22 de janeiro de 2010

Out of Reach!

"(...)Out of reach, so far... You never gave your heart! In my reach I can see, there's a life out there for me!"
[Só porque chorei novamente ao assistir "O Diário de Bridget Jones"]


Tem dias em que eu acordo, olho para mim mesma e tenho a incrível sensação de estar perdida na minha própria insanidade, aquela que eu enxergo mas que nunca consigo controlar.

Quando eu te conheci, você fazia parte das melhores horas do meu dia. Eu largava o que quer que fosse, esquecia hora, esquecia compromisso, me arrumava com pressa, ignorava o telefone, porque a única coisa que me importava quando eu conheci você, era que você, em algum momento, pudesse me alcançar.

Mas o mundo deu tantas voltas engraçadas desde o acontecido, e eu não dei risada de quase nada. Fiquei encontrando defeitos em tudo do passado, para ver se no futuro melhorava. Isso vinha de dentro de mim, mas não era meu.
Parecia-me que existia algo mais forte que eu e que o meu senso de certo ou errado, que me fez procurar diferentes maneiras nas quais eu não via nada errado, só pra provar para mim mesma que eu poderia e ainda saberia viver sem você, caso eu quisesse.

Porque, mesmo que aquilo parecesse mais um segredo nosso, todo mundo sabia que meu coração era seu. Todos sabiam que eu estava apaixonada. Porque a paixão não é nada silenciosa, não sabe falar baixo, querer devagar, gostar de pouquinho em pouquinho. A paixão era surda, cega e doida – porque foi a primeira -, tanto que me levou pra um mundo que a única referência era você.
Naquela época, eu esqueci que sonhos e desejos só são bons, quando continuam nesse status de sonho e desejo. Descobri que sonhos não duram para sempre, porque quando um se realiza, a gente já sonhou mais três vezes depois do último.

Eu fiz tanta besteira, já.
O que acontece quando a gente ama mais alguém além da gente mesmo?! E isso deu medo porque, por mais seguro que parecesse na época, apareceu aquela sensação de ter perdido muita coisa, de ter desperdiçado tempo, tanto detalhe e, no fundo, dá um puta medo de não superar mais isso.
Mas hoje é tão diferente. Foi lá que eu me dei conta... Mas e o meu amor? Não aquele que fiz ser meu, mas o meu mesmo, por mim? Parece que virei adulta demais pra acreditar no meu amor inabalável por mim porque agora eu vejo com olhos mais críticos as burradas que eu mesma faço e, ao invés de gostar mais de mim, eu só me julgo.

No final das contas, quando se tem tudo, acaba-se ficando meio que sem nada.
E o que eu não percebi lá – e agora me arrependo – é que alguém sem sonhos, é alguém que já morreu. Que alguém que já tem tudo, já não pode conquistar mais nada e que, sem nada para se querer tanto, já não se poder ser tão feliz. Que o que aconteceu com aquela mulher incrível dentro dela é que ela se perdeu na sombra do próprio amor egoísta, e já não tinha mais nada a oferecer de personalidade.

O tempo passou pros dois. Que bom que o tempo passou...
As pessoas passam a vida inteira tendo medo de morrer, tendo mais medo ainda de amar e guardando para si tudo o que de ruim acontece para depois, então, se culparem por não terem sido felizes o suficiente.

Que bom que o tempo passou, então... Voltei! E percebi que dei pra pensar que, com os anos, alguns sentimentos de outrora se tornaram estranhos. A leveza de muitas coisas foi embora, assim como fomos nós, saindo por todas as portas que não soubemos manter entreabertas. Mas o que eu não entendo é como delimitamos o limite da verdade, onde fica mesmo a linha imaginária que dá um basta no querer? Por que será é sempre o outro lado é o que se pode, é o certo?

A vida continua engraçada...

15 de janeiro de 2010

Mais uma vez!

"(...)Acenda a luz, quero ver-te bem. Me traga respostas de onde você vem. Não peça desculpas, eu te espero acordada... Seguindo seus passos ao longo da estrada!"
[Thaís Uemura... Sempre palavras sábias!]


Senti a necessidade de escrever.
É um ótimo jeito de colocar para fora tudo isso que está engasgado na garganta faz quase um ano.
Não me bastou escrever apenas e-mails (claro, todos com certa censura. O momento pedia... Por isso, eles não sanaram minha "sede" de falar!).

Há quase 4 anos, vi minha vida mudar...

Ver nascer a minha pequena, mudou tudo. Me transformou numa pessoa muito melhor, menos egoísta. Ela me ensinou tanta coisa, me deu um amor incondicional, sincero e ela tão pequena, ainda.
Mas agora sinto um vazio imenso. Sem ela, falta um pedaço em mim.

Agora chega mais um. Está perto... Talvez não o conheça. Pelo menos por agora.
Ele, pro enquanto, não vai entender nda disso. Mas talvez nem saiba que eu existo. E isso dói. Incomoda. Machuca. Traz à tona tudo como foi da primeira vez: os olhinhos pequenos da princesa da titia, abrindo devagarzinho por causa da claridade tão intensa, mas o olhar sincero de uma criança, que não te conhece, mas que se sente segura no calor dos seus braços.
Estou, nesse momento, revivendo a emoção toda da primeira vez...
É que quando ela foi, levou uma parte de mim. Levou meu coração. Ela tem meu coração. E quando ela foi, eu fiquei. E aí me dá vontade de não sentir nada, a sentir isso. Porque sabendo que ela está perto e não pode estar comigo, me faz mais triste ainda.

Foi a partir dessas lembranças, que me fez ser um pouco mais forte a cada dia.
Perceber que a vida é mesmo muito frágil... Que algumas pessoas vão mesmo tentar nos machucar, mas isso tem uma razão: É por falta de coragem de analisar a si próprio que as pessoas procurem atacar os outros, procurem os erros nos outros e analisar o comportamento dos outros, aquilo que não os pertence e nunca vai pertencer!

É nesse sentido que procuro melhorar a cada dia... Saber que é melhor criar uma estrutura mais firme, para que a construção seja mais sólida na próxima vez.

Eu desejo que meu pequeno, meu príncipe chegue com muita saúde, proque a titia aqui (e pela segunda vez...) vai estar sempre torcendo por ele, mesmo que não o conheça, mesmo que ele não saiba quem eu sou.
"Não podíamos enxergar tudo, já que era a incerteza do muito que nos confortava um pouco.
Que passem, então, os momentos difíceis também. Mas sabendo que o amor continua o mesmo, que a saudade só aumenta. E a gente espera...
Porque viver e ver acontecer é tão bom, apesar de tudo isso, que mesmo no dia mais difícil de muitos, de tantos,de outros, não consigo entender o mal que os outros tentam causar em nós!"


Escrever é tão bom, às vezes...


"Nada, jamais, substituirá um companheiro perdido. Ninguém pode recriar velhos companheiros. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntos, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos. Não se reconstroem essas amizades. Seria inútil plantar um carvalho, na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas. Assim vai a vida. A princípio enriquecemos. Plantamos durante anos, mas os anos chegam em que o tempo destrói esse trabalho, arranca essas árvores. Um a um, os companheiros nos tiram suas sombras. E aos nossos lutos mistura-se então a mágoa secreta de envelhecer..."
(Terra dos Homens - Antoine de Saint-Exupéry)

3 de janeiro de 2010

Nada de clichês...

'Eu levo essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim, seu coração lembrar de mim... Na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa. É só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor. Eu vou dizendo na sequência bem clichê: eu preciso de você!'
[Skank, pra lembrar velhos tempos!]



Bastaram 5 dias no final do ano para que eu fizesse um balanço de todos os outros 360 dias.
Um resumo rápido descreve 2009: Passei no vestibular. Finalmente descobri o meu lugar e era exatamente onde eu queria estar. Distante da minha bebê (e já vai fazer um ano, saudade que não acaba mais). Publiquei uma matéria numa revista (é tão bom quando nosso trabalho é reconhecido). Um ano do maior susto da minha vida. Conheci pessoas incríveis. Descobri falsos moralistas. Vi que certas pessoas nem eram tão importantes assim, e que simplesmente não se importam. Descobri que dormir é luxo... Passei mais horas acordadas, que dormindo... Perdi vários finais de semana na loucura da faculdade. Aprendi a valorizar o tempo. Passei a apreciar o silêncio (principalmente aquele depois das 2h da manhã que não tem mais ninguém acordado, só você). Entendi o verdadeiro sentido da FAMÍLIA. Mais um especial do Roberto Carlos (HAHAHAHA). Vi uma lenda do pop passar dessa para uma melhor. Vi uma banda que eu adorava acabar. E terminei o ano bem...

Bastaram 5 dias para que eu visse coisas estranhíssimas na praia e quisesse escrever um livro sobre todas as bizarrices. Dias que serviram para descansar, colocar a cabeça no lugar, conhecer pessoas ótimas, dar muita risada sem motivo aparente.
E chegou o Ano Novo. Nada daquelas velhas promessas que a gente faz e nunca cumpre... Tinha resolvido fazer tudo diferente esse ano... Como realmente foi!
Parece que começou bem... Assim como terminou.

Eu nunca sei se comemoro o fim de um ano, ou o começo de outro. Ou os dois. Não sei se fico feliz e aliviada pelo que vai embora, ou feliz e entusiasmada por aquilo que vai chegar, que ainda é incerto.
Sem aquele velho clichê de "Ano Novo, Vida Nova". Não tem nada de novo, só um ano novo, mas com a mesma vida. O que muda é como eu vou decidir encarar as coisas daqui pra frente. Como vou encarar os novos desafios, quais vão ser as escolhas.


É só mais um ano. São só mais 365 dias que estão nas nossas mãos.
Dias em que ainda vamos muito ouvir falar de um dos maiores problemas da atualidade: o aquecimento global e seus desdobramentos. Na tão famosa sustentabilidade. Nos escândalos políticos. A Copa do Mundo na África do Sul. Nas eleições em outubro. Enfim... O novo que nem é tão novidade assim! (Sem ironias...)

'Em paz com a vida e o que ela me traz. Na fé que me faz otimista demais!'
[O rei acertou nessa...]

Muito satisfeita com o que a vida me traz. Acho que é tudo de acordo com um plano.
E acho, também, que Deus nunca dá uma carga maior daquilo que nós podemos suportar.
Mas sempre otimista demais!

Feliz 2010. Sucesso e realizações!

10 de dezembro de 2009

Desires!

"I'm not saying right is wrong It's up to us to make. The best of all the things that come our way 'Cause everything that's been has past!(...)"
[Oasis... Impressionante como a música deles faz aliviar dores...]

Sobre o que nós fantasiamos?! Por que fantasiamos?!
Talvez ganhar um Prêmio Pulitzer?! Um prêmio Nobel da Paz?!
Muito mais do que isso. Por que a gente luta tanto por uma pessoa ou algo e depois que consegue... Perde a graça!?

Acredito que nossas fantasias precisam ser irreais... Porque no instante em que obtemos aquilo que desejamos, aquilo que procuramos, já não queremos mais. Desistimos...
Para continuar existindo, o desejo deve ter seu objeto para sempre ausente. Não é o objeto em sim que desejamos, é a possibilidade, é a fantasia daquilo que desejamos. Então, o desejo sustenta fantasias impossíveis!

Pascal disse que "somos verdadeiramente felizes somente quando sonhamos acordados com a felicidade futura". Então, devemos ter cuidado com o que desejamos... Depositamos muito em um desejo, e quando conseguimos, é só aquilo... Já não desejamos mais, não era tão bom quanto a ideia da fantasia e do desejo.

O significado de ser inteiramente humano é se esforçar para viver por ideais e não medir suas vidas por aquilo que ganharam em termos de desejos, mas aqueles pequenos momentos de racionalidade. Até mesmo sacrifícios próprios. Porque, no final, a única forma de avaliarmos o significado da nossa vida é valorizando a vida dos outros... E é exatamente por isso que a gente sofre!
O desejo está no outro, a nossa vida faz sentido pelo outro, não por nós mesmos....

E aí o que acontece quando eu alcancei aquilo que queria?! Foi até bom... Mas não bom o suficiente!
Daí eu começo a desejar de novo...
Eu queria saber onde é que esses desejos e essasfantasias moram...


Cheguei no meu limite. Hoje me perguntaram se eu tinha fé em algo... Mandaram eu acreditar e ter fé, que tudo iria se resolver.
É... As coisas realmente se resolvem!
(A foto é minha... Maior prova de inocência e fé que vi. Mas só porque amei essa foto!)


PS.: Ano novo chegando... Onde ficam os desejos!? Quais serão os novos desejos e as novas promessas?!

16 de novembro de 2009

Tempo e Sabedoria!

"É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê!"
[Sempre os Hermanos...]


Egocentrismo. Egoísmo. Individualismo. Narcisismo. Crueldade. Falta de amor...
Hoje vivemos num mundo tão cheio de informações, tudo a todo tempo, ao mesmo tempo, que no final das contas, percebo que saber de tudo é não saber sobre nada, verdadeiramente.


É nesse estranho novo mundo que as pessoas acabaram perdendo a essência da simplicidade, da cumplicidade, da solidariedade, do amor. Elas gostam mais do que lhes é imposto: gostam mais daquelas músicas que são pagas pra tocar nas rádios, das comidas que saem nas capas de revistas famosas, tipo a Veja, das roupas de marca que são tendências para as próximas estações... Esquecem do básico e do essencial. É a busca incansável pelo prazer imediato, pela ilusão da felicidade pura. Elas estão tão preocupadas consigo mesmas, com o próprio umbigo, que perderam o real sentido do amor: o amor ao próximo, o amor pela família, o real valor do respeito, da fidelidade, da verdade. O amor foi banalizado!

Nada do que eu faça, nem de longe, nem de leve, tem a força e nem o poder de me mudar, de me fazer voltar a ser daquele jeito diferente que eu fui, que eu pensava, inclusive, que eu jamais deixaria de ser. E mesmo eu sendo quem sou agora, não me acostumo com esse novo jeito de ser das pessoas... Eu ainda acredito no amor, eu ainda acredito na fidelidade até o fim, ainda acredito na amizade incondicional.

Essa maldita competitividade move nossos músculos mas não condiz com nosso discurso.
As pessoas correm sem saber para onde vão, e não conseguem justificar o tempo perdido pelo simples fato do tempo ser curto demais para isso - mas lembrem-se que tudo que é feito com pressa, terá que ser refeito na posteridade.
Essa pressa deixa para trás os detalhes mais importantes, os detalhes que são essenciais à vida, e que laços são perdidos pela infundável racionalidade exigida de nós.

Eu quero os velhos abraços sinceros, dos amigos sinceros, das pessoas sinceras que costumavam me cercar. Quero os beijos sinceros, quero os olhares sinceros, quero os sorrisos sinceros (de bom dia, boa tarde, boa noite, ou seja lá qualquer que fosse a situação).
Não quero viver mais nesse ciclo vicioso atual... Porque conviver muito tempo com quem não nos acrescenta nada - e só tira de nós, só nos consome -, faz mal... Porque no mundo real, o sonhador é pisoteado, não precisando de muito tempo pra isso.


Pagamos terapeutas para curar e consertar todos os nossos desequilíbrios, causados por nós mesmos; academias para fazer sumir os quilos adquiridos por nossa gula; planos de saúde para curar um coração cheio de inveja, rancor e ódio.

É mais um desabafo... Acho que cheguei no meu limite!
Então, que eu tenha mais tempo no meu tempo e mais sabedoria para suportar...

2 de novembro de 2009

Depois da onda pesada...

"(...)Nada tenho, vez em quando tudo... Tudo quero mais ou menos quanto. Vida, vida noves fora zero. Quero viver, quero ouvir, quero ver! (Se é assim, quero sim... acho que vim pra te ver!)"
[Feriado ouvindo Zeca Baleiro... Gênio!]

Às vezes quero abraçar o mundo... Mas é tão difícil!
Não é porque hora mais, hora menos a gente se sente sozinho, mas não tem nada melhor que certos dias chegar em casa e sentir o cheiro de segurança.
Deitar e dormir do lado de quem te conhece por inteiro, que passa horas te olhando, com o olhar mais sincero, mesmo com o seus medos, suas feiúras, suas neuras, tristezas... Nos seus piores dias e mesmo assim conhece você, cada dia, cada pedaço, cada sorriso e cada olhar.


Para falar de amor, precisamos, primeiro, ter coração (é o que está faltando pra muita gente!). Ou, na verdade, não é necessário que se tenha um coração, pois quando já não se sente mais nada, já se pode explicar tudo... Pode-se explicar o mundo!
Mas acredito que quem quer que seja que tenha nascido sem coração, sem amor, nasceu fragmentado... Falta uma parte. E nunca vai construir algo sólido, na medida em que adora espalhar aflições por aí. A beleza, de fato, desconstruída.

Às vezes eu tenho vontade de sair correndo por aí, de olhos fechados, é só abri-los quando tiver certeza da felicidade eterna na minha frente. Da liberdade fácil.
Mas cair na realidade e ouvir que para chegar onde se deseja, a vida te dá obstáculos (e nunca maiores do que podemos suportar, realmente),e te faz chorar, sofrer, faz doer, mas que depois de tudo isso, as peças começam a se encaixar num plano perfeito.
Era a antiga utopia de querer mudar o mundo... Mas ele não vai mudar. Não vai mudar porque existem pessoas vaidosas e mesquinhas (como eu e você), que olham por cima de tudo, porque não querem enxergar o próximo. Profetizam o amor como a cura de todos os males... Mas há pessoas que amam o poder mais do que amam pessoas, e esse amor não não cura. Ele só tem tem causado mais estragos...

Era muito mais fácil querer e desejar conhecer o desconhecido enquanto não se sabe o que aquilo pode te causar. Perde a graça depois...
No fundo é isso aí mesmo. Abrir o coração para muita gente desconhecida, deixando a guarda baixa, deixando os sentimentos bem claros, e esquecer que nem todos querem nosso bem... (porque, para ser realista, nem eu mesma quero só o bem de todos)..
Mas seguir um conselho é sempre interessante: Não adianta querer dar um passo maior que a perna, porque cada dia se resolve um por vez!

As palavras até ajudaram para descarregar tudo aquilo que vinha fazendo peso na alma por um tempo... Mas não serviram para me libertar de tudo o que me aflige e aprisiona e me mantém tão intolerante e afastada de todos... Tão contraditório e tão fácil de entender!

25 de outubro de 2009

Rá-tim-bum!

"Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz. Qual a paz que eu não quero conservar para tentar ser feliz?!"
[À minha paz ou ao meu inferno astral...]


O meu inferno astral acaba hoje, porque hoje começa a minha nova primavera!
Pensando bem, acho que realmente mereço ter chegado até aqui. Onde eu sou eu sem medo, onde meu pensamento vai e sempre volta.... Pensando bem, a vida sempre vai ser cheia de perguntas, e eu sempre vou ser um déficit de respostas!

E eu olho pros lados procurando os diversos motivos para uma felicidade de festa, de hoje, passageira, mas percebo que as minhas maiores razões de sorrisos estão bem aqui, comigo: do meu lado e dentro de mim!

É agora que as coisas terminam ou é agora que tudo começa?
O que quer que seja, que venha com tudo!
Hoje começa mais uma questão da minha vida, cheia de problemas aritméticos e sonetos inacabados. Vinte, oi!

“É uma pena sempre olhar para trás, você deveria estar olhando direto para frente.”, já cantava aquele cara de voz macia. (ELE TEM TANTA RAZÃO...)

Parabéns pra mim, enfim!

15 de outubro de 2009

Advices!

"Was it you who spoke the words that things would happen but not to me? Oh things are gonna happen naturally... Oh taking your advice I'm looking on the bright side! (...)"
[Estou vendo tudo isso pelo lado bom - se é que existe um -, mas virou piada...]

Foi quando o choro já não fez escorrer mais nenhuma lágrima, quando a raiva explodiu numa voz rouca, inconformada... Parou, atenta a tudo que acontecia e ouvia, resolveu aceitar os velhos conselhos.

Na ignorância daquelas palavras, ouviu silenciosamente e calmamente cada suspiro, cada palavra em tom grave, o coração batia, quase saltava pela boca, tão forte, mas tão forte, que ele realmente quase saltou...

Assim como os passos se aceleraram, um na frente do outro, numa tamanha velocidade, como a fuga de alguém desesperado, carregou suas ideias e sentimentos sem rumo, abraçando a dor que havia sobrado.

Os dias que se passam vagarosamente, difíceis, mas são dias após dias, a mulher que será forte, será luta não mais sorte, a tristeza que se transformou em dor, que se transformou em mágoa e, que se transformou em saudade, ficou lá trás... Sobrou só a plenitude do que se sente.

A sua mão não foi capaz de envolver a mão dele, no ímpeto de receber um olhar de pena ou de desdém... Os braços não tiveram força para ser estendidos. Calou-se, como se assim, tivesse caído em si.
Assim permaneceu... A ansiedade, a raiva, dava lugar a uma mente serena e sã, para repassar tudo aquilo que ouviu, tudo aquilo que sentiu, e mais, ressentir tudo aquilo que comprometeu uma história.

Foi como a dor de não se sentir nada... Tão contraditório! Fugir sem saber porquê, ou saber.
É o orgulho próprio que fez se sentir indiferente. Colocar o próprio ego na frente das palavras, as fez sumir. E, gradativamente, lentamente, finalmente, as coisas passaram a fazer sentido... NENHUM!

2 de outubro de 2009

É o velho amor ainda, e sempre!

"Todo carnaval tem seu fim... Deixa eu brincar de ser feliz!"
[Voltando ao normal...]


Reencontros...
De todos os tipos... Eu comigo mesma. Eu, com meus velhos desejos e sonhos. Eu, com velhos amigos!

Depois de um certo tempo, aprendi a admirar nas pessoas, não apenas os valores e princípios que eu julgo correto, mas também aquelas fraquezas que as tornam muito mais humanas. Só depois desse tempo, aprendi que precisamos respeitar os outros, mas que para isso é necessário que respeitemos a nós mesmos, primeiro.

Acredito, verdadeiramente, que viver bem é poder agir certo, para que daqui algum tempo possa olhar para trás e querer viver tudo de novo, sem mudar nada. É impossível acertar sempre... Mas, mesmo errando, saber se levantar depois do tombo, e ter postura para seguir em frente.
Dizer a verdade, hoje, passa a ser uma virtude. Não é mais um princípio. Mentir dá muito trabalho... É um eterno jogo de contradições.

Descobri que não tenho tantos amigos assim, quanto eu achei que tivesse. E nem tantas qualidades que achava que tinha... E outras que nem imaginava que tinha, apareceram.
Ao entender isso, reencontrei-me comigo mesma, de novo. Num ponto que havia parado há muito tempo, no momento em que decidi viver a vida de outra pessoa e não a minha...

Parei de ser tão pretensiosa, querendo que os outros mudem por mim, ou que eu iria mudar alguém. A gente não muda ninguém...
Algumas pessoas nos fazem feliz, naturalmente. Não é preciso fingimento, força, cobrança... Depende só da gente!
Reencontrei amigos... E entendi que é melhor dispor a encarar meus sentimentos (de novo) do que fugir deles. E aí, penso numa famosa frase: “Amor nunca foi mérito dos covardes!”

Reencontrei velhos desejos... Entendi que a liberdade que almejava não era algo que eu poderia fazer acontecer, mas algo que eu poderia fazer-me sentir, é uma simples opção.
Vai além do que eu entendo...

A GENIALIDADE, A REALIDADE E A FANTASIA

"E quando o dia não passar de um retrato colorindo de saudade o meu quarto... Só aí vou ter certeza de fato, que eu fui feliz!"
[Fazendo aquilo que amo...]


Com ele nasceu um novo estilo de fotografar. Acreditou que não mudou nada daquilo que presenciou, mas tudo aquilo que presenciou o mudou, o fez ser melhor.
Cartier-Bresson tinha paixão pelo simples e passageiro, desejava descobrir a beleza que nascia do caos e a simplicidade dos gestos do cotidiano, registrando momentos que estavam à margem da cena que, para ele, eles sim é que deveriam se sobressair. Com uma Leica na mão, estava sempre ali, no momento certo e no lugar certo; era através da câmera que queria captar o silêncio de cada pessoa, no momento em que elas estavam consigo mesmas, e não apenas numa expressão forçada. Ele já tinha ideias do que queria a partir de um retrato. Dizia que através do visor da câmera, podia ver uma pessoa completamente nua, não fisicamente, mas livre de qualquer rótulo, qualquer preconceito. Seria por meio desse primeiro encontro que teríamos a primeira impressão e seria essa que permaneceria para sempre, mesmo que depois disso conhecêssemos a pessoa por inteiro.

Fazia fotos com uma composição sofisticada, humor sutil e irreverente, com influência surrealista e, por meio de várias ações em planos diferentes, a captação da imagem, formando uma unidade. Sempre preocupado com a geometria, o jogo de planos, de linhas e a perspectiva.

A fotografia só não bastava, mas sim a sua reportagem, a comunicação entre o mundo e o homem através da câmera; através dela, a vida era uma dança. Ele se fez imperceptível ao se aproximar dos cenários que desejava enquadrar, trazendo a naturalidade e a graça do cotidiano, que renascia do caos, abrindo espaço para sua arte. Fez da estética do corpo humano um novo conceito de liberdade no Fotojornalismo. A liberdade era tida como uma regra em seu trabalho: fez poesia, fez arte, artista de vanguarda que não conhecia limites e, mostrando o óbvio em suas fotografias fez de seu trabalho, a genialidade. Foi por meio dessa naturalidade e tendo foco na via humanista, que o fotógrafo conseguiu relatar e mostrar a fantasia da vida real.


Parecia que ele antecipava os fatos, que previa as cenas, mas era tudo fruto de uma percepção extremamente apurada, do treino de olhar para o imprevisível. Sua arte deve ser contemplada, apreciada e em nada combina com a Modernidade e seu tempo extremamente acelerado. Consiste aí a dificuldade de explicá-lo, pois quanto mais tenta se achar argumentos para descrevê-lo, mais genial ele fica. E, da mesma forma, não há nada de mais sublime, de uma simplicidade ímpar, que suas fotos.


Encantada pelo trabalho de Cartier-Bresson. Não só porque amo fotografia, mas pela técnica e genialidade dele!

“Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz.
É organizar rigorosamente as formas percebidas para expressar seu significado.
É pôr numa mesma linha da mira a cabeça, o olho e o coração”.

(Henri Cartier-Bresson / 1908 – 2004).

22 de setembro de 2009

Could it be any harder?!

"Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz e pôs meu frágil coração na cruz, do teu penoso altar particular. Sei lá, a tua ausência me causou o caos! (...)"
[No caos...]

A nossa linha de discernimento daquilo que é certo e daquilo que é errado fica clara para os que olham de fora, para poderem dizer o que não pode, para julgar aquilo que lhe é alheio. Julgar o sentimento de outro é fácil demais. Julgar as dores que não é o seu coração que sente.

Mas quando a dor é na gente e vem aquela sensação de sujeira e peso, nem aquele banho de horas, e nem a água mais pura tira isso da gente. E aí vem aquela pergunta de que por que é que erramos tanto para nos sentirmos assim depois.



O que é melhor para nos fazer entender o mundo: as perguntas ou as respostas?
Estar perto não significa estar dentro... E sei que algumas partes suas se perderam pelo caminho. Mas onde? É sempre bom poder brincar com a imaginação e poder acreditar que tudo vai dar certo no final... Tirando minha cabeça do sonho, é claro!

Todo mundo me olha como se entendesse minha dor, mas as pessoas não olham as outras nos olhos (é um mal da atualidade). Ela pode ser tanta coisa, como pode não ser nada... As pessoas acham que sabem TUDO, mas têm que entender que não sabem nada... E que o “tudo” não se aprende ao redor do próprio umbigo.

Sinto falta do olho no olho, das palavras sinceras que me acalmaram por certo tempo. Mas as palavras que foram ditas agora, doeram mais do que qualquer outra que pudesse ter sido dita antes. E aí, nem saudade fica! Mas eu queria sentir algo... Nem que fosse pena, dó, ou piedade. Era tudo que eu poderia oferecer...

Eu queria voltar para aquele momento em que nada se diz. Ficar lá sem hora pra voltar, pra chegar, ou pra entender. Quis tantas coisas de você, mas tive tão pouca sorte... Mas não sei se sorte seria a palavra correta. Porque foi o último abraço que virou o meu melhor abraço no dia que você resolveu ir. Ficou tudo lá... Tudinho!

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...