10 de agosto de 2017

Ninguém viu

"[...] And you know, everything changes. But we'll be strangers if we see this through"

Sou uma cabeça que não desliga. Que briga constantemente consigo mesma. Sou, às vezes, o que eu não queria ser. E me irrita os conselhos de “vai viver”. Quero entender todas as possibilidades.

O que eu sei é que cada um carrega consigo um tempo. Tempo esse que nunca será parecido ou igual ao do outro. A gente é feito para dizer que sim. E, por muito tempo, eu fui amigável por ter medo de ser sincera.

Eu, sempre me baseando pela literatura, li uma vez, quando Guimarães Rosa escreveu, que felicidade a gente acha em horinhas de descuido. E não importava se ia durar um dia ou a vida inteira. Aquelas horinhas ali... Uma longa história.

Não tinha nada combinado. Nada previsto.
O tempo seguiu com suas coincidências.

Não foi nada arranjado. Muito menos combinado.
O tempo passou exigindo mais de nós.

Não tinha nada garantido. Nem definido.
Nós fomos impacientes.

Nada foi voluntário. Não teve compromisso.
Foi tudo experiência.

Ninguém viu.

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