"When your legs don't work like they used to before and I can't sweep you off of your feet... Will your mouth still remember the taste of my love? Will your eyes still smile from your cheeks?"
[É só o que importa...]
Você pediu uma decisão, e eu tomei.
Eu fiz uma escolha. Talvez você não tenha concordado. Talvez nem tenha sido a certa. Mas, a essas alturas, isso nem importa mais.
Sofro de ansiedade crônica. Quero tudo para ontem. Do meu jeito. Do jeito que eu planejei. Sofro de inconformismo cheio de saudades. E uma saudade que não tem tamanho de tão grande que é.
Estou achando tudo muito breve, tudo muito urgente. Tudo muito grande e tudo muito depressa. Quero estar em mais lugares do que eu posso. Quero ter todo mundo ao meu redor ao mesmo tempo. Quero poder dizer eu te amo, sem medo de interpretações errôneas, para cara pessoa que realmente merece ouvir isso de mim.
O tempo passou. E como passou. Sinto muito o tempo passar. Viver e ver as pessoas passarem. Sinto por não ver esse tempo passar. Sinto tanto as ausências. Sinto muito estar perdendo muita coisa. Queria estar mais perto. Queria andar com um pouco mais de calma, sabendo que ia te encontrar logo ali.
Não dá para voltar no tempo. Não posso voltar atrás. Eu não quero perder. Fui mais razão que emoção quando tentei ser mais madura. A racionalidade acelerou tudo por aqui. Piorou minha ansiedade crônica. Me fez até procurar floral para acalmar os nervos. Tinha mais que mistura de sentimentos ali. Tinha história.
E a vida continua... A vida sempre vai encontrar um jeito de continuar. Sempre. Vezes para frente, vezes de marcha ré, mas é preciso ser forte para permanecer firme de pé. Respira. Inspira. Dói. Respira. Inspira. Me abraça. E vou ficar por aqui, observando tudo, o tempo passar, a poeira baixar, e esperar um sorriso de volta. Porque é isso que importa, não é? O sorriso um do outro.
30 de março de 2015
10 de fevereiro de 2015
Esqueceram de me contar
"Society, crazy indeed. Hope you're not lonely without me... Society, have mercy on me! Hope you're not angry if I disagree."
[Eddie Vedder]
Que ser gente grande ia dificultar um pouco a vida (e no “pouco” estou sendo modesta).
Que cabelos brancos aparecem com o tempo. Com menos ou mais nervoso. Com a gastrite mais atacada ou menos.
Que nos intervalos das minhas tarefas rotineiras, entre uma coisa e outra para fazer, era o computador que estaria a minha frente. E que muitos encontros e cafés ficariam apenas no “vamos marcar”.
Que a saudade de ter um avô não iria passar nunca. Que seria muito difícil aprender a lidar com o medo de perder as pessoas.
Mas, não contaram, também, que os amigos “seguram o tranco” com a gente quando mais precisamos.
Que tem amor para todo mundo, só as relações se tornam complicadas e não são para todos.
Que estamos cercados, o tempo todo, O TEMPO TODO, por idiotas. Isso me afeta o quanto eu permito.
Que bons pensamentos atraem bons pensamentos. Isso atrai boas energias. Boas energias atraem boas atitudes.
Que aquilo que tem que acontecer tem muita força.
É tudo uma questão de perspectiva!
[Eddie Vedder]
Que ser gente grande ia dificultar um pouco a vida (e no “pouco” estou sendo modesta).
Que cabelos brancos aparecem com o tempo. Com menos ou mais nervoso. Com a gastrite mais atacada ou menos.
Que nos intervalos das minhas tarefas rotineiras, entre uma coisa e outra para fazer, era o computador que estaria a minha frente. E que muitos encontros e cafés ficariam apenas no “vamos marcar”.
Que a saudade de ter um avô não iria passar nunca. Que seria muito difícil aprender a lidar com o medo de perder as pessoas.
Mas, não contaram, também, que os amigos “seguram o tranco” com a gente quando mais precisamos.
Que tem amor para todo mundo, só as relações se tornam complicadas e não são para todos.
Que estamos cercados, o tempo todo, O TEMPO TODO, por idiotas. Isso me afeta o quanto eu permito.
Que bons pensamentos atraem bons pensamentos. Isso atrai boas energias. Boas energias atraem boas atitudes.
Que aquilo que tem que acontecer tem muita força.
É tudo uma questão de perspectiva!
27 de janeiro de 2015
Recupere seu tempo
"And I wonder if everything could ever feel this real forever. If anything could ever be this good again. The only thing I'll ever ask of you... You've gotta promise not to stop when I say when!"
[Foo Fighters]
E ela avisou. Avisou que ia. E foi. Foi, porque não sentia mais a obrigação de ficar. E quando virou obrigação, já não tinha mais motivo para ficar. Exatamente assim, só durou enquanto estava sendo bom. E ele provou como é experimentar um abraço sem amor depois dela. E avisou que ele só vai sentir falta quando perceber que a vida, sem ela, fica sem cor, sem graça e aí, acredite, vai sentir falta da falta de humor matinal dela, da demora para se arrumar, dos atrasos por conta do trabalho, contanto que ela realmente apareça.
Ele vai procurar. Talvez encontre, mas não vai ser ela. E isso não é ela quem diz... Ele mesmo. Porque ela foge de todos os padrões. E padrões limitam... Ela é singular! Já viu aquele sorriso dela? Mas aquele espontâneo, de verdade... De rosto virado, ombros apertados, olhinhos quase fechados. Sorriso que acalma um furacão.
Até ele que era mais tarja preta – mesmo ela sendo mais Ritalina -, desabava com um sorriso dela. Mas para que se esforçar tanto? Virou rotina o esforço dele para acalmar os batimentos cada vez mais acelerados. Precisando, sempre, de uma dose mais alta de calmantes mais fortes, mas com um remédio simples: o tempo. Tome um tempo, recupere seu tempo e não culpe o tempo.
E, enquanto há tempo, ele vai dizer que ela mudou o tom da vida dele. E que espera que não apareça ninguém para perder a hora enquanto esse tempo passa, mesmo que não haja nada concreto para o futuro. O dom de acalmá-lo, de não julgá-lo e de compreendê-lo... É só dela! A favorita dele.
31 de dezembro de 2014
Segunda chance! (Tchau, 2014!)
“I wish
I could make it easy. Easy to love me, love me... But still I reach, to find a
way, I'm stuck here in between I'm looking for the right words to say...”
[Tchau, 2014!]
Segunda
chance. O ano que acaba hoje foi o ano das segundas chances. Eu tive segundas
chances. Eu dei segundas chances. O ano do “não se arrepender”. De saber me
impor mais. De enfrentar alguns medos.
Não
cumpri todas as resoluções que fiz no fim de 2013. Cumpri parte delas... Não
passar em tantos buracos com o carro da minha irmã foi uma delas. Não abri
minha loja de bolos e nem os vendi porque dei uma segunda chance ao “plano A”
que eu sempre tive. Nesse mesmo plano A, foi onde decidi me impor mais. Foi onde,
também, fui apresentada a pessoas incríveis, novas amizades e novas
perspectivas.
Não
voltei para a academia. Mas como desculpa, o meu trajeto diário até a Berrini
não é dos mais tranquilos. Já é uma baita academia. A estação Pinheiros que o
diga... (Tá bom, não é desculpa!). Quem sabe em 2015 essa resolução seja
cumprida.
Eu
termino o ano de 2014 com saudades do que passou. Porque ele me trouxe grandes
surpresas. Veio para mudar tudo, mexer com tudo... Mudar sentimentos, mexer com
o que estava quietinho lá no fundo, beeeem no fundo, e me mostrou que podia ser
diferente. Que era só eu olhar diferente, de um outro ângulo. Foi o que eu
aprendi. A dar uma segunda chance.
Eu
falhei com muitas pessoas esse ano. Magoei algumas. Conquistei a confiança de outras.
Perdi pessoas queridas, que só me deixaram mais saudades. Mas essas situações
só mostram como as relações são frágeis e carecem de mais atenção e carinho. Família com saúde e tudo se resolvendo aos poucos. O
que, de novo, mostra a importância das segundas chances.
Um
beijo, 2014! Você foi bom na medida que tinha que ser. Você foi ruim como tinha
que ser, também. Tudo tranquilo por aqui. Coração em paz, mente no lugar,
esperando que as coisas continuem a evoluir em 2015. Que ele seja melhor, cheio
de novas oportunidades, desejos e sonhos renovados e possibilidade de novas
conquistas!
Quanto
às novas resoluções... Voltar para a academia, usar batom, começar a tomar
cerveja, e por aí vai. Quem sabe, 2015! Quem sabe...! Veeeem, Ano Novo! Vem que
eu estou te esperando!
“Gostaria
de te desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente. Então, desejo apenas
que você tenha muitos desejos. Desejos grandes. E que eles possam te mover a
cada minuto, ao rumo da sua felicidade!” (Carlos Drummond de Andrade)
1 de dezembro de 2014
Domingo de manhã
“So am I wrong? For thinking that we could be something for real? Now am I wrong? For trying to reach the things that I can't see? But that's just how I feel..."
[Acabou]
Quando viu, já foram 20 e muitos anos. Quando viu, já passou a data especial. Quando reparou, a semana acabou e não trocou mais que duas palavras com as pessoas que residem sob o mesmo teto. Quando viu, já são 19h. Quando se deu conta, já é dezembro. Nem deu tempo para respirar.
Fica mais um pouco. Espera mais um pouco.
Quando viu, já era tarde demais. Quando viu, já não tinha como deixar passar. Quando reparou, já estava mais junto do que separado. Quando reparou, lá se foram alguns meses. Quando se deu conta, foram se arrastando por semanas. Quando viu, já não tinha mais nada.
Dormi sexta, acordei domingo. Respira.
Por mais “me encontra hoje, às 20h”, e menos “vamos marcar...”. Por mais garrafas de vinho abertas, e menos horas em frente ao computador. Por mais abraços apertados, e menos “fica para outro dia”. Por mais decisão, e menos angústias.
Quando reparou, já é dezembro. Tem a tarde toda. Tem a vida inteira!
[Acabou]
Quando viu, já foram 20 e muitos anos. Quando viu, já passou a data especial. Quando reparou, a semana acabou e não trocou mais que duas palavras com as pessoas que residem sob o mesmo teto. Quando viu, já são 19h. Quando se deu conta, já é dezembro. Nem deu tempo para respirar.
Fica mais um pouco. Espera mais um pouco.
Quando viu, já era tarde demais. Quando viu, já não tinha como deixar passar. Quando reparou, já estava mais junto do que separado. Quando reparou, lá se foram alguns meses. Quando se deu conta, foram se arrastando por semanas. Quando viu, já não tinha mais nada.
Dormi sexta, acordei domingo. Respira.
Por mais “me encontra hoje, às 20h”, e menos “vamos marcar...”. Por mais garrafas de vinho abertas, e menos horas em frente ao computador. Por mais abraços apertados, e menos “fica para outro dia”. Por mais decisão, e menos angústias.
Quando reparou, já é dezembro. Tem a tarde toda. Tem a vida inteira!
27 de agosto de 2014
Hasta luego!
“Entre o cinismo e a hipocrisia, eu prefiro o cinismo!”
[Nelson Rodrigues, em “Mania de suicídio”]
Cansei. Cansei de falso moralismo, cansei de “discurso bonito” demais, e ações de menos. Cansei de ouvir e ter que ficar quieta só para “não perder a amizade”.
Terminei de ler um livro do Nelson Rodrigues essa semana e me deparei com a frase que citei acima. Eu realmente prefiro uma pessoa cínica a uma pessoa hipócrita. Com cinismo, eu aprendi a lidar. Mas não dá para discutir com gente hipócrita.
Ninguém deveria falar daquilo que não sabe. Ninguém deveria dizer aquilo que não sente. Ninguém deveria discutir sobre aquilo que não entende. E o problema ao qual me refiro é as pessoas dizerem ser aquilo que não são. Dizerem que agem de determinada maneira e não, não agem. Mas gostam de apontar seus erros, de dizer como você deveria se comportar, sobre o que você deveria falar...
Ouvi uma vez - e não vou lembrar de quem é a citação -, que “a hipocrisia é uma homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja... O hipócrita adora apontar os comportamentos corretos e socialmente aceitos. Mas, é só o discurso. Preguiiiiiiça! E, por isso, andei me censurando. Tchau, redes sociais... É uma pena! Mas ainda não achei outro jeito. Tentei até ser cínica... Mas não rolou.
Talvez por um tempo maior, talvez por uns dias... Mas, como já disse aqui, um médico meu sempre me diz: “Somos cercados por idiotas o tempo todo. Não sofra tanto por eles!”.
C'est la vie!
[Nelson Rodrigues, em “Mania de suicídio”]
Cansei. Cansei de falso moralismo, cansei de “discurso bonito” demais, e ações de menos. Cansei de ouvir e ter que ficar quieta só para “não perder a amizade”.
Terminei de ler um livro do Nelson Rodrigues essa semana e me deparei com a frase que citei acima. Eu realmente prefiro uma pessoa cínica a uma pessoa hipócrita. Com cinismo, eu aprendi a lidar. Mas não dá para discutir com gente hipócrita.
Ninguém deveria falar daquilo que não sabe. Ninguém deveria dizer aquilo que não sente. Ninguém deveria discutir sobre aquilo que não entende. E o problema ao qual me refiro é as pessoas dizerem ser aquilo que não são. Dizerem que agem de determinada maneira e não, não agem. Mas gostam de apontar seus erros, de dizer como você deveria se comportar, sobre o que você deveria falar...
Ouvi uma vez - e não vou lembrar de quem é a citação -, que “a hipocrisia é uma homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja... O hipócrita adora apontar os comportamentos corretos e socialmente aceitos. Mas, é só o discurso. Preguiiiiiiça! E, por isso, andei me censurando. Tchau, redes sociais... É uma pena! Mas ainda não achei outro jeito. Tentei até ser cínica... Mas não rolou.
Talvez por um tempo maior, talvez por uns dias... Mas, como já disse aqui, um médico meu sempre me diz: “Somos cercados por idiotas o tempo todo. Não sofra tanto por eles!”.
C'est la vie!
1 de agosto de 2014
Inside
"I would be the sunlight in your universe. You would think my love was really something good... Baby if I could change the world!"
[Que o mundo muda com a mudança da gente...]
Sempre foi bem difícil lidar com mudanças. Mudanças de todos os tipos: mudança de casa, mudança de escola, mudança de emprego, mudar o cabelo, estilo e atitudes.
Por mim, tudo ficaria sempre igual. Rotina. Não gosto quando as coisas fogem do padrão, me perco... Meu humor muda (e já não anda dos melhores!).
O ano nem acabou e já posso dizer que foi o ano das mudanças.
Voltei a trabalhar, falaram para que eu me maquiasse um pouco mais, mudei hábitos, minha irmã mais velha casou (mudança enorme, porque ela já não vai estar comigo todos os dias!), mudei como pessoa (de parar, prestar atenção em mim e falar “nossa, como eu amadureci!”), perdi pessoas da família, uma das grandes amigas vai embora... Caramba, são muitas mudanças para quem não gosta delas!
Está sendo dolorido, as informações ainda estão sendo processadas na minha cabeça e a ficha ainda não caiu. Coração apertado, olhos cheios de lágrimas, “sessões desabafo”, insônia... E a conclusão que eu chego é sempre a mesma: preciso mudar.
11 de junho de 2014
Crônica de pedido para você ficar
“A aspiração à plenitude e à realização interior se encontra no espírito de todo ser humano. Se temos dificuldade para nomeá-la, é porque ela assume as formas mais extraordinariamente diversas. Sabemos bem que não podemos viver permanentemente nesse estado de realização e de plenitude do ser, que se trata mais de um horizonte do que de um território; sem ele, todavia, a vida não tem o mesmo valor.” Trecho de Tzvetan Todorov, em “A Beleza Salvará o Mundo”
[Ao invés da música, um trecho de um livro lindo.]
Não sei se é proibido, em horário útil de trabalho, mas o dia foi todo pensando em você.
A última conversa foi definitiva, mas eu pedi para você ficar. Para você ficar não para julgamentos, por pena ou por acomodação. Ficar por carinho, por respeito e pelos elogios sinceros.
Fica pelo abraço apertado, pelo papo bom, pelas opiniões que nem sempre combinam e pelas risadas de toda hora. Não diz que vai ficar se ainda há dúvidas. Mas, se ficar, diz que foi por mim.
A conversa, definitiva, revelou o que me faltava até então – aquele sentimento forte que só nos basta quando estiver em tudo aquilo que vamos fazer. Paixão. Era isso.
Eu queria que você ficasse. Eu queria que você dissesse tudo aquilo que eu sempre quis ouvir de você. Você não disse. Ficou tudo subentendido. Bem mais que entendido. Mas, mesmo assim, você ficou. A conversa foi definitiva. Bom dia, boa tarde, boa noite.
As coisas estão acontecendo, o que nós queremos e o que não queremos, também. Não depende mais de mim ou de você. Vamos aproveitar, antes que a gente se esqueça.
Que não tenha ficado pelo motivo errado. Mas fica!
[Ao invés da música, um trecho de um livro lindo.]
Não sei se é proibido, em horário útil de trabalho, mas o dia foi todo pensando em você.
A última conversa foi definitiva, mas eu pedi para você ficar. Para você ficar não para julgamentos, por pena ou por acomodação. Ficar por carinho, por respeito e pelos elogios sinceros.
Fica pelo abraço apertado, pelo papo bom, pelas opiniões que nem sempre combinam e pelas risadas de toda hora. Não diz que vai ficar se ainda há dúvidas. Mas, se ficar, diz que foi por mim.
A conversa, definitiva, revelou o que me faltava até então – aquele sentimento forte que só nos basta quando estiver em tudo aquilo que vamos fazer. Paixão. Era isso.
Eu queria que você ficasse. Eu queria que você dissesse tudo aquilo que eu sempre quis ouvir de você. Você não disse. Ficou tudo subentendido. Bem mais que entendido. Mas, mesmo assim, você ficou. A conversa foi definitiva. Bom dia, boa tarde, boa noite.
As coisas estão acontecendo, o que nós queremos e o que não queremos, também. Não depende mais de mim ou de você. Vamos aproveitar, antes que a gente se esqueça.
Que não tenha ficado pelo motivo errado. Mas fica!
5 de junho de 2014
Carta para Mariana
“[...]Quando tudo ainda estava inteiro, no instante em que desmoronou. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo, tudo estava em paz...”
[Paralamas para quando tudo parece que vai mal...]
A relação está sempre por um fio. Um “oi” mais seco acaba com a conversa de anos. No dia que a paciência falta, sobra cara feia, mágoa e nó na garganta.
A relação não é recíproca, sempre. É quando sobra muito ego e falta parceria.
Eu não sei onde é que nós erramos, em que ponto essas relações ficaram mais por aparência, por comodidade e mais frágeis do que antes. Mas sei que esse é o limite.
Muito “eu”, “eu”, “eu”, para poucos “obrigadas”. Muita aparência para pouca amizade.
E acabamos aprendendo na prática aquilo que chamam por aí de “parceria”. Quem está com a gente em qualquer situação. Aqueles de pouco tempo, aqueles de muitos anos ou aqueles de bar e de boas risadas.
E quando eu brinco que gente grande tem dessas, penso que não tem como ser diferente. Eu sempre achei que não me surpreenderia com quem eu escolho para fazer parte da minha vida. Que, sim, que me surpreendessem de forma positiva. É sempre isso que esperamos... Mas o saldo tem sido negativo, ultimamente. Grandes surpresas, mas desagradáveis.
Eu, que falo pouco, escrevo para tirar isso daqui de dentro, que não tem outra forma de extravasar, a não ser pelas palavras. E de tudo que pessoas têm me dito ultimamente, a que mais faz sentido é a de que não devemos fazer nada só para agradar as outras pessoas. Vivo pensando no que os outros vão pensar... E, no fundo, nada disso importa.
E assim vêm as maiores decepções por causa das maiores expectativas. Criadas por nós mesmos. Para pessoas que não fariam por nós aquilo que faríamos por elas. A vida é muito curta para que eu espere que correspondam às minhas expectativas.
No fim, fracassamos no timing.
[Paralamas para quando tudo parece que vai mal...]
A relação está sempre por um fio. Um “oi” mais seco acaba com a conversa de anos. No dia que a paciência falta, sobra cara feia, mágoa e nó na garganta.
A relação não é recíproca, sempre. É quando sobra muito ego e falta parceria.
Eu não sei onde é que nós erramos, em que ponto essas relações ficaram mais por aparência, por comodidade e mais frágeis do que antes. Mas sei que esse é o limite.
Muito “eu”, “eu”, “eu”, para poucos “obrigadas”. Muita aparência para pouca amizade.
E acabamos aprendendo na prática aquilo que chamam por aí de “parceria”. Quem está com a gente em qualquer situação. Aqueles de pouco tempo, aqueles de muitos anos ou aqueles de bar e de boas risadas.
E quando eu brinco que gente grande tem dessas, penso que não tem como ser diferente. Eu sempre achei que não me surpreenderia com quem eu escolho para fazer parte da minha vida. Que, sim, que me surpreendessem de forma positiva. É sempre isso que esperamos... Mas o saldo tem sido negativo, ultimamente. Grandes surpresas, mas desagradáveis.
Eu, que falo pouco, escrevo para tirar isso daqui de dentro, que não tem outra forma de extravasar, a não ser pelas palavras. E de tudo que pessoas têm me dito ultimamente, a que mais faz sentido é a de que não devemos fazer nada só para agradar as outras pessoas. Vivo pensando no que os outros vão pensar... E, no fundo, nada disso importa.
E assim vêm as maiores decepções por causa das maiores expectativas. Criadas por nós mesmos. Para pessoas que não fariam por nós aquilo que faríamos por elas. A vida é muito curta para que eu espere que correspondam às minhas expectativas.
No fim, fracassamos no timing.
24 de agosto de 2013
A dor foi embora naquele dia.
"And when the broken hearted people living in the world agree there will be an answer: Let it be!"
[Beatles para acompanhar o chá da noite...]
Era dor de estômago. A primeira que tive foi com 17. Minha mãe sempre disse que via muito do meu pai em mim. Não sabe falar de sentimentos, ansiedade pura e simpatia que se esconde.
Tentei Mylanta e Sonrisal. Um que não fazia efeito. Outro que aliviava a dor, mas logo ela voltava. Não adiantava só esconder a dor... O médico sempre disse que eu precisava descobrir o motivo. Mas ele sabia. Ah, ele sabia. Dizia que era culpa dessa minha cabeça que não parava um segundo, que estava aqui, querendo estar ali. Que dizia “x”, querendo falar “y”. Que dizia muito sim – não que fosse errado -, mas era preciso aprender a dizer mais "nãos". O remédio? Nunca ninguém me receitou... Ele não me passaria calmantes com aquela idade. Dizia “vá fazer yoga, meditação, oração... Vá fazer o que te dá prazer. Vai te ajudar. Mas seu remédio é você mesma.”.
Para as crises? Chá de hortelã. Tomava como água, porque bebia com expectativa de que aquilo curasse não só a dor do estômago, mas tudo o que a acompanhava. Parecia que ele costurava tudo lá por dentro, remediando a dor, a gastrite, nervosa, claro, que teimava em ser companheira nas horas mais inoportunas.
O motivo? Inconformismo, talvez. Genética, dizia minha mãe. Deve ser a pressa, acho eu. Pressa de e para tudo. Para que as coisas aconteçam. Para que alguma coisa mude. Ou para que tudo fique igual, não sei. Mas que, pelo menos, as coisas aconteçam. É o pulso acelerado, o coração quase na boca, a respiração ofegante e o olhar inquieto. É sempre assim. O chá é cura. É cura e conforta. Não é baseado em muitas teorias para que cure algo como a dor da minha gastrite.
Os motivos continuaram lá, os mesmos. Não perdi o sono. A dor foi embora naquele dia. Pelo menos naquele dia. Foi curativo.
[Beatles para acompanhar o chá da noite...]
Era dor de estômago. A primeira que tive foi com 17. Minha mãe sempre disse que via muito do meu pai em mim. Não sabe falar de sentimentos, ansiedade pura e simpatia que se esconde.
Tentei Mylanta e Sonrisal. Um que não fazia efeito. Outro que aliviava a dor, mas logo ela voltava. Não adiantava só esconder a dor... O médico sempre disse que eu precisava descobrir o motivo. Mas ele sabia. Ah, ele sabia. Dizia que era culpa dessa minha cabeça que não parava um segundo, que estava aqui, querendo estar ali. Que dizia “x”, querendo falar “y”. Que dizia muito sim – não que fosse errado -, mas era preciso aprender a dizer mais "nãos". O remédio? Nunca ninguém me receitou... Ele não me passaria calmantes com aquela idade. Dizia “vá fazer yoga, meditação, oração... Vá fazer o que te dá prazer. Vai te ajudar. Mas seu remédio é você mesma.”.
Para as crises? Chá de hortelã. Tomava como água, porque bebia com expectativa de que aquilo curasse não só a dor do estômago, mas tudo o que a acompanhava. Parecia que ele costurava tudo lá por dentro, remediando a dor, a gastrite, nervosa, claro, que teimava em ser companheira nas horas mais inoportunas.
O motivo? Inconformismo, talvez. Genética, dizia minha mãe. Deve ser a pressa, acho eu. Pressa de e para tudo. Para que as coisas aconteçam. Para que alguma coisa mude. Ou para que tudo fique igual, não sei. Mas que, pelo menos, as coisas aconteçam. É o pulso acelerado, o coração quase na boca, a respiração ofegante e o olhar inquieto. É sempre assim. O chá é cura. É cura e conforta. Não é baseado em muitas teorias para que cure algo como a dor da minha gastrite.
Os motivos continuaram lá, os mesmos. Não perdi o sono. A dor foi embora naquele dia. Pelo menos naquele dia. Foi curativo.
4 de junho de 2013
Avisa, por favor.
"Dream the dreams of others then you will be no one's rival. You will be no one's rival... A distant time, a distant space, that's where we're living. A distant time, a distant place... So what ya giving? What ya giving?"
[Pearl Jam para os dias frios...]
Alguém avisa que hoje o dia amanheceu mais triste. Frio. As pessoas precisam de mais cuidado nessa época de tempo seco, céu nublado e caras fechadas.
Avisa, por favor, que meu coração parou por alguns segundos hoje. Por uns três, mais ou menos. Avisa que eu já não aguento mais tomar aquele tanto de café. Que minha ansiedade não passa, corro dentro de mim mesma e as mãos ficam tremendo.
Alguém avisa que eu deixei de gostar. Simplesmente. Só por não gostar mais.
Alguém avisa que o tempo passa. Que descobrir nossos limites nos faz mais humanos e nos faz viver melhor.
Avisa, por favor, que é preciso declarar-se. Abrir o coração. Alguém avisa que o tempo é curto.
Avisa que isso tudo passa, que amanhã é outro dia, não é?
Alguém avisa.
Por favor!
[Pearl Jam para os dias frios...]
Alguém avisa que hoje o dia amanheceu mais triste. Frio. As pessoas precisam de mais cuidado nessa época de tempo seco, céu nublado e caras fechadas.
Avisa, por favor, que meu coração parou por alguns segundos hoje. Por uns três, mais ou menos. Avisa que eu já não aguento mais tomar aquele tanto de café. Que minha ansiedade não passa, corro dentro de mim mesma e as mãos ficam tremendo.
Alguém avisa que eu deixei de gostar. Simplesmente. Só por não gostar mais.
Alguém avisa que o tempo passa. Que descobrir nossos limites nos faz mais humanos e nos faz viver melhor.
Avisa, por favor, que é preciso declarar-se. Abrir o coração. Alguém avisa que o tempo é curto.
Avisa que isso tudo passa, que amanhã é outro dia, não é?
Alguém avisa.
Por favor!
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