11 de janeiro de 2012

Quem vai virar o jogo?

Às vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou. Me traz o seu sossego, atrasa o meu relógio, acalma a minha pressa, me dá sua palavra, sussurra em meu ouvido só o que me interessa."
[Lenine pra acalmar um pouquinho!]


Silêncio!

Não... O seu silêncio. Ele é a maior prova da sua indiferença. Mas eu finjo ser indiferente. E sabe por quê? Pra parecer um pouco menos frágil do que realmente sou. Pra parecer que isso não dói tanto, porque já fazia tempo mesmo que você não prestava mais atenção nos meus movimentos, tanto aqueles pra ficar mais perto de você, quanto quando me afastava, pra não tentar te matar!

Mas sua indiferença machuca... Corrói. Porque é real.

E eu vou tentando explicar as suas ausências, essa falta que cresce a cada dia dentro do meu peito, me dando motivos e explicando todos eles. Implorando por uma justificativa. Qualquer uma... Esperando pela sua verdade, pra poder te contar a minha. Ensaiando algumas repostas acompanhadas do “sim”, morrendo de medo do “não”.

Respostas essas que eu sei que não vou ouvir.

Estou com aqueles olhares que te imagino.

Ensaiando as perguntas... Algo como um “por quê?”. Contando suas fraquezas para aliviar um pouco as minhas culpas. Perdoando você.

Insônia. A cama ficou arrumada. Uma conversa que você prometeu... A promessa que você fez faz um tempo, e não cumpriu.

Urgente! Foi adiando... O depois é sempre tarde demais. Então fica valendo o que já se foi dito. Só me confesso comigo mesma. Porque dá medo...

E eu tinha te pedido tanto pra não olhar tão fundo nos meus olhos. Pra não jurar qualquer coisa que não iria cumprir. Pra não me falar e prometer o mundo e depois desaparecer. Pra não falar que eu te faço rir, rir de mim, e reparar como tenho um jeito engraçado de falar com as mãos. Para não criar expectativas, as quais, em momento algum, seriam correspondidas. Não olhar pra mim e sorrir quando ouvisse nossa música. Não permanecer em silêncio tempo demais para que eu me sentisse culpada. Não falar do meu perfume... E não passar as mãos no meu cabelo. Não responder tão rápido aquilo que eu pergunto e, não, necessariamente, responder tudo aquilo que eu te perguntar. Não me deixar sem alternativas, sem saída, ou sem palavras... Não me dizer que eu sou diferente. Eu te pedi tanto pra não me fazer acreditar em você...

Mas a minha distração está me cobrando muito caro, e me cobrando juros altíssimos de insônia!

4 de janeiro de 2012

Next!

"But I got all the time for you, love! The space between your heart and mine is the space we'll fill with time!"
[Eu tenho todo o tempo do mundo...]


Com o Ano Novo vem sempre as novas promessas, novas decisões e novos desejos. Eu sempre choro um pouco na virada do ano... Pelo que passou, pelo que eu deixei passar sem dar a atenção que merecia, pelo o que passou por mim e me machucou, pelo o que foi e que me fez muito feliz, pelo o que passou e ficou e pelo o que foi e deixou saudades.

O final de 2011 não foi um dos melhores que eu tive em todos esses anos... Minha família e eu dedicamos toda e qualquer atenção e sentimentos a minha avó, que passou por maus bocados e quase por um milagre, está em casa, de novo!

Foi um ano de muitas mudanças, de muitas decisões (algumas erradas, outras certas, algumas outras precipitadas...). O ano que eu descobri meus limites... Que eu me conheci um pouquinho mais, que eu tive que me testar. Ainda não sei se passei no teste... Mudança de emprego – que todos dizem que foi o melhor, mas eu ainda não consegui chegar a essa conclusão -; mudança de hábitos, por problemas de saúde – o que me exigiu maior esforço do que imaginava; descobri uma mente mais ansiosa do que achei que tivesse – que me prejudicou em vários setores; por fim, pra fechar o pacote, vieram desilusões – amorosas, com amigos, comigo mesma...

Eu entendi que a gente só chora e sofre por quem foi embora, e não por quem ficou. A gente não chora, também, por quem avisou sobre a demora, sobre nossa espera e do infinito desamor. Chora sim, e muito, por quem chegou de repente, roubou nosso coração, e saiu, sem muita explicação, sem deixar o sentimento assentar. Não chora por um amor que morrer e podemos fazer viver de novo. Pelo contrário, isso nos traz felicidade. Nós choramos, na verdade, por quem teve a nobreza de nos cativar, devagarzinho, tão esperto, que até nos faz falar coisas bonitas e ser romântica. Mas foi embora...

Mas achei que sofrer por você estava sendo cafona, fora de moda, e já não fazia mais sentido. Achei (e continuo achando, minha opinião não mudou) que tudo o que a gente viveu, valeu, mas aprendi e compreendi nesse ano que foi embora que nem todo o sentimento idealizado do mundo, junto, seria capaz e suficiente para transformar os meus sonhos que sonhei pra gente, em alguma coisa que viraria realidade, porque, na realidade somos diferentes demais.

Eu sei que em mais 365 não vai ser diferente... Vou passar por novas histórias, novos desafios. Eu vou ficar na fossa de novo, ficar debaixo do chuveiro, deixando escorrer água pelo corpo, chorar e manchar todo o rímel, mas eu sei que vai ser só por um período. Vou tentar mais uma vez, mais uma, mais uma... E vou desistir de tentar. Tenho essa opção. Vou ter coragem de enviar um e-mail que escrevi, apaguei, escrevi, apaguei, escrevi de novo e salvei numa pasta bem escondida no computador. Já imagino como vai ser... Último ano da faculdade, mais dois finais de semestre e um deles definitivo, e com eles, dor de estômago, hospital, plasil na veia, desorientação, crises de pânico, crises de choro, crises de existência, intolerância no nível mais elevado, mas que no final, serei uma jornalista formada! Vai valer a pena tudo isso?!... Mas antevejo muita felicidade, muitas notícias boas e um final brilhante! É feeling... Não tem jeito!

Vou precisar de um pouquinho mais de coragem... Um dia, eu juro.

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...