31 de maio de 2011

Tempo, tempo, tempo...

"He puts the color inside of my world, but he's just like a maze where all of the walls all continually change. And I've done all I can to stand on the steps with my heart in my hands!"

[John Mayer...]

Minha vaidade exigiu que eu seguisse em frente, também.
A história toda foi construída de dois eles. Um continua aqui, uma sombra. Outro ficou no passado, responsável pelo mau humor de alguns dias. O que ficou pra trás, não é importante. Não tem mais nome, não tem mais rosto e nem mais registro de saudade. Ficou no passado, de verdade, com todo o esquecimento que o tempo é capaz de trazer. Deixou de ser. A questão nem é mais o que eu senti, mas o que sobrou... Foi só a traição.

Talvez tenha sido isso, nesse tempo todo, o motivo de eu não ter deixado ninguém se aproximar demais de mim, descobrir defeitos, fraquezas e manias – talvez por saber que aquela pessoa que deitava na minha cama de noite, era totalmente diferente da que acordava de manhã.

Foi aí que eu acordei pra vida. Faz tempo... Porque nesse meio tempo, couberam ofensas, lágrimas, um noivado, um reencontro e uma nova paixão. E hoje, quando rio e falo que você não sabia da missa a metade, que você achava que sabia de tudo, mas que perderia a soma se tentasse juntar meus medos, você acha que é maldade. A minha vontade é responder que é mesmo, que eu não tive alternativa, porque o mundo não deixa uma bandeja com escolhas...

Eu nunca disse que era santa. Sempre me recusei a ser vista nesse papel. Mas sempre me recusei a fazer parte do mal, independente do que ele signifique. Vou continuar me apaixonando (talvez pela pessoa errada, talvez um amor platônico, talvez até a pessoa certa), maltratando minha mãe e depois me sentindo a pessoa mais injusta do mundo, ainda farei amizades erradas, muito erradas, viajar quilômetros pelo amor que sinto pelos meus irmãos. Vou ser assim porque, de verdade, eu já sou tudo isso... Mesmo quando tudo está errado, está tudo certo. Mesmo na mudança, está tudo bem. E um exemplo disso, foi quando tudo estava mudando, eu ainda queria ficar com você... Mas você quis me mudar. Esqueceu do detalhe e do velho ditado que “ninguém muda ninguém"... E foi embora.

Fim.
Recomeço pra mim.

3 de maio de 2011

Aos poucos...

"Não, eu não sambo mais em vão. O meu samba tem cordão. O meu bloco tem sem ter e ainda assim... Sambo bem à dois por mim. Bambo e só, mas sambo, sim. Sambo por gostar de alguém, gostar de..."
[Los Hermanos para acalmar um coração aflito!]

Você foi saindo aos poucos da minha vida. E olha que foram poucos demorados esses. Eu não sei se sinto sua falta, porque nem sei mais o que sinto... Quando você tomou sua decisão, levou de mim tudo que foi nosso, e tirou de mim tudo que era meu. Me tirou de mim, me tirou de onde eu estava, e me afastou de todos os lugares que você achou que eu não cabia. Eu tive vários avisos... Minha mãe sempre mandou eu tomar cuidado (poderia tê-la escutado... teria sido bem melhor!). Eu fui indo...

Não foi tudo meu por muito tempo. Talvez não tempo o bastante pra me revelar tudo aquilo que ainda me intriga e tudo aquilo que eu precisava saber. Mas agora acho que foi melhor não... Mas eu fui tão forte por ter muito medo de deixar doer tudo aquilo que faltava doer. Foi meu não por tempo o bastante, mas tempo suficiente pra gastar tudo que havia (e poderia haver) entre a gente, até as lágrimas, até as risadas, até a vontade que tenho de ficar triste porque você saiu aos poucos da minha vida.

Me conheceu menina. Presenciou partes boas da minha vida, soube outras coisas ruins, também. Me conheceu quando eu achava que eu necessitava sempre de suas aprovações. Você me disse coisas que ninguém teve a capacidade de dizer para uma menina. Você conhece cada olhar meu. O de bom dia, o de boa noite, o de "estou querendo te matar", conheceu meu olhar de tristeza, o meu olhar de felicidade plena, e, principalmente, meu olhar de saudade. Mas você não deixou eu te ver por debaixo daquela armadura que te prende e de todo teatro que te convém.

Mas, ao ir embora aos poucos da minha vida, foi matando tudo aquilo que não havia sido gasto ainda entre nós. Usou contra mim todos os golpes baixos e não esperados que existia. Tudo que eu usei por uma boa causa pra você, foi usado contra mim de forma tão baixa. Isso me fez conhecer partes de mim que eu jamais imaginei que pudessem existir. Conheci todos os meus limites. Encontrei-me com o meu melhor e com o meu pior. Você não soube lidar com meu pior...

Foi meu, mesmo por tempo insuficiente, mas foi de verdade. Eu cheguei até a acordar e pensar no que você precisava antes mesmo de pensar em mim e no que eu estava precisando. Porque eu também era uma pessoa...
Mas isso foi acabando comigo.

Eu fui embora. Eu chorar, eu implorar, eu desejar não ia fazer diferença alguma, pois a necessidade que eu tinha de você não seria correspondida em nenhum momento. Nem no pensamento, sequer. E foi, então, que eu entendi que eu estava precisando de mim, e não de você.

E mesmo antes, quando eu estava recolhendo meus pedaços por aí, e arrumando a bagunça que você deixou, eu entendi que, de alguma forma, mesmo eu não achando que deva, você vai fazer parte de mim.

Foi, então, que eu entendi que só amor não basta. Não é suficiente. E eu precisei não te enxergar mais no meu caminho, para ver se eu conseguia terminar uma frase ou um pensamento, qualquer coisa que não fosse relacionada a você. Finalmente pude perceber que na minha vida de romântica "quase assumida" essa nossa "história pela metade" não passou de experiências exageradamente exageradas para eu colocar em um texto bonito.

Você foi saindo aos pouco da minha vida por escolha.
Eu fui saindo por amor... Próprio!

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...