“Vou recriar o mundo pra gente caber junto. Desalinhar o tempo e o espaço por nós dois. Eu te encontrei dentro de mim, não posso mais ser só. Não quero desatar o nosso nó(s)”
Eu falo por metáforas, mas você não entende. Eu faço brincadeiras, e você (ainda) acha que eu estou falando sério. Eu falo sério, e você briga.
Eu ainda me expresso melhor quando escrevo. Você ainda exagera nos personagens. Eu (ainda) dou risada sem parar. Eu ainda escrevo sobre isso.
Parece que voltei alguns anos. No mesmo lugar. Sentindo as mesmas coisas. Com as mesmas dúvidas. Não sei se faz parte do processo. Mas, uma coisa eu sei. É encrenca, eu sei.
Da intimidade nem tão íntima assim. Do papo solto. Das muitas novidades. Do “daqui para frente”. Eu não sei, e quase entendo. Dá quase para pegar. Eu me arrependo e volto atrás. Eu nunca questionei nada. Mas, o tempo passou.
Não houve acordo. Eu volto às metáforas, às risadas, a olhar para frente. Voltamos ao silêncio. No fim, fracassamos (de novo) no timing.
2 de setembro de 2018
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