito esperando a gente chegar.  

24 de agosto de 2022

Odiamos o que quase somos

'[...] These feelings won't go away
They've been knockin' me sideways
They've been knockin' me out lately
Whenever you come around me'

[Esta versão aqui]

Serviu para tirar os pés do chão, chacoalhar as emoções e colocar os olhos um pouco no horizonte. É isso que me fez me sentir de novo como uma estudante no domingo à tarde. Já era quase amanhã e eu não queria que acabasse. E é escrevendo que eu tento organizar todo esse 'caos organizado' que é aqui dentro.

Fico sempre pensando que cada um escolhe a energia que vai colocar em cada espaço da vida: trabalho, família, amigos, parceiro ou ela mesma. O que faz essa energia aumentar ou diminuir?

Fernando Pessoa já dizia que 'odiamos o que quase somos'. E eu tenho me cobrado muito sobre o que me prende ou o que me paralisa. O que me faz ficar sempre com o 'quase' e depois viver com um aperto ou arrependimento - do que quase foi, do que poderia ter sido -, sobre esse sentimento permanente de ser uma estudante num dia de domingo.

Para explicar melhor: uma saudade do que não foi, com a sensação de que podia ter sido mais, para, então, amar o que sou.

29 de setembro de 2021

Desculpe o transtorno, estamos em obras!

"[...] I need somebody to heal, somebody to know, somebody to have, somebody to hold. It's easy to say but it's never the same. I guess I kinda liked the way you numbed all the pain"

[Ouçam esta versão]


Talvez seja só uma fase, mas está difícil me conectar com as pessoas. Difícil me reconhecer agora. Depois de tudo, depois de tanto.

Tento me lembrar diariamente de que "somos instantes e estamos passando". E passa rápido. Passa voando. Um turbilhão. Sempre acompanhado de muita história. De dor e de alegria. Não necessariamente nessa ordem.

Como você lida com suas dores e convive com ausências? Para mim, os que passam melhor por esses períodos são aqueles que reconhecem seus sentimentos e dão tempo a si mesmos para serem curados. 

Mas tempo é relativo, né? É muito difícil explicar o quão impiedosa é essa questão. E, às vezes, a ficha só cai quando não há mais tempo para quase nada.

Só deveríamos levar em conta aquilo que não se conta. E ir passando! Em tempos difíceis, a gente avança em pequenos passos. Deixa que tudo te passe. Nenhum sentimento é definitivo.

Eu que sempre soube muito o que escrever, ando sem palavras. Não sei medir a falta. Tão pouco falar sobre ela.

Ao tempo, então!

Não presumam conhecer a história toda. A gente vive de qualquer maneira!

Como disse Clarice "não estou sentindo nada. mas é o contrário de um torpor. é um modo mais leve e mais silencioso de existir!". Abracemos pessoas mesmo sem usar os braços!

Desculpe o transtorno, estamos em obras!

4 de novembro de 2020

Carta para a minha avó

"[...] Mas quem sofre sempre tem que procurar, pelo menos vir achar, razão para viver. Ver na vida algum motivo pra sonhar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar!" 💓


Oi, vó!

Tenho sentido uma angústia, um aperto no peito. Um estranhamento com a sua ausência que ainda não passou, de perder a referência, sabe? De não me reconhecer, perder a felicidade e o prazer nas coisas simples.

Eu queria te contar tanta coisa… Nesse ano tão louco, quatro meses parecem um ano todo. Todos os dias, eu acordo e vou dormir com meu pensamento sempre na senhora e como, pensando agora, foi tudo tão intenso e tão doloroso (em todos os sentidos) nos nossos últimos meses juntas.

Que ano, vó! No momento em que mais precisávamos estar juntos, tivemos que nos separar. Faltou força, faltou perspectiva, faltou calma. Sobrou medo. 2020 tirou meu chão. Me levou a senhora, mas sei que o que a gente tinha é só nosso e ninguém nunca vai entender.

Eu ainda não perdi a vontade de chorar toda vez que eu tenho que abrir o seu armário, que eu sonho com o seu abraço ou quando lembro de qualquer situação do dia a dia por aqui. Pela falta que sempre me fará. Pelo vazio que ficou no peito e na casa, impossíveis de serem preenchidos.

Nessas horas, eu recorro aos momentos que ficaram na memória. Das suas gargalhadas com vontade, de todas as vezes que descobrimos os doces que a senhora escondia na gaveta da cômoda, quando falava “tóxico” errado e eu achava graça, de quando já não podia mais comer comida normalmente, e pedia ovo frito porque estava com muita vontade. E, de novo, olhos cheios de lágrimas.

Paro, respiro. E posso te dizer que, embora eu sinta muita dor com a sua partida, eu aprendi muito com ela. E, então, muita coisa mudou por aqui. Hoje, eu queria te contar as coisas, vó. Só queria te dizer te amo, de novo. Mas, quem não morre, sempre é. E, vó, a senhora é, foi e sempre vai ser, vai estar.

Te amo!


Com amor,
Mariana 

17 de maio de 2020

Eu perdi a inspiação

“[...]Quando tudo ainda estava inteiro, no instante em que desmoronou. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo, tudo estava em paz...”
[A música aqui]
 
Escrevi e apaguei várias vezes. Fiquei olhando para a tela do computador com a página do word em branco e o cursor piscando sem nada sair por escrito. Escrevi e apaguei. Várias vezes.

Esse período só prova que as coisas, muitas vezes, não estão no nosso controle. Muitas vezes, não. Não estão. E, controladora como sou, não sei lidar.

Achei que nunca teria que viver com mais ansiedade do que já era normal desde pequena. Coração acelerado no domingo à noite. Angústia na segunda de manhã. Desânimo na quarta. Exaustão na sexta à noite. O ciclo se repete.

Eu perdi a inspiração. Eu, que só sei dizer certas coisas por escrito. Parei de dizer. A escrita é no caderno, agora, das tarefas do dia a dia do trabalho, que não para, só aumenta (ainda bem! Disso a gente não pode reclamar).

Este ano era o ano do segundo livro. Talvez. Estava no planejamento(!). Novas ideias e novas histórias. Ficção e realidade. Mas, a realidade falou mais alto. A vida real e adulta, regada a muita responsabilidade e muitas incertezas.

Escrevi e apaguei várias vezes, querendo falar sobre a montanha-russa que tem sido esses dias (62, para ser mais exata). Sobre parecer que está sempre na hora da descida dessa montanha-russa. Adrenalina no auge. Frio na barriga. Medo. E eu sempre odiei esses brinquedos nos parques de diversão.
 
Sobre saber do privilégio, ser privilegiada e sentir vergonha por se sentir ansiosa. Sobre perder a inspiração. Sobre seguir no automático sem previsão de acabar. Isso tudo é sobre se perder e sobre procurar o ponto de equilíbrio, de novo.

Quase apaguei mais uma vez.

3 de fevereiro de 2020

Oi, está me ouvindo?

“[...] And I'm telling you. These feelings won't go away. They've been knockin' me sideways, they've been knockin' me out lately. Whenever you come around me... These feelings won't go away!”
[A música queridinha dos últimos dias. Aqui.]



Você fala sobre o que está sentindo?
Tem dia que é como se fosse quando a gente prende o dedo na porta. Dói. Pulsa. Lateja. Fica roxo. E gritar parece que ajuda a aliviar.

Tem dia que parece um turbilhão, girando, girando, girando, com velocidade, com barulho.


Tem dia que é como ficar deitado na cama e cobrir até o rosto com o edredon. Silêncio.

Assim é falar o que sente. Ajuda a aliviar.
Talvez eu tenha demorado muito para aprender, entender, perceber. Talvez, eu nem tenha aprendido.

Mas, hoje, se eu pudesse dar um conselho, seria: fale o que você sente. Fale. Sem medo de interpretações erradas ou vergonha. Fale. É libertador.


Tudo bem ser silêncio, às vezes, também.


E, nem sempre precisa falar. Pode escrever. Tem coisa que só sai de mim por escrito. E, ok!


Eu escrevo. O tempo todo. Fico rabiscando, escrevendo palavras soltas... Às vezes, sem sentido. Às vezes é sentido. Eu escuto muito. Ouço as pessoas falarem e já imagino aquilo como uma história. Já penso em um livro. Eu escuto e me interesso até bem mais do que pela realidade que eu ouço ali.


Eu falo pouco – falei menos, hoje falo mais. Eu escrevo muito. Eu escuto demais. Isso ainda me incomoda e eu falo sobre isso. Mas, eu entendo: as pessoas não são o que querem ser. São como conseguem.

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...