2 de março de 2026

Direção

"E há de nascer
Um novo amanhã
Pra gente acordar
E dançar

Sem medo de ser
Sem medo de amar
Sem que nada possa
Nos machucar"

Os Gilsons

--

A vida vem exigindo demais e não dá pausa para ver se a gente aguenta. 
Ninguém sente o que a gente sente. Ninguém passa pelo que a gente passa (pelo menos, não da mesma forma). Há lutas que só a gente sabe. Há cansaços que só a gente sente. E há os limites que só a gente pode colocar.

Outro dia, li uma frase nesses textos de redes sociais que ficou na minha cabeça por dias: o limite da gente é a decisão do outro. De novo: o limite da gente é a decisão do outro. O texto dizia que, mesmo que a gente insista e se esforce, o outro sempre vai pensar, agir ou fazer da forma que for mais conveniente para ele, mesmo apesar de toda a nossa insistência. Às vezes, insistimos tanto, lutamos tanto, brigamos tanto por algo ou alguém que, no final, a gente perde até o pouquinho do que já existia.

E mais um pouquinho de nós vai junto. De novo. Mais uma vez.

Verdade doída essa.

E dói porque admitir isso significa aceitar que nem tudo depende do quanto a gente se entrega, ama ou tenta. Significa entender que há um limite, o máximo até onde a gente pode ir. Não se trata mais de esforço, mas sobre escolha. Sobre escolher a gente mesmo. 
E entender que a gente não pode proteger as pessoas das consequências das decisões e escolhas quem elas fazem. 

Existe paz em não querer mais.

No fim, é entender que o limite não é ataque, é direção.
Benditos são os desconfortos que nos fazem dar o primeiro passo. E, por menor que seja, ainda tira você do mesmo lugar.


 

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...