4 de agosto de 2025
Portas e paredes
27 de maio de 2025
Maria das dores
Morar dentro da concha,
do teu abraço não quero largar!
Que seja real além da conta,
o que a gente precisa é aprender sonhar!'
12 de julho de 2024
Me acalmando na correria
Em casa faltava até água e chovia unção
Maior que o temporal é a fé que habita em mim
Um vendaval de sonho e realização'
Alguém já te disse que aquilo que deu errado foi a coisa mais certa que aconteceu?
24 de agosto de 2022
Odiamos o que quase somos
'[...] These feelings won't go away
They've been knockin' me sideways
They've been knockin' me out lately
Whenever you come around me'
[Esta versão aqui]
Serviu para tirar os pés do chão, chacoalhar as emoções e colocar os olhos um pouco no horizonte. É isso que me fez me sentir de novo como uma estudante no domingo à tarde. Já era quase amanhã e eu não queria que acabasse. E é escrevendo que eu tento organizar todo esse 'caos organizado' que é aqui dentro.
Fico sempre pensando que cada um escolhe a energia que vai colocar em cada espaço da vida: trabalho, família, amigos, parceiro ou ela mesma. O que faz essa energia aumentar ou diminuir?
Fernando Pessoa já dizia que 'odiamos o que quase somos'. E eu tenho me cobrado muito sobre o que me prende ou o que me paralisa. O que me faz ficar sempre com o 'quase' e depois viver com um aperto ou arrependimento - do que quase foi, do que poderia ter sido -, sobre esse sentimento permanente de ser uma estudante num dia de domingo.
Para explicar melhor: uma saudade do que não foi, com a sensação de que podia ter sido mais, para, então, amar o que sou.
29 de setembro de 2021
Desculpe o transtorno, estamos em obras!
"[...] I need somebody to heal, somebody to know, somebody to have, somebody to hold. It's easy to say but it's never the same. I guess I kinda liked the way you numbed all the pain"
[Ouçam esta versão]
Tento me lembrar diariamente de que "somos instantes e estamos passando". E passa rápido. Passa voando. Um turbilhão. Sempre acompanhado de muita história. De dor e de alegria. Não necessariamente nessa ordem.
Como você lida com suas dores e convive com ausências? Para mim, os que passam melhor por esses períodos são aqueles que reconhecem seus sentimentos e dão tempo a si mesmos para serem curados.
Mas tempo é relativo, né? É muito difícil explicar o quão impiedosa é essa questão. E, às vezes, a ficha só cai quando não há mais tempo para quase nada.
Eu que sempre soube muito o que escrever, ando sem palavras. Não sei medir a falta. Tão pouco falar sobre ela.
Ao tempo, então!
Não presumam conhecer a história toda. A gente vive de qualquer maneira!
Como disse Clarice "não estou sentindo nada. mas é o contrário de um torpor. é um modo mais leve e mais silencioso de existir!". Abracemos pessoas mesmo sem usar os braços!
4 de novembro de 2020
Carta para a minha avó
17 de maio de 2020
Eu perdi a inspiação
Esse período só prova que as coisas, muitas vezes, não estão no nosso controle. Muitas vezes, não. Não estão. E, controladora como sou, não sei lidar.
Achei que nunca teria que viver com mais ansiedade do que já era normal desde pequena. Coração acelerado no domingo à noite. Angústia na segunda de manhã. Desânimo na quarta. Exaustão na sexta à noite. O ciclo se repete.
Eu perdi a inspiração. Eu, que só sei dizer certas coisas por escrito. Parei de dizer. A escrita é no caderno, agora, das tarefas do dia a dia do trabalho, que não para, só aumenta (ainda bem! Disso a gente não pode reclamar).
Este ano era o ano do segundo livro. Talvez. Estava no planejamento(!). Novas ideias e novas histórias. Ficção e realidade. Mas, a realidade falou mais alto. A vida real e adulta, regada a muita responsabilidade e muitas incertezas.
Escrevi e apaguei várias vezes, querendo falar sobre a montanha-russa que tem sido esses dias (62, para ser mais exata). Sobre parecer que está sempre na hora da descida dessa montanha-russa. Adrenalina no auge. Frio na barriga. Medo. E eu sempre odiei esses brinquedos nos parques de diversão.
Quase apaguei mais uma vez.
3 de fevereiro de 2020
Oi, está me ouvindo?
[A música queridinha dos últimos dias. Aqui.]
Você fala sobre o que está sentindo?
Tem dia que é como se fosse quando a gente prende o dedo na porta. Dói. Pulsa. Lateja. Fica roxo. E gritar parece que ajuda a aliviar.
Tem dia que parece um turbilhão, girando, girando, girando, com velocidade, com barulho.
Tem dia que é como ficar deitado na cama e cobrir até o rosto com o edredon. Silêncio.
Assim é falar o que sente. Ajuda a aliviar.
Talvez eu tenha demorado muito para aprender, entender, perceber. Talvez, eu nem tenha aprendido.
Mas, hoje, se eu pudesse dar um conselho, seria: fale o que você sente. Fale. Sem medo de interpretações erradas ou vergonha. Fale. É libertador.
Tudo bem ser silêncio, às vezes, também.
E, nem sempre precisa falar. Pode escrever. Tem coisa que só sai de mim por escrito. E, ok!
Eu escrevo. O tempo todo. Fico rabiscando, escrevendo palavras soltas... Às vezes, sem sentido. Às vezes é sentido. Eu escuto muito. Ouço as pessoas falarem e já imagino aquilo como uma história. Já penso em um livro. Eu escuto e me interesso até bem mais do que pela realidade que eu ouço ali.
Eu falo pouco – falei menos, hoje falo mais. Eu escrevo muito. Eu escuto demais. Isso ainda me incomoda e eu falo sobre isso. Mas, eu entendo: as pessoas não são o que querem ser. São como conseguem.
4 de outubro de 2019
Antecipando angústias
[Trilha sonora das férias...]
Eu sei. E eu temia que isso acontecesse, mesmo. Hoje, eu sou aquela pessoa que quando me via, já abraçava e falava “nossa, como cresceu. Como o tempo voa, né?”.
Eu sou aquela pessoa que acha que o tempo está indo rápido demais. Que tudo é muito breve, evapora em um segundo.
Espera um pouco. Eu ainda estou correndo, ainda tenho muita coisa para fazer. Já é outubro. Já já é Natal de novo – inclusive, já tem panetone desde setembro no supermercado.
Espera. Fica.
Eu quero ver tudo. Sentar e olhar tudo com calma. Olhar as luzes que já vão começar a enfeitar a cidade e deixa tudo mais bonito. Aliás, minha época favorita.
Fico antecipando angústias. Sofro (muito) com meus inconformismos. Meu lado jornalista precisa ter todas as informações. Meu lado Mariana sofre de ansiedade crônica. E de saudades absurdas. E de dúvidas cruéis demais para permanecerem comigo.
Não quero ir, mas quero estar em todos os lugares. Quero que o tempo passe, mas quero todos os dias aqui, para mim. Fico antecipando angústias e sofro muito com meus inconformismos. E isso só acalma (ou diminui, nunca passa), quando coloco no papel. Ou quando leio, e vejo nas histórias todos os detalhes, vejo o tempo passar.
Eu sinto muito. Muito, mesmo. Sinto o tempo passar. Sinto pela correria. Sinto pela angústia que sempre se antecipa para mim. Sinto pelo meu estômago sentir tanto pela minha ansiedade crônica causada pelos meus inconformismos.
Quero dias mais longos, olhar para o relógio e ainda ser 9h. Saber que tudo passa, mas passa devagar. Deixa eu olhar. Deixa eu respirar. E saber que eu vou ainda olhar e dizer “como você cresceu. Como o tempo voou, né?”.
Ansiedade crônica não vai embora. Ela permanece. Os inconformismos, também. Mas, às vezes descansam.
E depois, mudam. Que silêncio!
1 de julho de 2019
Ponto de partida
[A trilha sonora do mês, no link]
Fazia muito tempo. Que a gente não se falava, que a gente não se ouvia. O tempo foi sempre uma questão.
Com o tempo, eu aprendi que ninguém deixa o outro de repente: são os detalhes que afastam, diariamente. E aprendi, também, a não gastar energia com o que não é recíproco – parar com a mania de achar que qualquer coisa significa muita coisa. Às vezes, não quer dizer nada. Nada mesmo!
Voltamos, então, ao ponto de partida. E eu te vi.
Te olhei de um jeito que te vi (e enxerguei). Te ouvi de um jeito que te escutei (e entendi). O tempo foi uma questão.
Resta saber, então, o que faremos daqui para frente, mesmo que o tempo ainda seja a (nossa) questão. Nunca os dois no mesmo passo. Sempre os dois na contramão.
E, se aqui me permite um conselho, aqui vai: o melhor investimento é nos afetos.
No carinho que ficou, na incerteza do (ainda) desconhecido, na curiosidade da espera e na ansiedade dos (re)encontros.
Mais uma vez, o tempo.
11 de fevereiro de 2019
Já sentiu saudades hoje?
[Da trilha sonora recente, no repeat. O link está aqui]
O dia já começou todo estranho. E eu, toda atrapalhada. Bati o cotovelo no batente da porta. Derramei leite com café na blusa clara antes de sair. Nem deu tempo de tomar café. Saí. Esqueci meu celular. Tive que voltar. Bati o cotovelo de novo (vai ficar roxo).
Ai.
Fisgadas no peito. Do lado esquerdo. Angústia que não passa. A cabeça que não está acompanhando o corpo. O ônibus que não passa. A música no iPod. O trânsito.
Espero o computador ligar. Derrubo a garrafa de água em cima da mesa. Caramba, o notebook. Molhou o caderno. O que não falta ali é papel.
Fisgadas no peito. Do lado esquerdo. Angústia que não passa. A cabeça que não está acompanhando o corpo. O computador liga. Mais de 50 e-mails na caixa de entrada. A reunião começa em 20 minutos.
Respondo os mais urgentes. Mando imprimir o que preciso levar. A impressora não funciona. Vou para o elevador. Esqueço o crachá. Volto para buscar. A mesa ainda não secou.
O fôlego está faltando. Correria para não se atrasar. A reunião atrasa. Sento no sofá da recepção para aguardar. Pego o celular. Abro o Instagram. Foto atrás de foto.
Frases motivacionais, #tbts, fotos de viagens, fotos de comida, de academia. Vou rolando o feed. Foto das últimas horas que não abri minhas redes sociais. Tinha uma foto ali. Uns 7 minutos parada observando aquela foto. Pronto, a reunião ia começar.
A cabeça que ainda não está acompanhando o corpo. Fisgadas no peito. Do lado esquerdo. Tomo água. Falo que a impressora não funcionou. Tenho que continuar no discurso, mesmo. A reunião acabou.
Dá tempo de parar para um café da manhã que não deu tempo mais cedo. Faço o pedido. Pego o celular. Olho os e-mails – ainda tem uns 15 não respondidos.
Volto para a minha mesa, para o meu computador, para os e-mails não lidos. Respostas. Tudo tem que caber em 8h48 de trabalho. Tem que dar tempo da reunião. Das entregas. Do almoço. Da pausa de 15 minutos para ser improdutiva.
Instagram de novo. Rolo o feed e a foto aparece lá. As fisgadas no peito do lado esquerdo diminuem. A cabeça volta a raciocinar. Eu entendo, então, o que é. Saudades, sabe?
É que tem dia que ela vem e insiste em ficar. Insiste em fazer aumentar essas fisgadas no peito. Do lado esquerdo. Insiste em fazer faltar ar. Insiste em deixar a cabeça confusa e... não saber como dizer.
Mas, eu entendi. Desligo o computador. Chamo o elevador. Espero o ônibus. Música no iPod. Tem aquela música. Menos angústia. As fisgadas no peito, do lado esquerdo, diminuíram. Pego o celular. Disco o número. Tem todo o caminho de volta pela frente.
Ainda, assim, o cotovelo vai ficar roxo.
Está ouvindo minha saudade?
Coincidências significativas
"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...
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" 'Cause certain things burn just when we're hanging on for dear life." Outro dia, ouvindo um podcast (que eu não vou lem...
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'Dos olhos caiam uma chuva em pleno verão Em casa faltava até água e chovia unção Maior que o temporal é a fé que habita em mim Um venda...