31 de julho de 2009

E faço das lembranças um lugar seguro!

"(...)As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão. Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão!"
[Carlos Drummond de Andrade, sempre acalmando meus ânimos... Deveria ser obrigatório ler!]

Hoje eu acordei e tive uma vontade imensa de sorrir!
Apenas sorri...
Rir...
Para o tempo que não tenho.
Para para a vida que passou e não se viveu.
Para as desilusões vividas.
Para oq ue eu achei que tinha sido e não foi.
Para as lágrimas que eu não entendi.
Para tudo isso, eu simplesmente ri!


Lembrei erros... Lembrei desamores, lembrei amores!
A beleza da lembrança, da nostalgia... Do quão bem nos faz a experiência (vivência!).
Descobrir, nas pequenas coisas, nas atitudes mínimas, nas poucas lembranças, que nós fomos felizes. Felizes, não. MUITO felizes.
Tudo aquilo que me satisfez por um período, que me fez vibrar, que me fez chorar, que me fez sorrir... E quando já não havia mais sentido, ainda sim me fez feliz!
Só nós sabemos aquilo que nos completa, ou nos completou.
Só nós sabemos o que ficou das coisas boas... Elas sempre ficarão!

O que deixa a vida um pouco mais engraçada é procurar por desafios.
Mais uma vez, procurar o novo. Vai ser aquilo que vai nos satisfazer, nos fazer rir, chorar, vibrar de novo.
Tudo tem seu momento, tudo faz parte de um ciclo, e todo ciclo tem um fim!
Ficam lembranças (boas ou ruins), mas lembranças! Guardadas sempre em lugares seguros.. Daquilo que nos fez sorrir por um momento!

Lembrar dos 13 anos... Lembrar do tempo que tinha os melhores amigos (e sim, na época eram os melhores!), o vôlei (que me fez feliz até quando não me fez rir muito!), das pessoas que conheci. Um tempo que eu era muito feliz.
Não que hoje eu não seja.. Sou, muito!
Mas era diferente... Ser menor, trazia menos responsabilidade, menos dever de ser orgulho para todos, sem machucar ninguém. Era quando tínhamos horário pra acordar e pra dormir também. Horário pro almoço. Colo de pai e de mãe, e um tempo deles só pra nós!

Mas a vontade sorrir é enorme, ainda...
O prazer da realização é grande!
Apesar de ter vivido tudo isso, feito tudo que eu amava, busquei outro desafio, encontrei outra paixão! É assim que a vontade de sorrir pra vida, continua... Porque eu sou feliz! Isso, ninguém pode julgar, isso não tem preço!
E tomo como minhas, as palavras de Drummomd, porque só as coisas lindas ficarão!

2 comentários:

Bia Backes disse...

É... crescer não é fácil. Traz muitas responsabilidades, e lembranças da época que, como diz o clichê, éramos felizes e não sabíamos (ou até sabíamos, não o quanto).

Adorei o seu lado poetiza, Mari!!

Beijos

Julio Cezar Pacheco disse...

Mari, que post bonito. Como disse a nostalgia de tempos atrás é forte. Ja escrevi sobre isso o mu blog e vc sabe que sinto mta falta de tempo de crianca.. mto bom! parbens, cada dia melhor... seu blog ta mto bonito!!!

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