24 de agosto de 2022

Odiamos o que quase somos

'[...] These feelings won't go away
They've been knockin' me sideways
They've been knockin' me out lately
Whenever you come around me'

[Esta versão aqui]

Serviu para tirar os pés do chão, chacoalhar as emoções e colocar os olhos um pouco no horizonte. É isso que me fez me sentir de novo como uma estudante no domingo à tarde. Já era quase amanhã e eu não queria que acabasse. E é escrevendo que eu tento organizar todo esse 'caos organizado' que é aqui dentro.

Fico sempre pensando que cada um escolhe a energia que vai colocar em cada espaço da vida: trabalho, família, amigos, parceiro ou ela mesma. O que faz essa energia aumentar ou diminuir?

Fernando Pessoa já dizia que 'odiamos o que quase somos'. E eu tenho me cobrado muito sobre o que me prende ou o que me paralisa. O que me faz ficar sempre com o 'quase' e depois viver com um aperto ou arrependimento - do que quase foi, do que poderia ter sido -, sobre esse sentimento permanente de ser uma estudante num dia de domingo.

Para explicar melhor: uma saudade do que não foi, com a sensação de que podia ter sido mais, para, então, amar o que sou.

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...