9 de setembro de 2025

Acidente com vítima leve

"Eu vou andando pelo mundo como posso
E me refaço em cada passo dadoEu faço o que devo, e achoNão me encaixo em nadaNão me encaixo, em nada"
[Quase um acalanto...]


Eu fui atropelada.

Não no sentido literal da palavra. Mas dói muito mesmo assim!

Eu fui atropelada... Os últimos anos passaram e eu nem vi. Fui no automático.

Entre cuidar, entre a vida acontecendo, entre lutos e lutas... Não deu tempo. Tempo, sabe? De respirar, de ver, de absorver, de encarar, de explicar. De entender. Fui indo... Atropelada, em um quase acidente com vítima leve. Mas uma vítima.

Foi tudo uma mistura de Belchior em um “Sujeito de sorte” [“Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!”] com Arnaldo Antunes em “Socorro” [“Socorro, não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo... Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir!”].

Não senti nada... Altos e baixos de uma vida dividida entre a hora comercial, PJ nas horas vagas, PF para as sobras de energias. Não é uma divisão exata. E na área de exatas eu não me garanto.

Eu nem me apaixonei. Acredita? Ou me apaixonei pouco... Eu disse. Atropelada.

Nesses vídeos que a gente fica rolando o feed e vê, ouvi uma frase que dizia mais ou menos o seguinte: a gente perde tempo demais esperando o dia acabar, a semana acabar, as férias chegarem... Tudo para trazer alívio ou prazer. Mas a gente não pensa que, sem perceber, a gente se despede do agora. Sem perceber, isso é uma torcida para a vida acabar. Esse é mais um “ei, acorda!”. A gente perde tempo. Tempo demais.

Atropelada... Em recuperação. Recuperando o passo – e o fôlego!

Qualquer coisa que se sinta... Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva! 

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...