27 de janeiro de 2015

Recupere seu tempo

"And I wonder if everything could ever feel this real forever. If anything could ever be this good again. The only thing I'll ever ask of you... You've gotta promise not to stop when I say when!"
[Foo Fighters]

E ela avisou. Avisou que ia. E foi. Foi, porque não sentia mais a obrigação de ficar. E quando virou obrigação, já não tinha mais motivo para ficar. Exatamente assim, só durou enquanto estava sendo bom. E ele provou como é experimentar um abraço sem amor depois dela. E avisou que ele só vai sentir falta quando perceber que a vida, sem ela, fica sem cor, sem graça e aí, acredite, vai sentir falta da falta de humor matinal dela, da demora para se arrumar, dos atrasos por conta do trabalho, contanto que ela realmente apareça.

Ele vai procurar. Talvez encontre, mas não vai ser ela. E isso não é ela quem diz... Ele mesmo. Porque ela foge de todos os padrões. E padrões limitam... Ela é singular! Já viu aquele sorriso dela? Mas aquele espontâneo, de verdade... De rosto virado, ombros apertados, olhinhos quase fechados. Sorriso que acalma um furacão. 

Até ele que era mais tarja preta – mesmo ela sendo mais Ritalina -, desabava com um sorriso dela. Mas para que se esforçar tanto? Virou rotina o esforço dele para acalmar os batimentos cada vez mais acelerados. Precisando, sempre, de uma dose mais alta de calmantes mais fortes, mas com um remédio simples: o tempo. Tome um tempo, recupere seu tempo e não culpe o tempo.

E, enquanto há tempo, ele vai dizer que ela mudou o tom da vida dele. E que espera que não apareça ninguém para perder a hora enquanto esse tempo passa, mesmo que não haja nada concreto para o futuro. O dom de acalmá-lo, de não julgá-lo e de compreendê-lo... É só dela! A favorita dele. 

31 de dezembro de 2014

Segunda chance! (Tchau, 2014!)


“I wish I could make it easy. Easy to love me, love me... But still I reach, to find a way, I'm stuck here in between I'm looking for the right words to say...”
[Tchau, 2014!]
 
Segunda chance. O ano que acaba hoje foi o ano das segundas chances. Eu tive segundas chances. Eu dei segundas chances. O ano do “não se arrepender”. De saber me impor mais. De enfrentar alguns medos.
 
Não cumpri todas as resoluções que fiz no fim de 2013. Cumpri parte delas... Não passar em tantos buracos com o carro da minha irmã foi uma delas. Não abri minha loja de bolos e nem os vendi porque dei uma segunda chance ao “plano A” que eu sempre tive. Nesse mesmo plano A, foi onde decidi me impor mais. Foi onde, também, fui apresentada a pessoas incríveis, novas amizades e novas perspectivas.
 
Não voltei para a academia. Mas como desculpa, o meu trajeto diário até a Berrini não é dos mais tranquilos. Já é uma baita academia. A estação Pinheiros que o diga... (Tá bom, não é desculpa!). Quem sabe em 2015 essa resolução seja cumprida.
 
Eu termino o ano de 2014 com saudades do que passou. Porque ele me trouxe grandes surpresas. Veio para mudar tudo, mexer com tudo... Mudar sentimentos, mexer com o que estava quietinho lá no fundo, beeeem no fundo, e me mostrou que podia ser diferente. Que era só eu olhar diferente, de um outro ângulo. Foi o que eu aprendi. A dar uma segunda chance.
 
Eu falhei com muitas pessoas esse ano. Magoei algumas. Conquistei a confiança de outras. Perdi pessoas queridas, que só me deixaram mais saudades. Mas essas situações só mostram como as relações são frágeis e carecem de mais atenção e carinho. Família com saúde e tudo se resolvendo aos poucos. O que, de novo, mostra a importância das segundas chances.
 
Um beijo, 2014! Você foi bom na medida que tinha que ser. Você foi ruim como tinha que ser, também. Tudo tranquilo por aqui. Coração em paz, mente no lugar, esperando que as coisas continuem a evoluir em 2015. Que ele seja melhor, cheio de novas oportunidades, desejos e sonhos renovados e possibilidade de novas conquistas!
 
Quanto às novas resoluções... Voltar para a academia, usar batom, começar a tomar cerveja, e por aí vai. Quem sabe, 2015! Quem sabe...! Veeeem, Ano Novo! Vem que eu estou te esperando!
 
“Gostaria de te desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!” (Carlos Drummond de Andrade)

1 de dezembro de 2014

Domingo de manhã

“So am I wrong? For thinking that we could be something for real? Now am I wrong? For trying to reach the things that I can't see? But that's just how I feel..."
[Acabou]

Quando viu, já foram 20 e muitos anos. Quando viu, já passou a data especial. Quando reparou, a semana acabou e não trocou mais que duas palavras com as pessoas que residem sob o mesmo teto. Quando viu, já são 19h. Quando se deu conta, já é dezembro. Nem deu tempo para respirar.

Fica mais um pouco. Espera mais um pouco.

Quando viu, já era tarde demais. Quando viu, já não tinha como deixar passar. Quando reparou, já estava mais junto do que separado. Quando reparou, lá se foram alguns meses. Quando se deu conta, foram se arrastando por semanas. Quando viu, já não tinha mais nada.

Dormi sexta, acordei domingo. Respira.

Por mais “me encontra hoje, às 20h”, e menos “vamos marcar...”. Por mais garrafas de vinho abertas, e menos horas em frente ao computador. Por mais abraços apertados, e menos “fica para outro dia”. Por mais decisão, e menos angústias.

Quando reparou, já é dezembro. Tem a tarde toda. Tem a vida inteira!

27 de agosto de 2014

Hasta luego!

“Entre o cinismo e a hipocrisia, eu prefiro o cinismo!”
[Nelson Rodrigues, em “Mania de suicídio”]

Cansei. Cansei de falso moralismo, cansei de “discurso bonito” demais, e ações de menos. Cansei de ouvir e ter que ficar quieta só para “não perder a amizade”.

Terminei de ler um livro do Nelson Rodrigues essa semana e me deparei com a frase que citei acima. Eu realmente prefiro uma pessoa cínica a uma pessoa hipócrita. Com cinismo, eu aprendi a lidar. Mas não dá para discutir com gente hipócrita.

Ninguém deveria falar daquilo que não sabe. Ninguém deveria dizer aquilo que não sente. Ninguém deveria discutir sobre aquilo que não entende. E o problema ao qual me refiro é as pessoas dizerem ser aquilo que não são. Dizerem que agem de determinada maneira e não, não agem. Mas gostam de apontar seus erros, de dizer como você deveria se comportar, sobre o que você deveria falar...

Ouvi uma vez - e não vou lembrar de quem é a citação -, que “a hipocrisia é uma homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja... O hipócrita adora apontar os comportamentos corretos e socialmente aceitos. Mas, é só o discurso. Preguiiiiiiça! E, por isso, andei me censurando. Tchau, redes sociais... É uma pena! Mas ainda não achei outro jeito. Tentei até ser cínica... Mas não rolou.

Talvez por um tempo maior, talvez por uns dias... Mas, como já disse aqui, um médico meu sempre me diz: “Somos cercados por idiotas o tempo todo. Não sofra tanto por eles!”.

C'est la vie!

1 de agosto de 2014

Inside

"I would be the sunlight in your universe. You would think my love was really something good... Baby if I could change the world!"
[Que o mundo muda com a mudança da gente...]

Sempre foi bem difícil lidar com mudanças. Mudanças de todos os tipos: mudança de casa, mudança de escola, mudança de emprego, mudar o cabelo, estilo e atitudes. 

Por mim, tudo ficaria sempre igual. Rotina. Não gosto quando as coisas fogem do padrão, me perco... Meu humor muda (e já não anda dos melhores!).

O ano nem acabou e já posso dizer que foi o ano das mudanças.

Voltei a trabalhar, falaram para que eu me maquiasse um pouco mais, mudei hábitos, minha irmã mais velha casou (mudança enorme, porque ela já não vai estar comigo todos os dias!), mudei como pessoa (de parar, prestar atenção em mim e falar “nossa, como eu amadureci!”), perdi pessoas da família, uma das grandes amigas vai embora... Caramba, são muitas mudanças para quem não gosta delas!

Está sendo dolorido, as informações ainda estão sendo processadas na minha cabeça e a ficha ainda não caiu. Coração apertado, olhos cheios de lágrimas, “sessões desabafo”, insônia... E a conclusão que eu chego é sempre a mesma: preciso mudar. 

11 de junho de 2014

Crônica de pedido para você ficar

“A aspiração à plenitude e à realização interior se encontra no espírito de todo ser humano. Se temos dificuldade para nomeá-la, é porque ela assume as formas mais extraordinariamente diversas. Sabemos bem que não podemos viver permanentemente nesse estado de realização e de plenitude do ser, que se trata mais de um horizonte do que de um território; sem ele, todavia, a vida não tem o mesmo valor.” Trecho de Tzvetan Todorov, em “A Beleza Salvará o Mundo”
[Ao invés da música, um trecho de um livro lindo.]

Não sei se é proibido, em horário útil de trabalho, mas o dia foi todo pensando em você.

A última conversa foi definitiva, mas eu pedi para você ficar. Para você ficar não para julgamentos, por pena ou por acomodação. Ficar por carinho, por respeito e pelos elogios sinceros.

Fica pelo abraço apertado, pelo papo bom, pelas opiniões que nem sempre combinam e pelas risadas de toda hora. Não diz que vai ficar se ainda há dúvidas. Mas, se ficar, diz que foi por mim.

A conversa, definitiva, revelou o que me faltava até então – aquele sentimento forte que só nos basta quando estiver em tudo aquilo que vamos fazer. Paixão. Era isso.

Eu queria que você ficasse. Eu queria que você dissesse tudo aquilo que eu sempre quis ouvir de você. Você não disse. Ficou tudo subentendido. Bem mais que entendido. Mas, mesmo assim, você ficou. A conversa foi definitiva. Bom dia, boa tarde, boa noite.

As coisas estão acontecendo, o que nós queremos e o que não queremos, também. Não depende mais de mim ou de você. Vamos aproveitar, antes que a gente se esqueça.

Que não tenha ficado pelo motivo errado. Mas fica!

5 de junho de 2014

Carta para Mariana

“[...]Quando tudo ainda estava inteiro, no instante em que desmoronou. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo, tudo estava em paz...”
[Paralamas para quando tudo parece que vai mal...]

A relação está sempre por um fio. Um “oi” mais seco acaba com a conversa de anos. No dia que a paciência falta, sobra cara feia, mágoa e nó na garganta.

A relação não é recíproca, sempre. É quando sobra muito ego e falta parceria.

Eu não sei onde é que nós erramos, em que ponto essas relações ficaram mais por aparência, por comodidade e mais frágeis do que antes. Mas sei que esse é o limite.

Muito “eu”, “eu”, “eu”, para poucos “obrigadas”. Muita aparência para pouca amizade.
E acabamos aprendendo na prática aquilo que chamam por aí de “parceria”. Quem está com a gente em qualquer situação. Aqueles de pouco tempo, aqueles de muitos anos ou aqueles de bar e de boas risadas.

E quando eu brinco que gente grande tem dessas, penso que não tem como ser diferente. Eu sempre achei que não me surpreenderia com quem eu escolho para fazer parte da minha vida. Que, sim, que me surpreendessem de forma positiva. É sempre isso que esperamos... Mas o saldo tem sido negativo, ultimamente. Grandes surpresas, mas desagradáveis.

Eu, que falo pouco, escrevo para tirar isso daqui de dentro, que não tem outra forma de extravasar, a não ser pelas palavras. E de tudo que pessoas têm me dito ultimamente, a que mais faz sentido é a de que não devemos fazer nada só para agradar as outras pessoas. Vivo pensando no que os outros vão pensar... E, no fundo, nada disso importa.

E assim vêm as maiores decepções por causa das maiores expectativas. Criadas por nós mesmos. Para pessoas que não fariam por nós aquilo que faríamos por elas. A vida é muito curta para que eu espere que correspondam às minhas expectativas.

No fim, fracassamos no timing.

24 de agosto de 2013

A dor foi embora naquele dia.

"And when the broken hearted people living in the world agree there will be an answer: Let it be!"
[Beatles para acompanhar o chá da noite...]

Era dor de estômago. A primeira que tive foi com 17. Minha mãe sempre disse que via muito do meu pai em mim. Não sabe falar de sentimentos, ansiedade pura e simpatia que se esconde.

Tentei Mylanta e Sonrisal. Um que não fazia efeito. Outro que aliviava a dor, mas logo ela voltava. Não adiantava só esconder a dor... O médico sempre disse que eu precisava descobrir o motivo. Mas ele sabia. Ah, ele sabia. Dizia que era culpa dessa minha cabeça que não parava um segundo, que estava aqui, querendo estar ali. Que dizia “x”, querendo falar “y”. Que dizia muito sim – não que fosse errado -, mas era preciso aprender a dizer mais "nãos". O remédio? Nunca ninguém me receitou... Ele não me passaria calmantes com aquela idade. Dizia “vá fazer yoga, meditação, oração... Vá fazer o que te dá prazer. Vai te ajudar. Mas seu remédio é você mesma.”.

Para as crises? Chá de hortelã. Tomava como água, porque bebia com expectativa de que aquilo curasse não só a dor do estômago, mas tudo o que a acompanhava. Parecia que ele costurava tudo lá por dentro, remediando a dor, a gastrite, nervosa, claro, que teimava em ser companheira nas horas mais inoportunas.

O motivo? Inconformismo, talvez. Genética, dizia minha mãe. Deve ser a pressa, acho eu. Pressa de e para tudo. Para que as coisas aconteçam. Para que alguma coisa mude. Ou para que tudo fique igual, não sei. Mas que, pelo menos, as coisas aconteçam. É o pulso acelerado, o coração quase na boca, a respiração ofegante e o olhar inquieto. É sempre assim. O chá é cura. É cura e conforta. Não é baseado em muitas teorias para que cure algo como a dor da minha gastrite.


Os motivos continuaram lá, os mesmos. Não perdi o sono. A dor foi embora naquele dia. Pelo menos naquele dia. Foi curativo.

4 de junho de 2013

Avisa, por favor.

"Dream the dreams of others then you will be no one's rival. You will be no one's rival... A distant time, a distant space, that's where we're living. A distant time, a distant place... So what ya giving? What ya giving?"
[Pearl Jam para os dias frios...]


Alguém avisa que hoje o dia amanheceu mais triste. Frio. As pessoas precisam de mais cuidado nessa época de tempo seco, céu nublado e caras fechadas.

Avisa, por favor, que meu coração parou por alguns segundos hoje. Por uns três, mais ou menos. Avisa que eu já não aguento mais tomar aquele tanto de café. Que minha ansiedade não passa, corro dentro de mim mesma e as mãos ficam tremendo.

Alguém avisa que eu deixei de gostar. Simplesmente. Só por não gostar mais.

Alguém avisa que o tempo passa. Que descobrir nossos limites nos faz mais humanos e nos faz viver melhor.

Avisa, por favor, que é preciso declarar-se. Abrir o coração. Alguém avisa que o tempo é curto.

Avisa que isso tudo passa, que amanhã é outro dia, não é?

Alguém avisa.
Por favor!

9 de março de 2013

Mas quem é que sabe?


"[...] A distant time, a distant space that's where we're living... A distant time, a distant place. So what ya giving? What ya giving? Nothing left, nothing left!"
[Pela paz interior que anda faltando...]

Tomei chuva. Muita chuva. Era muita água, que eu nem sabia onde cabia tanta água. Mas, na verdade, não cabia... Tanto que a cidade virou um caos. Era água, muita água, para todo lado. Chuva daquela de não deixar nada seco... Nem cabelo, nem sapato, nem os pés, nem a roupa, nem a bolsa, nem a alma. Foi o tempo de aguardar o sinal verde para atravessar a avenida e tomei uma chuva como não fazia faz tempo.

Foi aquela chuva que chegou arrancando tudo... Escorreu para a testa, que molhou os olhos e chegou até a boca, pedindo para ser sentida. Já ouvi dizer que essa chuva toda que é tomada lá fora, com tanta coisa acontecendo com a gente, onde tanta coisa está acontecendo, não vai fazer mal, é cura. 

Foi o tempo que precisava para pensar, colocar as ideias no lugar. Fazer o coração desacelerar. O ritmo diminuir. Sentir a chuva cair. E o que não é isso, senão momentos de pura entrega, de liberdade, que só nos mostra que nada é pra já? 

Coisas da vida. Mas quem é que sabe? E se soubesse, desde o começo, não sairia mais dali. Dia daqueles que nos faz pensar.

Covarde que fui, entrei no carro, tirei os sapatos, prendi os cabelos encharcados, liguei o rádio e fiquei parada no caos que a cidade se tornou por conta de tanta água que caía naquele dia. 

6 de novembro de 2012

Eu gosto das possibilidades!


"[...]Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de "desinventar". Você vai pagar, e é dobrado cada lágrima rolada nesse meu penar. Apesar de você, amanhã há de ser outro dia!" 
[Chico Buarque para uma noite cheia de lembranças e de vontade de contar histórias...]


Eu gosto das nossas possibilidades. Eu gosto das possibilidades do seu rosto. Eu gosto das possibilidades do seu olhar. Eu gosto das possibilidades e do mundo que sua sobrancelha traz. Dá pra entender tudo por ali... E aí você me olha, direto, reto, olhos verdes...

Eu gosto muito das nossas possibilidades. Mas aí você é um turbilhão de pensamentos que incomodam como dores de cabeça que latejam bem forte, querendo controlar minha sinceridade sempre tão... sincera! Seu desassossego chega sempre em frases muito curtas, mas que é um encanto. E logo depois você se acalma. Lavou o cabelo e dá pra ver por entre os fios o olhar discreto, mas ainda um pouco inseguro. Me olha... Não para de me olhar!

Eu gosto de olhar para você. Olhar para suas mãos. Olhar para o seu rosto. Olhar você. Eu gosto da linha infinita que se forma de uma ponta do seu ombro até a outra ponta. Mas logo você virou as costas e foi embora. Sem despedida. Um até mais. Mas um até mais que ia demorar.

Eu gosto quando você volta... E lá das alturas me abraça e me faz sentir protegida, e se faz parecer pequeno. Eu pergunto por que voltou, se diz que sente saudades, mas não fica? Por que voltou, se diz que gosta, mas prefere ir embora? Eu pergunto o que é isso que deixa seu rosto tão interessante e você ri. Você sempre ri quando fico séria, quando me aproximo demais. E logo diz alguma coisa que é um segredo nosso, e nem era a hora de dizer.

Eu gosto da possibilidade de não saber o que vai acontecer a cada encontro, a cada conversa, a cada despedida... O seu mistério não me dá mais aquele medo errado. É o friozinho na barriga que me deixa ligada!

Eu gosto que todas as suas roupas sejam verdes, mesmo não sendo. Eu gosto da palma da sua mão cheia de risquinhos. Eu gosto quando você perde a paciência, mas não tira os olhos dos meus olhos. Eu gosto quando, mesmo que nada esteja acontecendo, seus olhos continuem iguais, serenos. Eu gosto quando você sorri sem motivo, sorri para qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Você já foi, já voltou, foi de novo, voltou, foi... Foram tantas vezes, e eu já gostei de você inúmeras delas. Eu gosto que você seja um começo. Eu não gosto que você vá embora. Eu gosto quando você chega...Mas fica!

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...