"(...)Out of reach, so far... You never gave your heart! In my reach I can see, there's a life out there for me!"
[Só porque chorei novamente ao assistir "O Diário de Bridget Jones"]
Tem dias em que eu acordo, olho para mim mesma e tenho a incrível sensação de estar perdida na minha própria insanidade, aquela que eu enxergo mas que nunca consigo controlar.
Quando eu te conheci, você fazia parte das melhores horas do meu dia. Eu largava o que quer que fosse, esquecia hora, esquecia compromisso, me arrumava com pressa, ignorava o telefone, porque a única coisa que me importava quando eu conheci você, era que você, em algum momento, pudesse me alcançar.
Mas o mundo deu tantas voltas engraçadas desde o acontecido, e eu não dei risada de quase nada. Fiquei encontrando defeitos em tudo do passado, para ver se no futuro melhorava. Isso vinha de dentro de mim, mas não era meu.
Parecia-me que existia algo mais forte que eu e que o meu senso de certo ou errado, que me fez procurar diferentes maneiras nas quais eu não via nada errado, só pra provar para mim mesma que eu poderia e ainda saberia viver sem você, caso eu quisesse.
Porque, mesmo que aquilo parecesse mais um segredo nosso, todo mundo sabia que meu coração era seu. Todos sabiam que eu estava apaixonada. Porque a paixão não é nada silenciosa, não sabe falar baixo, querer devagar, gostar de pouquinho em pouquinho. A paixão era surda, cega e doida – porque foi a primeira -, tanto que me levou pra um mundo que a única referência era você.
Naquela época, eu esqueci que sonhos e desejos só são bons, quando continuam nesse status de sonho e desejo. Descobri que sonhos não duram para sempre, porque quando um se realiza, a gente já sonhou mais três vezes depois do último.
Eu fiz tanta besteira, já.
O que acontece quando a gente ama mais alguém além da gente mesmo?! E isso deu medo porque, por mais seguro que parecesse na época, apareceu aquela sensação de ter perdido muita coisa, de ter desperdiçado tempo, tanto detalhe e, no fundo, dá um puta medo de não superar mais isso.
Mas hoje é tão diferente. Foi lá que eu me dei conta... Mas e o meu amor? Não aquele que fiz ser meu, mas o meu mesmo, por mim? Parece que virei adulta demais pra acreditar no meu amor inabalável por mim porque agora eu vejo com olhos mais críticos as burradas que eu mesma faço e, ao invés de gostar mais de mim, eu só me julgo.
No final das contas, quando se tem tudo, acaba-se ficando meio que sem nada.
E o que eu não percebi lá – e agora me arrependo – é que alguém sem sonhos, é alguém que já morreu. Que alguém que já tem tudo, já não pode conquistar mais nada e que, sem nada para se querer tanto, já não se poder ser tão feliz. Que o que aconteceu com aquela mulher incrível dentro dela é que ela se perdeu na sombra do próprio amor egoísta, e já não tinha mais nada a oferecer de personalidade.
O tempo passou pros dois. Que bom que o tempo passou...
As pessoas passam a vida inteira tendo medo de morrer, tendo mais medo ainda de amar e guardando para si tudo o que de ruim acontece para depois, então, se culparem por não terem sido felizes o suficiente.
Que bom que o tempo passou, então... Voltei! E percebi que dei pra pensar que, com os anos, alguns sentimentos de outrora se tornaram estranhos. A leveza de muitas coisas foi embora, assim como fomos nós, saindo por todas as portas que não soubemos manter entreabertas. Mas o que eu não entendo é como delimitamos o limite da verdade, onde fica mesmo a linha imaginária que dá um basta no querer? Por que será é sempre o outro lado é o que se pode, é o certo?
A vida continua engraçada...
22 de janeiro de 2010
15 de janeiro de 2010
Mais uma vez!
"(...)Acenda a luz, quero ver-te bem. Me traga respostas de onde você vem. Não peça desculpas, eu te espero acordada... Seguindo seus passos ao longo da estrada!"
[Thaís Uemura... Sempre palavras sábias!]
Senti a necessidade de escrever.
É um ótimo jeito de colocar para fora tudo isso que está engasgado na garganta faz quase um ano.
Não me bastou escrever apenas e-mails (claro, todos com certa censura. O momento pedia... Por isso, eles não sanaram minha "sede" de falar!).
Há quase 4 anos, vi minha vida mudar...

Ver nascer a minha pequena, mudou tudo. Me transformou numa pessoa muito melhor, menos egoísta. Ela me ensinou tanta coisa, me deu um amor incondicional, sincero e ela tão pequena, ainda.
Mas agora sinto um vazio imenso. Sem ela, falta um pedaço em mim.
Agora chega mais um. Está perto... Talvez não o conheça. Pelo menos por agora.
Ele, pro enquanto, não vai entender nda disso. Mas talvez nem saiba que eu existo. E isso dói. Incomoda. Machuca. Traz à tona tudo como foi da primeira vez: os olhinhos pequenos da princesa da titia, abrindo devagarzinho por causa da claridade tão intensa, mas o olhar sincero de uma criança, que não te conhece, mas que se sente segura no calor dos seus braços.
Estou, nesse momento, revivendo a emoção toda da primeira vez...
É que quando ela foi, levou uma parte de mim. Levou meu coração. Ela tem meu coração. E quando ela foi, eu fiquei. E aí me dá vontade de não sentir nada, a sentir isso. Porque sabendo que ela está perto e não pode estar comigo, me faz mais triste ainda.
Foi a partir dessas lembranças, que me fez ser um pouco mais forte a cada dia.
Perceber que a vida é mesmo muito frágil... Que algumas pessoas vão mesmo tentar nos machucar, mas isso tem uma razão: É por falta de coragem de analisar a si próprio que as pessoas procurem atacar os outros, procurem os erros nos outros e analisar o comportamento dos outros, aquilo que não os pertence e nunca vai pertencer!
É nesse sentido que procuro melhorar a cada dia... Saber que é melhor criar uma estrutura mais firme, para que a construção seja mais sólida na próxima vez.
Eu desejo que meu pequeno, meu príncipe chegue com muita saúde, proque a titia aqui (e pela segunda vez...) vai estar sempre torcendo por ele, mesmo que não o conheça, mesmo que ele não saiba quem eu sou.
"Não podíamos enxergar tudo, já que era a incerteza do muito que nos confortava um pouco.
Que passem, então, os momentos difíceis também. Mas sabendo que o amor continua o mesmo, que a saudade só aumenta. E a gente espera...
Porque viver e ver acontecer é tão bom, apesar de tudo isso, que mesmo no dia mais difícil de muitos, de tantos,de outros, não consigo entender o mal que os outros tentam causar em nós!"
Escrever é tão bom, às vezes...
"Nada, jamais, substituirá um companheiro perdido. Ninguém pode recriar velhos companheiros. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntos, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos. Não se reconstroem essas amizades. Seria inútil plantar um carvalho, na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas. Assim vai a vida. A princípio enriquecemos. Plantamos durante anos, mas os anos chegam em que o tempo destrói esse trabalho, arranca essas árvores. Um a um, os companheiros nos tiram suas sombras. E aos nossos lutos mistura-se então a mágoa secreta de envelhecer..."
(Terra dos Homens - Antoine de Saint-Exupéry)
[Thaís Uemura... Sempre palavras sábias!]
Senti a necessidade de escrever.
É um ótimo jeito de colocar para fora tudo isso que está engasgado na garganta faz quase um ano.
Não me bastou escrever apenas e-mails (claro, todos com certa censura. O momento pedia... Por isso, eles não sanaram minha "sede" de falar!).
Há quase 4 anos, vi minha vida mudar...

Ver nascer a minha pequena, mudou tudo. Me transformou numa pessoa muito melhor, menos egoísta. Ela me ensinou tanta coisa, me deu um amor incondicional, sincero e ela tão pequena, ainda.
Mas agora sinto um vazio imenso. Sem ela, falta um pedaço em mim.
Agora chega mais um. Está perto... Talvez não o conheça. Pelo menos por agora.
Ele, pro enquanto, não vai entender nda disso. Mas talvez nem saiba que eu existo. E isso dói. Incomoda. Machuca. Traz à tona tudo como foi da primeira vez: os olhinhos pequenos da princesa da titia, abrindo devagarzinho por causa da claridade tão intensa, mas o olhar sincero de uma criança, que não te conhece, mas que se sente segura no calor dos seus braços.
Estou, nesse momento, revivendo a emoção toda da primeira vez...
É que quando ela foi, levou uma parte de mim. Levou meu coração. Ela tem meu coração. E quando ela foi, eu fiquei. E aí me dá vontade de não sentir nada, a sentir isso. Porque sabendo que ela está perto e não pode estar comigo, me faz mais triste ainda.
Foi a partir dessas lembranças, que me fez ser um pouco mais forte a cada dia.
Perceber que a vida é mesmo muito frágil... Que algumas pessoas vão mesmo tentar nos machucar, mas isso tem uma razão: É por falta de coragem de analisar a si próprio que as pessoas procurem atacar os outros, procurem os erros nos outros e analisar o comportamento dos outros, aquilo que não os pertence e nunca vai pertencer!
É nesse sentido que procuro melhorar a cada dia... Saber que é melhor criar uma estrutura mais firme, para que a construção seja mais sólida na próxima vez.
Eu desejo que meu pequeno, meu príncipe chegue com muita saúde, proque a titia aqui (e pela segunda vez...) vai estar sempre torcendo por ele, mesmo que não o conheça, mesmo que ele não saiba quem eu sou.
"Não podíamos enxergar tudo, já que era a incerteza do muito que nos confortava um pouco.
Que passem, então, os momentos difíceis também. Mas sabendo que o amor continua o mesmo, que a saudade só aumenta. E a gente espera...
Porque viver e ver acontecer é tão bom, apesar de tudo isso, que mesmo no dia mais difícil de muitos, de tantos,de outros, não consigo entender o mal que os outros tentam causar em nós!"
Escrever é tão bom, às vezes...
"Nada, jamais, substituirá um companheiro perdido. Ninguém pode recriar velhos companheiros. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntos, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos. Não se reconstroem essas amizades. Seria inútil plantar um carvalho, na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas. Assim vai a vida. A princípio enriquecemos. Plantamos durante anos, mas os anos chegam em que o tempo destrói esse trabalho, arranca essas árvores. Um a um, os companheiros nos tiram suas sombras. E aos nossos lutos mistura-se então a mágoa secreta de envelhecer..."
(Terra dos Homens - Antoine de Saint-Exupéry)
3 de janeiro de 2010
Nada de clichês...
'Eu levo essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim... Na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa. É só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor. Eu vou dizendo na sequência bem clichê: eu preciso de você!'
[Skank, pra lembrar velhos tempos!]

Bastaram 5 dias no final do ano para que eu fizesse um balanço de todos os outros 360 dias.
Um resumo rápido descreve 2009: Passei no vestibular. Finalmente descobri o meu lugar e era exatamente onde eu queria estar. Distante da minha bebê (e já vai fazer um ano, saudade que não acaba mais). Publiquei uma matéria numa revista (é tão bom quando nosso trabalho é reconhecido). Um ano do maior susto da minha vida. Conheci pessoas incríveis. Descobri falsos moralistas. Vi que certas pessoas nem eram tão importantes assim, e que simplesmente não se importam. Descobri que dormir é luxo... Passei mais horas acordadas, que dormindo... Perdi vários finais de semana na loucura da faculdade. Aprendi a valorizar o tempo. Passei a apreciar o silêncio (principalmente aquele depois das 2h da manhã que não tem mais ninguém acordado, só você). Entendi o verdadeiro sentido da FAMÍLIA. Mais um especial do Roberto Carlos (HAHAHAHA). Vi uma lenda do pop passar dessa para uma melhor. Vi uma banda que eu adorava acabar. E terminei o ano bem...
Bastaram 5 dias para que eu visse coisas estranhíssimas na praia e quisesse escrever um livro sobre todas as bizarrices. Dias que serviram para descansar, colocar a cabeça no lugar, conhecer pessoas ótimas, dar muita risada sem motivo aparente.
E chegou o Ano Novo. Nada daquelas velhas promessas que a gente faz e nunca cumpre... Tinha resolvido fazer tudo diferente esse ano... Como realmente foi!
Parece que começou bem... Assim como terminou.
Eu nunca sei se comemoro o fim de um ano, ou o começo de outro. Ou os dois. Não sei se fico feliz e aliviada pelo que vai embora, ou feliz e entusiasmada por aquilo que vai chegar, que ainda é incerto.
Sem aquele velho clichê de "Ano Novo, Vida Nova". Não tem nada de novo, só um ano novo, mas com a mesma vida. O que muda é como eu vou decidir encarar as coisas daqui pra frente. Como vou encarar os novos desafios, quais vão ser as escolhas.

É só mais um ano. São só mais 365 dias que estão nas nossas mãos.
Dias em que ainda vamos muito ouvir falar de um dos maiores problemas da atualidade: o aquecimento global e seus desdobramentos. Na tão famosa sustentabilidade. Nos escândalos políticos. A Copa do Mundo na África do Sul. Nas eleições em outubro. Enfim... O novo que nem é tão novidade assim! (Sem ironias...)
'Em paz com a vida e o que ela me traz. Na fé que me faz otimista demais!'
[O rei acertou nessa...]
Muito satisfeita com o que a vida me traz. Acho que é tudo de acordo com um plano.
E acho, também, que Deus nunca dá uma carga maior daquilo que nós podemos suportar.
Mas sempre otimista demais!
Feliz 2010. Sucesso e realizações!
[Skank, pra lembrar velhos tempos!]

Bastaram 5 dias no final do ano para que eu fizesse um balanço de todos os outros 360 dias.
Um resumo rápido descreve 2009: Passei no vestibular. Finalmente descobri o meu lugar e era exatamente onde eu queria estar. Distante da minha bebê (e já vai fazer um ano, saudade que não acaba mais). Publiquei uma matéria numa revista (é tão bom quando nosso trabalho é reconhecido). Um ano do maior susto da minha vida. Conheci pessoas incríveis. Descobri falsos moralistas. Vi que certas pessoas nem eram tão importantes assim, e que simplesmente não se importam. Descobri que dormir é luxo... Passei mais horas acordadas, que dormindo... Perdi vários finais de semana na loucura da faculdade. Aprendi a valorizar o tempo. Passei a apreciar o silêncio (principalmente aquele depois das 2h da manhã que não tem mais ninguém acordado, só você). Entendi o verdadeiro sentido da FAMÍLIA. Mais um especial do Roberto Carlos (HAHAHAHA). Vi uma lenda do pop passar dessa para uma melhor. Vi uma banda que eu adorava acabar. E terminei o ano bem...
Bastaram 5 dias para que eu visse coisas estranhíssimas na praia e quisesse escrever um livro sobre todas as bizarrices. Dias que serviram para descansar, colocar a cabeça no lugar, conhecer pessoas ótimas, dar muita risada sem motivo aparente.
E chegou o Ano Novo. Nada daquelas velhas promessas que a gente faz e nunca cumpre... Tinha resolvido fazer tudo diferente esse ano... Como realmente foi!
Parece que começou bem... Assim como terminou.
Eu nunca sei se comemoro o fim de um ano, ou o começo de outro. Ou os dois. Não sei se fico feliz e aliviada pelo que vai embora, ou feliz e entusiasmada por aquilo que vai chegar, que ainda é incerto.
Sem aquele velho clichê de "Ano Novo, Vida Nova". Não tem nada de novo, só um ano novo, mas com a mesma vida. O que muda é como eu vou decidir encarar as coisas daqui pra frente. Como vou encarar os novos desafios, quais vão ser as escolhas.

É só mais um ano. São só mais 365 dias que estão nas nossas mãos.
Dias em que ainda vamos muito ouvir falar de um dos maiores problemas da atualidade: o aquecimento global e seus desdobramentos. Na tão famosa sustentabilidade. Nos escândalos políticos. A Copa do Mundo na África do Sul. Nas eleições em outubro. Enfim... O novo que nem é tão novidade assim! (Sem ironias...)
'Em paz com a vida e o que ela me traz. Na fé que me faz otimista demais!'
[O rei acertou nessa...]
Muito satisfeita com o que a vida me traz. Acho que é tudo de acordo com um plano.
E acho, também, que Deus nunca dá uma carga maior daquilo que nós podemos suportar.
Mas sempre otimista demais!
Feliz 2010. Sucesso e realizações!
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