"Cuide tudo que for verdadeiro... Deixe tudo que não for passar. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo tudo estava em paz... Cuide bem do seu amor, seja quem for!"
[Seja quem for...]
Eu deixei passar pouco tempo, e resolvi assumir meu lugar. Toda pessoa que eu via, me arrepiava pensando que era você. Assim como acho quando passo naquelas proximidades, assim como quando vou ao mercado, cabelereiro, trabalho... Virei uma neurótica e obcecada por você. Então, você apareceu. Eu só consegui sorrir. Porque era isso que faltava. Eu só precisava te ver. Aquilo ficou claro pra mim. A dor ficou num lugar bem escondido, invisível para que eu pudesse te abraçar sem dor, por um segundo. Te achava bonito de formas insuportáveis. Estava como quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Me olhavam, sempre, querendo me incomodar. Olhar fixo. Olhos de ressaca (não, esses eram os meus). Eu queria ir até você e te dizer qu eu sei das suas fraquezas, dos seus segredos e das suas inseguranças. Você fez isso primeiro. Chegou cheio de razões e verdades. Tudo que ouvi era mentira... Não por rebeldia ou autopreservação. Uma saudade da uma semana que pareceu mil anos. Uma saudade de gostar tanto para tão pouco. Pouco. Muito pouco. Sobrou a consideração que você guardou por mim. Consideração?! Sua gentileza disfarçada de vergonha pelo que aocnteceu e, talvez, até por não gostar mais de mim. Sobrou só a maneira como você pede desculpas por ser só mais um cara que parte assim que rouba um coração. Não foi mocinho. É bandido. Quis ser os dois... Então aceito a sua enorme consideração e razão pequena e sufocante. Aceito suas costas longe. Não que eu aceite assim... Mas aceito porque quem gosta não aceita migalhas. Aceito tudo pela falta de profundidade que havia. Aceito só para te ver passar... Para bem longe!
27 de março de 2011
24 de novembro de 2010
Sem jeito!
"Vamos pra longe, sem se tocar os olhos vão se encontrar e se perder. Eu e você assim de perto dá pra eu me perder de vez nas tuas tintas.Me dê uma noite, um pouco da manhã só pra eu sacar se os olhos mudam de cor..." [Pro dias de quase insanidade, Maria Gadú...]
Quero paz.
Quero acordar de manhã, sentar na praia, olhar o mar, e saber exatamente porque estou ali, pensar na vida como se pudesse resolver todos os meus problemas... Ficar sentada horas ali e pensar que só se passaram 5 minutos. Não quero pensar em quem vou encontrar por ali ou quem vai ser meu amigo naquele dia.
Não quero mais saber de pessoas repetidas, não quero mais saber de números, não quero forçar amizades pelo bem do convívio social e das boas maneiras. Eu nunca fui assim.. Por que agora eu iria mudar?! Não quero mais buscar complemento em nada...
Não quero deixar que minhas palavras sejam maiores que eu, que meus pensamentos me prendam e me censurem - deixo isso por conta do meu superego e do meu Id. Não quero que meus pensamentos deixem eu ficar me culpando o dia todo por como minha vida poderia ter sido se eu me permitisse viver, ou pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos diziam que eu deveria ser pra eu poder ser livre.
Quero, então, ser nada para poder ser tudo.
Ouvindo conversas, aprendi que quando você é dono da sua personalidade, ninguém jamais conseguirá e será capaz de usá-la contra você. No contexto, faz sentido... Quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque, no momento que eu sou eu mesma, e eu sei do que eu sou feita, ninguém tem o poder de me dominar.
Não quero ser exemplo, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Não quero esperar que a felicidade das pessoas deixe de ser forçada e passe a ser verdadeira.
Não quero mais machucar quem me ama, começando por mim mesma. Não quero mais impor as minhas vontades quando nem eu sei mais se realmente as quero tê-las.
Não quero mais esses ruídos e barulhos em volta de mim que atrapalham meus pensamentos e que vêm pra tirar meu sono.
Eu quero silêncio.
Quero paz.
Quero acordar de manhã, sentar na praia, olhar o mar, e saber exatamente porque estou ali, pensar na vida como se pudesse resolver todos os meus problemas... Ficar sentada horas ali e pensar que só se passaram 5 minutos. Não quero pensar em quem vou encontrar por ali ou quem vai ser meu amigo naquele dia.
Não quero mais saber de pessoas repetidas, não quero mais saber de números, não quero forçar amizades pelo bem do convívio social e das boas maneiras. Eu nunca fui assim.. Por que agora eu iria mudar?! Não quero mais buscar complemento em nada...
Não quero deixar que minhas palavras sejam maiores que eu, que meus pensamentos me prendam e me censurem - deixo isso por conta do meu superego e do meu Id. Não quero que meus pensamentos deixem eu ficar me culpando o dia todo por como minha vida poderia ter sido se eu me permitisse viver, ou pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos diziam que eu deveria ser pra eu poder ser livre.
Quero, então, ser nada para poder ser tudo.
Ouvindo conversas, aprendi que quando você é dono da sua personalidade, ninguém jamais conseguirá e será capaz de usá-la contra você. No contexto, faz sentido... Quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque, no momento que eu sou eu mesma, e eu sei do que eu sou feita, ninguém tem o poder de me dominar.
Não quero ser exemplo, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Não quero esperar que a felicidade das pessoas deixe de ser forçada e passe a ser verdadeira.
Não quero mais machucar quem me ama, começando por mim mesma. Não quero mais impor as minhas vontades quando nem eu sei mais se realmente as quero tê-las.
Não quero mais esses ruídos e barulhos em volta de mim que atrapalham meus pensamentos e que vêm pra tirar meu sono.
Eu quero silêncio.
7 de outubro de 2010
Tease me!
"(...)I believe in you, but I don't really give a damn!"
[Não dou a mínima...]
E ele permaneceu parado ali, como quem não quer nada, como quem nada pensa, muito sereno, meio de lado, peito aberto pra lua e sonhos encaminhados pra outra pessoa bem mais leve do que ela conseguia ser. Poucas preocupações. Ou quase nenhuma!
Do outro lado estava ela. Rosto virado, tensa, olhos marejados por não saber mais se tudo aquilo que ela tem mania de chamar pelo possessivo de dois, realmente ainda lhe pertencia. Estava pensando se era assim mesmo...
Sem desentendimentos, sem escândalos, sem nenhuma outra pessoa e sem problemas fáceis de estipular um motivo, um limite ou um porquê.
Mas o detalhe que ele esqueceu é que quem a mandou embora foi ele. E agora, andando sozinha o vento batia em seus cabelos e sua alma estava tranquila e em paz. Ela, sem medo do frio ou da falta de abraço, percebeu que quando se está sozinha, se algum abraço vier vai ser surpresa boa. Ela gostou da sensação de não ir dormir ao lado de certezas ruins todas as noites.
Ela deixou tudo aquilo que um dia foi dela mas que ela percebeu não precisar mais; percebeu que era nada mais que mero apego.
O que ele não percebeu (ou não quis entender, porque foi avisado), no final, é que pra ser NÓS há de se SER UM, dois em um, e o orgulho e o egoísmo dele fizeram com que ela percebesse que valia mais a pena ser feliz sendo SÓ. A prisão que ele vive hoje foi responsável pela liberdade em que ela se encontra agora.
Ele ficou no passado (com todo o esquecimento que o tempo é capaz de proporcionar à coisas que foram, mas deixaram de ser). Passado, pra ela, virou só fantasmas...
O que quase ninguém entende é que doer não significa necessariamente não ser feliz hoje...
E, depois de tanto tempo se sentindo culpada por coisas que ela não havia feito, culpa era a última coisa que ela sentia. Ele está preso, mas ela está viva.
[Não dou a mínima...]
E ele permaneceu parado ali, como quem não quer nada, como quem nada pensa, muito sereno, meio de lado, peito aberto pra lua e sonhos encaminhados pra outra pessoa bem mais leve do que ela conseguia ser. Poucas preocupações. Ou quase nenhuma!
Do outro lado estava ela. Rosto virado, tensa, olhos marejados por não saber mais se tudo aquilo que ela tem mania de chamar pelo possessivo de dois, realmente ainda lhe pertencia. Estava pensando se era assim mesmo...
Sem desentendimentos, sem escândalos, sem nenhuma outra pessoa e sem problemas fáceis de estipular um motivo, um limite ou um porquê.
Mas o detalhe que ele esqueceu é que quem a mandou embora foi ele. E agora, andando sozinha o vento batia em seus cabelos e sua alma estava tranquila e em paz. Ela, sem medo do frio ou da falta de abraço, percebeu que quando se está sozinha, se algum abraço vier vai ser surpresa boa. Ela gostou da sensação de não ir dormir ao lado de certezas ruins todas as noites.
Ela deixou tudo aquilo que um dia foi dela mas que ela percebeu não precisar mais; percebeu que era nada mais que mero apego.
O que ele não percebeu (ou não quis entender, porque foi avisado), no final, é que pra ser NÓS há de se SER UM, dois em um, e o orgulho e o egoísmo dele fizeram com que ela percebesse que valia mais a pena ser feliz sendo SÓ. A prisão que ele vive hoje foi responsável pela liberdade em que ela se encontra agora.
Ele ficou no passado (com todo o esquecimento que o tempo é capaz de proporcionar à coisas que foram, mas deixaram de ser). Passado, pra ela, virou só fantasmas...
O que quase ninguém entende é que doer não significa necessariamente não ser feliz hoje...
E, depois de tanto tempo se sentindo culpada por coisas que ela não havia feito, culpa era a última coisa que ela sentia. Ele está preso, mas ela está viva.
24 de setembro de 2010
Outras coisas...
"É! Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar... Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato prá falar. Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir!"
[Ana Carolina para os momentos de confusão...]
Quantos medos será que cabem dentro de nós? Do nosso coração e da nossa cabeça?! Quantas loucuras, neuras e paranoias conseguimos criar, imaginar e carregar conosco, sozinhos, que se tornam tão reais, que nos tornamos prisioneiros delas?! (Que fique claro que isso são apenas verdades que não existem...)
Eu acredito que toda mulher tem um “quê” de psicopata e um pouco de louca. Toda e qualquer mulher acha que seus problemas são os únicos, que ninguém nunca passou por isso e mais, que eles são cíclicos. E ainda afirmam que a resposta para todos os questionamentos de hoje, são os traumas do passado. Respostas para perguntas criadas por nós mesmas, que resolveriam aquele problema sério que nós mesmas inventamos, nunca vêm porque não existe ninguém no mundo além de nós mesmas que seria capaz de “inventar” tais respostas.
É tudo mesmo muito complicado. Mas somos muito mais complicadas para poder descomplicar. Somos praticamente uma equação do segundo grau, com logaritmo como resultado (Isso era impossível, do pouco que eu me lembre...) e sem calculadora nenhuma por perto. Nem nós mesmas nos alcançamos do tanto que nos perdemos por aí tentando encontrar resposta para tudo quanto é coisa.
Todas aquelas que moram dentro de mim – e delas eu posso falar -, nas recorrentes e insanas trocas de humor, têm em comum o seguinte: a loucura em seu mais puro sentimento. Mais pura, pois enquanto enlouqueço é como se fora de mim houvesse outro eu, que de puro não tem nada, porque passa cada minuto do meu surto psicótico analisando tudo através da razão, enquanto por dentro, a raiva ferve, os pulmões estão cheios, o amor está brotando, a cabeça está extremamente confusa e o coração hiperventilando.
E o que eu acho engraçado é você fingir que a razão é tão simples assim só por que você não entende – mas é impossível julgar o que não se entende. Acontece que não é exatamente o que eu faço no meu dia que determina quando eu vou deixar de ser eu pra me tornar uma delas. Se fosse simples, e se eu soubesse explicar o porquê de tantos detalhes, tudo se resolveria no momento em que eu e você tivéssemos certeza das nossas certezas, e as neuroses sairiam por uma porta que existe no meu teto...
E aquele dia eu acordei chorando porque entendi que não eram as outras pessoas que nos ameaçavam, não eram os seus sentimentos que poderiam mudar do dia pra noite e me deixar sem aviso prévio. Aquele dia eu chorei porque eu percebi que não são as outras coisas, as outras pessoas e nem nada que esteja nesse mundo real. Chorei porque não posso apontar dedos de culpa para ninguém fora a mim mesma...
Não sei quantos medos ou quantas pessoas diferentes vivem ou cabem dentro de mim. Não sei explicar essa minha necessidade de tanto me explicar pros outros, que é pra ver se um dia eu me aceito e aceito que por mais que eu sonhe em ser perfeita as minhas imperfeições são exatamente o que fazem de mim uma pessoa que não exista outra igual.
Não são as outras pessoas, não é o que elas possivelmente têm e eu não, não é questão de beleza, não tem nenhum tipo de relação com o amor que eu sinto, não é uma ofensa à minha inteligência, não diz respeito à minha autoestima, não é você, não é o que você me diz e nem o que eu ouço. Às vezes, temos que aceitar as melhores soluções que fazem bem a todos os envolvidos, do que a que achamos que nos é conveniente. Eu escolhi a primeira opção (deixei de lado meu eu egoísta).
As respostas para minhas crises eternas (e internas) não vão surgir do nada, de ninguém, e nem de algum lugar. Vou ser obrigada a usar o clichê de todos os finais e dar um fim nessa tamanha confusão existencialista, para entender que pensar demais não é defeito, mas pensar demais no que não existe – e claro, não tem solução – é burrice demais!!!
[Ana Carolina para os momentos de confusão...]
Quantos medos será que cabem dentro de nós? Do nosso coração e da nossa cabeça?! Quantas loucuras, neuras e paranoias conseguimos criar, imaginar e carregar conosco, sozinhos, que se tornam tão reais, que nos tornamos prisioneiros delas?! (Que fique claro que isso são apenas verdades que não existem...)
Eu acredito que toda mulher tem um “quê” de psicopata e um pouco de louca. Toda e qualquer mulher acha que seus problemas são os únicos, que ninguém nunca passou por isso e mais, que eles são cíclicos. E ainda afirmam que a resposta para todos os questionamentos de hoje, são os traumas do passado. Respostas para perguntas criadas por nós mesmas, que resolveriam aquele problema sério que nós mesmas inventamos, nunca vêm porque não existe ninguém no mundo além de nós mesmas que seria capaz de “inventar” tais respostas.
É tudo mesmo muito complicado. Mas somos muito mais complicadas para poder descomplicar. Somos praticamente uma equação do segundo grau, com logaritmo como resultado (Isso era impossível, do pouco que eu me lembre...) e sem calculadora nenhuma por perto. Nem nós mesmas nos alcançamos do tanto que nos perdemos por aí tentando encontrar resposta para tudo quanto é coisa.
Todas aquelas que moram dentro de mim – e delas eu posso falar -, nas recorrentes e insanas trocas de humor, têm em comum o seguinte: a loucura em seu mais puro sentimento. Mais pura, pois enquanto enlouqueço é como se fora de mim houvesse outro eu, que de puro não tem nada, porque passa cada minuto do meu surto psicótico analisando tudo através da razão, enquanto por dentro, a raiva ferve, os pulmões estão cheios, o amor está brotando, a cabeça está extremamente confusa e o coração hiperventilando.
E o que eu acho engraçado é você fingir que a razão é tão simples assim só por que você não entende – mas é impossível julgar o que não se entende. Acontece que não é exatamente o que eu faço no meu dia que determina quando eu vou deixar de ser eu pra me tornar uma delas. Se fosse simples, e se eu soubesse explicar o porquê de tantos detalhes, tudo se resolveria no momento em que eu e você tivéssemos certeza das nossas certezas, e as neuroses sairiam por uma porta que existe no meu teto...
E aquele dia eu acordei chorando porque entendi que não eram as outras pessoas que nos ameaçavam, não eram os seus sentimentos que poderiam mudar do dia pra noite e me deixar sem aviso prévio. Aquele dia eu chorei porque eu percebi que não são as outras coisas, as outras pessoas e nem nada que esteja nesse mundo real. Chorei porque não posso apontar dedos de culpa para ninguém fora a mim mesma...
Não sei quantos medos ou quantas pessoas diferentes vivem ou cabem dentro de mim. Não sei explicar essa minha necessidade de tanto me explicar pros outros, que é pra ver se um dia eu me aceito e aceito que por mais que eu sonhe em ser perfeita as minhas imperfeições são exatamente o que fazem de mim uma pessoa que não exista outra igual.
Não são as outras pessoas, não é o que elas possivelmente têm e eu não, não é questão de beleza, não tem nenhum tipo de relação com o amor que eu sinto, não é uma ofensa à minha inteligência, não diz respeito à minha autoestima, não é você, não é o que você me diz e nem o que eu ouço. Às vezes, temos que aceitar as melhores soluções que fazem bem a todos os envolvidos, do que a que achamos que nos é conveniente. Eu escolhi a primeira opção (deixei de lado meu eu egoísta).
As respostas para minhas crises eternas (e internas) não vão surgir do nada, de ninguém, e nem de algum lugar. Vou ser obrigada a usar o clichê de todos os finais e dar um fim nessa tamanha confusão existencialista, para entender que pensar demais não é defeito, mas pensar demais no que não existe – e claro, não tem solução – é burrice demais!!!
10 de agosto de 2010
Que seja doce!
"Meu amor! Disciplina é liberdade... Compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem!"
[Há tempos... Será?!]
Inúmeras vezes me peguei pensando que estar sozinha era melhor do que estar acompanhada. Que eu não era o tipo de pessoa que teria alguém do lado, pra dar algum tipo de satisfação (mesmo que eu não faça isso), alguém que eu talvez quisesses estar perto, quisesse ligar, às vezes... Que eu não era o tipo de pessoa que tivesse paciência para relacionamentos e toda a "ideia" que vem junto com ele: dividir!
Mas, por váriasvezes, coloquei em xeque até o que eu pensava, até aquilo que eu me questionava tanto. Porque achei que o cara perfeito tinha aparecido.
E eu nem concordo com esse termo perfeito, já que a perfeição não existe, e o perfeito é um termo muito mal empregado por aí... E isso me irrita!
Perfeito que, por definição, é:
perfeição
s. f.
1. Acto!Ato de acabar ou aperfeiçoar alguma coisa.
2. O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa.
Ou ainda,perfeição (per-fei-ção)
s. f.
Qualidade do que é perfeito em seu gênero.
S.f.pl. Qualidades da alma e do corpo.
Depois dessa definição, imparcial. Mas em nenhum momento ela é definida por AUSÊNCIA de defeitos: "O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa."
E aí volto ao meu pensamento de que achei que o cara perfeito tivesse aparecido várias vezes...
Na nossa eterna briga de criar parâmetros, e um controle de qualidade (praticamente um ISO) para a cara metade.
Então, acredito que nesse mundo em que todos são lindos, felizes, saudáveis, se vestem bem, fazem sexo todo dia, é fácil confundir o amor, o companheirismo, o RESPEITO com carência, necessidade de autoafirmação ou um meio de poder projetar suas falhas no outro (Imagina, não foi capaz de assumir o erro!) e, assim, se auto jurar infeliz.
Errei várias vezes... Continuo errando!
Mas hoje me encontrei tão feliz, chegando exatamente onde deveríamos estar, onde eu quero estar.
E que o MEU errado e imperfeito, aos meus olhos continua assim, e até prefiro assim, pois pra mim é perfeito desse jeito.
É exatamente isso que me move, que não me deixa virar estátua, e que me faz correr quilômetros sem nem imaginar a distância.
O que me move, então, é aquela vontade de trocar a bateria do relógio e reajustar os ponteiros, e começar tudo de novo, exatamente do lugar em que paramos nós, há quase um segundo.
Na eterna busca da "minha" imperfeição...
PS.: Pra fazer um parênteses...
http://www.youtube.com/watch?v=E231TF4CzU0
Música linda... Trilha sonora dos últimos dias! Boys Like Girls (Two ie better than one)
E um trecho de Caio Fernando Abreu...
"(...)Menina-moça, tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi com a Dona Chica, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço."
E pra correria de julho e agosto, quase que vira um mantra pra mim:
EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!
[Há tempos... Será?!]
Inúmeras vezes me peguei pensando que estar sozinha era melhor do que estar acompanhada. Que eu não era o tipo de pessoa que teria alguém do lado, pra dar algum tipo de satisfação (mesmo que eu não faça isso), alguém que eu talvez quisesses estar perto, quisesse ligar, às vezes... Que eu não era o tipo de pessoa que tivesse paciência para relacionamentos e toda a "ideia" que vem junto com ele: dividir!
Mas, por váriasvezes, coloquei em xeque até o que eu pensava, até aquilo que eu me questionava tanto. Porque achei que o cara perfeito tinha aparecido.
E eu nem concordo com esse termo perfeito, já que a perfeição não existe, e o perfeito é um termo muito mal empregado por aí... E isso me irrita!
Perfeito que, por definição, é:
perfeição
s. f.
1. Acto!Ato de acabar ou aperfeiçoar alguma coisa.
2. O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa.
Ou ainda,perfeição (per-fei-ção)
s. f.
Qualidade do que é perfeito em seu gênero.
S.f.pl. Qualidades da alma e do corpo.
Depois dessa definição, imparcial. Mas em nenhum momento ela é definida por AUSÊNCIA de defeitos: "O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa."
E aí volto ao meu pensamento de que achei que o cara perfeito tivesse aparecido várias vezes...
Na nossa eterna briga de criar parâmetros, e um controle de qualidade (praticamente um ISO) para a cara metade.
Então, acredito que nesse mundo em que todos são lindos, felizes, saudáveis, se vestem bem, fazem sexo todo dia, é fácil confundir o amor, o companheirismo, o RESPEITO com carência, necessidade de autoafirmação ou um meio de poder projetar suas falhas no outro (Imagina, não foi capaz de assumir o erro!) e, assim, se auto jurar infeliz.
Errei várias vezes... Continuo errando!
Mas hoje me encontrei tão feliz, chegando exatamente onde deveríamos estar, onde eu quero estar.
E que o MEU errado e imperfeito, aos meus olhos continua assim, e até prefiro assim, pois pra mim é perfeito desse jeito.
É exatamente isso que me move, que não me deixa virar estátua, e que me faz correr quilômetros sem nem imaginar a distância.
O que me move, então, é aquela vontade de trocar a bateria do relógio e reajustar os ponteiros, e começar tudo de novo, exatamente do lugar em que paramos nós, há quase um segundo.
Na eterna busca da "minha" imperfeição...
PS.: Pra fazer um parênteses...
http://www.youtube.com/watch?v=E231TF4CzU0
Música linda... Trilha sonora dos últimos dias! Boys Like Girls (Two ie better than one)
E um trecho de Caio Fernando Abreu...
"(...)Menina-moça, tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi com a Dona Chica, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço."
E pra correria de julho e agosto, quase que vira um mantra pra mim:
EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!
6 de agosto de 2010
People losing their minds!
"I never make agreements, just like a gypsy. And I won't back down 'Cause life's already bit me!"
[Two is better than one... Always!]
Ultimamente, não ando pensando em medos, em fantasmas, não ando pensando muito nem em amor, se é que é pra ser sincera. Dentro de mim tem brisa ao invés de ventania. Tem água ao invés de álcool. Dentro de mim está calmo, silêncio, sem ruídos, mas eu posso ouvir, às vezes, uma canção do Chico ao fundo. Nada disso é lobotômico ou promessa de que sempre será assim aqui dentro. Dentro de mim, por enquanto, está tranquilo, eu estou bem. Me deixa aproveitar um pouquinho de mim.
Eu prometi que ia me calar e fingir ter esquecido tudo o que aconteceu. Prometi me fazer de louca, me fazer do que quer que me fizesse menos desesperada por uma resposta que, com certeza, não viria nunca!
Prometi não procurar você, prometi não procurar, de novo, dentro de mim, aqueles sentimentos que me faziam sentir raiva, angústia, que me tiravam o sono e a minha grande e santa paciência. Prometi ser um pouco madura, ser leal, ser mulher ao invés de menina e me colocar no meu lugar - o lugar de alguém que aceitou a condição em nome de um bem maior, o lugar de alguém que prometeu manter a própria palavra, uma atitude, mesmo que isso não tenha sido recíproco.
Mesmo que eu me esforce pra enxergar as possíveis razões, eu não consigo entender certas coisas, atitudes e pessoas. Não consigo entender dissimulação, falta de caráter, não consigo entender quem acha que falar da boca pra fora alivia mágoas e egos feridos, não consigo entender quem tenta se engrandecer para machucar os outros.
É uma história engraçada mesmo, porque tudo o que eu tenho de amor em mim, eu tenho na mesma proporção de ódio, bem guardado. Eu não sou nem um pouco sutil, eu não sou e nem tento ser simpática, eu não sou e nem tento ser delicada, não sou e nunca fui aceita por todas as pessoas do mundo justamente pelo fato de eu não me importar em agradar quem me desagrada. Mas eu entendo que para os outros, seria bem melhor se eu fosse um pouco mais de todas essas coisas que eu não sou, pra poderem representar o próprio papel – porque é só farsa – a representação de um papel em que todos riem das piadas sem graça e sem cabimento. Mas acontece que, além de tudo, eu sou esperta, sou rápida e, como já contei, sou muito ruim.
Pode ler tudo o que eu escrevo sobre amor, sobre pessoas, sobre comportamento, sobre tudo, e achar que me entende só porque apresento aqui um lado meu totalmente subjetivo. Acho que deve olhar pra mim, com minhas roupas e meus cabelos e achar que conhece toda a futilidade que me cabe. Só que está errado, pequeno Einstein. Errou porque você julga só por aquilo que vê e, assim, acaba subjulgando o meu poder de defesa. Mas esquece que amor atacado vira bicho, vira fera. Se eu vesti a roupa da tranquilidade, da luta e do desejo... O que te faz pensar que eu não vou vestir a roupa de guerra e, levianamente, deixar você levar de mim aquilo que pertence somente a mim?
Eu brinco de mocinha, às vezes... Mas eu sei ser bandido. Eu aparento ser brisa leve, mas sei ser a tempestade. Mas tenho ameaças singulares... Parei!
[Two is better than one... Always!]
Ultimamente, não ando pensando em medos, em fantasmas, não ando pensando muito nem em amor, se é que é pra ser sincera. Dentro de mim tem brisa ao invés de ventania. Tem água ao invés de álcool. Dentro de mim está calmo, silêncio, sem ruídos, mas eu posso ouvir, às vezes, uma canção do Chico ao fundo. Nada disso é lobotômico ou promessa de que sempre será assim aqui dentro. Dentro de mim, por enquanto, está tranquilo, eu estou bem. Me deixa aproveitar um pouquinho de mim.
Eu prometi que ia me calar e fingir ter esquecido tudo o que aconteceu. Prometi me fazer de louca, me fazer do que quer que me fizesse menos desesperada por uma resposta que, com certeza, não viria nunca!
Prometi não procurar você, prometi não procurar, de novo, dentro de mim, aqueles sentimentos que me faziam sentir raiva, angústia, que me tiravam o sono e a minha grande e santa paciência. Prometi ser um pouco madura, ser leal, ser mulher ao invés de menina e me colocar no meu lugar - o lugar de alguém que aceitou a condição em nome de um bem maior, o lugar de alguém que prometeu manter a própria palavra, uma atitude, mesmo que isso não tenha sido recíproco.
Mesmo que eu me esforce pra enxergar as possíveis razões, eu não consigo entender certas coisas, atitudes e pessoas. Não consigo entender dissimulação, falta de caráter, não consigo entender quem acha que falar da boca pra fora alivia mágoas e egos feridos, não consigo entender quem tenta se engrandecer para machucar os outros.
É uma história engraçada mesmo, porque tudo o que eu tenho de amor em mim, eu tenho na mesma proporção de ódio, bem guardado. Eu não sou nem um pouco sutil, eu não sou e nem tento ser simpática, eu não sou e nem tento ser delicada, não sou e nunca fui aceita por todas as pessoas do mundo justamente pelo fato de eu não me importar em agradar quem me desagrada. Mas eu entendo que para os outros, seria bem melhor se eu fosse um pouco mais de todas essas coisas que eu não sou, pra poderem representar o próprio papel – porque é só farsa – a representação de um papel em que todos riem das piadas sem graça e sem cabimento. Mas acontece que, além de tudo, eu sou esperta, sou rápida e, como já contei, sou muito ruim.
Pode ler tudo o que eu escrevo sobre amor, sobre pessoas, sobre comportamento, sobre tudo, e achar que me entende só porque apresento aqui um lado meu totalmente subjetivo. Acho que deve olhar pra mim, com minhas roupas e meus cabelos e achar que conhece toda a futilidade que me cabe. Só que está errado, pequeno Einstein. Errou porque você julga só por aquilo que vê e, assim, acaba subjulgando o meu poder de defesa. Mas esquece que amor atacado vira bicho, vira fera. Se eu vesti a roupa da tranquilidade, da luta e do desejo... O que te faz pensar que eu não vou vestir a roupa de guerra e, levianamente, deixar você levar de mim aquilo que pertence somente a mim?
Eu brinco de mocinha, às vezes... Mas eu sei ser bandido. Eu aparento ser brisa leve, mas sei ser a tempestade. Mas tenho ameaças singulares... Parei!
5 de julho de 2010
O que não se diz!
"Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar." (Chico e Vinícius)
[Acho que dispensa comentários...]
Mesmo que tenha acabado, ficou mal resolvido. A dúvida da rejeição passa pelas frestas largas da minha certeza que já foi e voltou tantas vezes que nem eu mesma consigo mais dar crédito, chances, ou seja lá como isso possa se chamar. Ele errou e quem ficou sem perspectiva fui eu. E é tão injusto que eu me sinta assim por ele.
É tão triste e incômodo a dor de quem sente só, mesmo acompanhado.
E eu só queria olho no olho... Mas não!
E então veio aquele sorriso aberto.
Procurei despir-me daquilo tudo que aprendi e esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, para então, ser só eu. Sozinha. Sem metades. Sê inteira.
Exatamente por isso, está tudo bem agora. Sempre. É por isso mesmo que as situações chegam com menos peso: porque sou eu que decid como vou encarar cada uma delas.
Eu nunca vou saber se daquela vez valeu (Não sei ainda... Essa é a falta de perspectiva que sobrou!). Ninguém vai saber... Nem ele! E nem vou saber por onde andaram dadas com outras, as mãos dele. Só que agora, eu desisti de querer... Eu desisti de querer entender...
Mas vale a pena olhar direto e sempre pra frente. Vale a pena fechar os olhos para o que não serve, o que não presta, e abri-los somente quando der vontade. Vale a pena agredir as morais totalmente questionáveis da vida (e isso eu tenho feito muito) e, definitivamente, não passar vontade (JAMAIS!).
É tudo questão de aprendizado e percepção. E a lição que ficou é a de que, no final, é melhor sempre falar demais, do que nunca dizer o que você teria que dizer de novo.
Eu repeti... repeti... repeti... mas acho que ele nunca escutou!
Abri o sorriso, o coração e os braços para o novo... Posso dizer que estou empenhada nesse novo projeto.
E tudo que está chegando, está sendo muito bem recebido!
[Acho que dispensa comentários...]
Mesmo que tenha acabado, ficou mal resolvido. A dúvida da rejeição passa pelas frestas largas da minha certeza que já foi e voltou tantas vezes que nem eu mesma consigo mais dar crédito, chances, ou seja lá como isso possa se chamar. Ele errou e quem ficou sem perspectiva fui eu. E é tão injusto que eu me sinta assim por ele.
É tão triste e incômodo a dor de quem sente só, mesmo acompanhado.
E eu só queria olho no olho... Mas não!
E então veio aquele sorriso aberto.
Procurei despir-me daquilo tudo que aprendi e esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, para então, ser só eu. Sozinha. Sem metades. Sê inteira.
Exatamente por isso, está tudo bem agora. Sempre. É por isso mesmo que as situações chegam com menos peso: porque sou eu que decid como vou encarar cada uma delas.
Eu nunca vou saber se daquela vez valeu (Não sei ainda... Essa é a falta de perspectiva que sobrou!). Ninguém vai saber... Nem ele! E nem vou saber por onde andaram dadas com outras, as mãos dele. Só que agora, eu desisti de querer... Eu desisti de querer entender...
Mas vale a pena olhar direto e sempre pra frente. Vale a pena fechar os olhos para o que não serve, o que não presta, e abri-los somente quando der vontade. Vale a pena agredir as morais totalmente questionáveis da vida (e isso eu tenho feito muito) e, definitivamente, não passar vontade (JAMAIS!).
É tudo questão de aprendizado e percepção. E a lição que ficou é a de que, no final, é melhor sempre falar demais, do que nunca dizer o que você teria que dizer de novo.
Eu repeti... repeti... repeti... mas acho que ele nunca escutou!
Abri o sorriso, o coração e os braços para o novo... Posso dizer que estou empenhada nesse novo projeto.
E tudo que está chegando, está sendo muito bem recebido!
1 de julho de 2010
Eles que eram...
"Corta essa, de querer me impressionar. Coisa boa é Deus quem dá, besteira é a gente que faz!" (Maria Rita)
[E eu só me critico mais...]
Eu sempre fiquei na dúvida do que doía mais: Perder uma grande amizade ou um grande amor? Porque se aprende que, desde que nasce, se deve procurar pelo príncipe encantado, pela metade da laranja, pela pessoa certa, pela alma gêmea, ou seja lá como é chamado. Mas aí a gente descobre, um dia, que ele não vem, que ele não existe. E as amizades também têm dessas... Um pouco de amor no contexto. Ser amigo de alguém envolve confiança, amor e segurança, implica em se apaixonar, também (acreditar no que aquela pessoa representa, em quem ela realmente é). Ter aquele amigo leal e fiel que estará do seu lado quando sua alma gêmea não foi generosa com você, ou quando ferrou sua vida, é bem mais complicado do que achar esse amor.
Assim como dores e alegrias passam, a gente aprende que, igual as fases da vida passam, amizades passam também. Mas a impressão que dá, é que algumas pessoas ficaram rendidas naquele espaço curto de tempo que se chama memória. A sua melhor amiga da pré-escola... Que uma vez, brincando de boneca, brigaram, puxaram o cabelo uma da outra, brigaram e disseram não ficar de bem nunca mais, dez minutos depois se deram os dedinhos e voltaram a brincar (talvez até mais amigas que antes!).
Ou sua melhor amiga do primário, que você jurava ser sua amiga eterna, eram dupla em tudo, inseparáveis, amiga de infância mesmo. As mães deveriam ser amigas também... Faziam planos secretos, mas que depois smepre mudavam ou esqueciam.
Ou sua melhor amiga do ginásio. Aquela que estava lá quando você menstruou, quando vocÊ se apaixonou pela primeira vez, e , pela primeira vez, teve o coração partido (como doeu... Mas a amiga estava lá!). Aquela amiga que, junto com você, se sentia adulta o suficiente pra fazer o que quisesse, afinal já tinha 15 anos (era os novos 18 anos...). Que planejou fugir de casa já que o pai não deixou sair à noite, porque ainda não tinha idade, era apenas uma criança.
Com sorte, muita sorte, sua melhor amiga do ginásio, era sua melhor amiga do colegial. Mas, meio que por acidente, tiveram uma briga sem volta (por conta dos hormônios a flor da pele), ou porque ela achou que você gostava do namorado dela, ou porque ela achou que você era mais magra que ela, ou porque tudo isso aconteceu, e ela achava que a vida dela estava tomando um novo rumo que não incluía você. E depois de alguns anos, ela se arrependeu e resolveu pedir desculpas. Pena que já era tarde demais, porque amizades (assim como nossos amores) são relações que necessitam de esforço para que haja compatibilidade, compreensão. Nesse jogo de amor e amizade, só sentimento não basta. Os dois lados devem ceder e sabê-lo fazer. Amizade ou amor, ou qualquer tipo de relação que ligue a alma de duas pessoas, exige, sem requisitos, que haja convivência, paciência e perseverança.
Aí vem a faculdade... E você encontra seus novos amigos de infância, sem discriminação de sexo - literalmente. É mais adulta e se sente mais adulta também, pois acha que descobriu finalmente o que queria fazer da vida e, em meio a tanta gente nova, toda essa felicidade e onda de segurançaque cega nossos olhos na hora de se enxergar que, na vida, ninguém nunca tem certeza do que vai acabar fazendo com ela.
Faz duas ou três amigas que vai carregar pra sempre. Elas passam junto com você a melhor fase da sua vida, da pobreza universitária, dos amores e doscorações partidos (mas tem aquela que já casou desdea faculdade e sempre dá alguns conselhos), aquelas que passam com você pela fase dos estágios não remunerados, pela correria de não ter tempo pra nada e ter bilhões de coisas pra fazer. Aquelas que estão com você na melhor e na pior fase da sua vida, talvez a mais engraçada, talvez a mais corrida, talvez a pior, mas quem sabe a melhor?
É nessa fase que você tenta manter tudo em manutenção por algum tempo... Com a difícil tarefa de manter à distância várias relações da sua vida.
Eu sei que alguns amores começam por lindas amizades, e alguns amores terminam em amizade... Mas não acredito nisso, isso é só o que eu ouço dizer. Não acredito nesse estatuto que estabelece regras de boa vizinhaça e civilização entre ex-namorados e, muito menos, naquele que estipula que uma amizade entre homem e mulher pode ser completamente imune do fator curiosidade (aquele ao qual todo mundo que já teve um grande amigo do outro sexo, um belo dia, se depara pela frente).
O fato é que só amizade e só amor, sozinhos, não suprem tudo aquilo que nós precisamos. Você pode reclamar da sua melhor amiga pro seu namorado, e xingar o namorado pra sua melhor amiga. Mas, em hipótese alguma, o namorado não pode ousar falar mal de sua melhor amiga, e ua amiga, mesmo no calor da emoção, não pode nunca falar mal de seu namorado.
No final, a nossa vida não muda de rumo e nem para pelos desejos de mais ninguém, além dos nossos próprios. E se a gente, em algum momento, fez a burrada de escolher por ter uma cabeça avoada e um coração cheio de desejos de conhecer o mundo, viver e ter um grande amor e fazer grandes loucuras em nome disso, a gente têm que aceitar que muitas vezes é possível perder quem se deixou pra trás.
Acho que são felizes as pessoas que possuem as cabeças nos lugares, que têm o coração tranquilo, e resolveram amar só quem viam pela frente, e não quem estava fora do alcance.
Talvez é por isso que eu nunca saiba qual é a sensação de estar completa, sem sentir saudades de absolutamente nada e nem ninguém.
[E eu só me critico mais...]
Eu sempre fiquei na dúvida do que doía mais: Perder uma grande amizade ou um grande amor? Porque se aprende que, desde que nasce, se deve procurar pelo príncipe encantado, pela metade da laranja, pela pessoa certa, pela alma gêmea, ou seja lá como é chamado. Mas aí a gente descobre, um dia, que ele não vem, que ele não existe. E as amizades também têm dessas... Um pouco de amor no contexto. Ser amigo de alguém envolve confiança, amor e segurança, implica em se apaixonar, também (acreditar no que aquela pessoa representa, em quem ela realmente é). Ter aquele amigo leal e fiel que estará do seu lado quando sua alma gêmea não foi generosa com você, ou quando ferrou sua vida, é bem mais complicado do que achar esse amor.
Assim como dores e alegrias passam, a gente aprende que, igual as fases da vida passam, amizades passam também. Mas a impressão que dá, é que algumas pessoas ficaram rendidas naquele espaço curto de tempo que se chama memória. A sua melhor amiga da pré-escola... Que uma vez, brincando de boneca, brigaram, puxaram o cabelo uma da outra, brigaram e disseram não ficar de bem nunca mais, dez minutos depois se deram os dedinhos e voltaram a brincar (talvez até mais amigas que antes!).
Ou sua melhor amiga do primário, que você jurava ser sua amiga eterna, eram dupla em tudo, inseparáveis, amiga de infância mesmo. As mães deveriam ser amigas também... Faziam planos secretos, mas que depois smepre mudavam ou esqueciam.
Ou sua melhor amiga do ginásio. Aquela que estava lá quando você menstruou, quando vocÊ se apaixonou pela primeira vez, e , pela primeira vez, teve o coração partido (como doeu... Mas a amiga estava lá!). Aquela amiga que, junto com você, se sentia adulta o suficiente pra fazer o que quisesse, afinal já tinha 15 anos (era os novos 18 anos...). Que planejou fugir de casa já que o pai não deixou sair à noite, porque ainda não tinha idade, era apenas uma criança.
Com sorte, muita sorte, sua melhor amiga do ginásio, era sua melhor amiga do colegial. Mas, meio que por acidente, tiveram uma briga sem volta (por conta dos hormônios a flor da pele), ou porque ela achou que você gostava do namorado dela, ou porque ela achou que você era mais magra que ela, ou porque tudo isso aconteceu, e ela achava que a vida dela estava tomando um novo rumo que não incluía você. E depois de alguns anos, ela se arrependeu e resolveu pedir desculpas. Pena que já era tarde demais, porque amizades (assim como nossos amores) são relações que necessitam de esforço para que haja compatibilidade, compreensão. Nesse jogo de amor e amizade, só sentimento não basta. Os dois lados devem ceder e sabê-lo fazer. Amizade ou amor, ou qualquer tipo de relação que ligue a alma de duas pessoas, exige, sem requisitos, que haja convivência, paciência e perseverança.
Aí vem a faculdade... E você encontra seus novos amigos de infância, sem discriminação de sexo - literalmente. É mais adulta e se sente mais adulta também, pois acha que descobriu finalmente o que queria fazer da vida e, em meio a tanta gente nova, toda essa felicidade e onda de segurançaque cega nossos olhos na hora de se enxergar que, na vida, ninguém nunca tem certeza do que vai acabar fazendo com ela.
Faz duas ou três amigas que vai carregar pra sempre. Elas passam junto com você a melhor fase da sua vida, da pobreza universitária, dos amores e doscorações partidos (mas tem aquela que já casou desdea faculdade e sempre dá alguns conselhos), aquelas que passam com você pela fase dos estágios não remunerados, pela correria de não ter tempo pra nada e ter bilhões de coisas pra fazer. Aquelas que estão com você na melhor e na pior fase da sua vida, talvez a mais engraçada, talvez a mais corrida, talvez a pior, mas quem sabe a melhor?
É nessa fase que você tenta manter tudo em manutenção por algum tempo... Com a difícil tarefa de manter à distância várias relações da sua vida.
Eu sei que alguns amores começam por lindas amizades, e alguns amores terminam em amizade... Mas não acredito nisso, isso é só o que eu ouço dizer. Não acredito nesse estatuto que estabelece regras de boa vizinhaça e civilização entre ex-namorados e, muito menos, naquele que estipula que uma amizade entre homem e mulher pode ser completamente imune do fator curiosidade (aquele ao qual todo mundo que já teve um grande amigo do outro sexo, um belo dia, se depara pela frente).
O fato é que só amizade e só amor, sozinhos, não suprem tudo aquilo que nós precisamos. Você pode reclamar da sua melhor amiga pro seu namorado, e xingar o namorado pra sua melhor amiga. Mas, em hipótese alguma, o namorado não pode ousar falar mal de sua melhor amiga, e ua amiga, mesmo no calor da emoção, não pode nunca falar mal de seu namorado.
No final, a nossa vida não muda de rumo e nem para pelos desejos de mais ninguém, além dos nossos próprios. E se a gente, em algum momento, fez a burrada de escolher por ter uma cabeça avoada e um coração cheio de desejos de conhecer o mundo, viver e ter um grande amor e fazer grandes loucuras em nome disso, a gente têm que aceitar que muitas vezes é possível perder quem se deixou pra trás.
Acho que são felizes as pessoas que possuem as cabeças nos lugares, que têm o coração tranquilo, e resolveram amar só quem viam pela frente, e não quem estava fora do alcance.
Talvez é por isso que eu nunca saiba qual é a sensação de estar completa, sem sentir saudades de absolutamente nada e nem ninguém.
25 de junho de 2010
Ciclo Vicioso
"(...)E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrada, que sou egoísta...
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética e faz uma lista, por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade!" (Zélia Duncan)
[Eu queria ter o dom da palavra...]
"Até logo". Foi sucinto e, depois de ser breve, coube toda frieza disfarçada em cada sílaba dita, nítida, falada com todas as letras.
Atrás da armadura, era só mais uma alma cansada (exausta, pra falar a verdade), porém, lúcida. Armadura que resistiu até enquanto os ataques não cessaram. Incansáveis, com muito vigor, como se o inimigo alimentasse sua ambição de ódio profuso e, assim, a bela alma, cansada, fatigada, perdia sua força e vitalidade.
Por detrás daquela armadura, um coração resistia e batia, e nele, cabia o mundo.
Foi aí que couberam ternas lembranças de quanto tudo era muito mais simples. As conquistas eram cativadas, largando pelo caminho pedaços de uma inocência meio lúdica.
A cada dia, novos passos, cada dia mais frios e indiferentes. O peso era maior a cada nova caminhada.
E assim, o tempo está passando. Já não assisto mais meu caminhar fulgaz, pois eu só queria uma cama quente e um abraço envolto.
Espera que eu alcanço... Só não fuja nesse passo.
Pois cada palavra dita, não volta, nem segundos, nem minutos nem dias após...
Renunciar o amor só é tão insano quanto renunciar à própria vida. Às vezes uma coisa implica na outra mas, como desde o começo dos amores não sabemos mais onde começamos nós e onde termina o outro, qualquer dessas renúncias envolve muito mais do que o que gostaríamos que envolvesse... E nos desgasta muito mais do que achávamos que desgastasse. E nos exige mais companhia do que achávamos que necessitasse... E nos suga mais energia que achávamos que coubesse ali.
Ameniza meu cansaço. Cerra meus olhos. Olha meus olhos. Fala mais alto.
Era hora de partir... Não devia ter escutado! Não se deve nunca escutar...
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética e faz uma lista, por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade!" (Zélia Duncan)
[Eu queria ter o dom da palavra...]
"Até logo". Foi sucinto e, depois de ser breve, coube toda frieza disfarçada em cada sílaba dita, nítida, falada com todas as letras.
Atrás da armadura, era só mais uma alma cansada (exausta, pra falar a verdade), porém, lúcida. Armadura que resistiu até enquanto os ataques não cessaram. Incansáveis, com muito vigor, como se o inimigo alimentasse sua ambição de ódio profuso e, assim, a bela alma, cansada, fatigada, perdia sua força e vitalidade.
Por detrás daquela armadura, um coração resistia e batia, e nele, cabia o mundo.
Foi aí que couberam ternas lembranças de quanto tudo era muito mais simples. As conquistas eram cativadas, largando pelo caminho pedaços de uma inocência meio lúdica.
A cada dia, novos passos, cada dia mais frios e indiferentes. O peso era maior a cada nova caminhada.
E assim, o tempo está passando. Já não assisto mais meu caminhar fulgaz, pois eu só queria uma cama quente e um abraço envolto.
Espera que eu alcanço... Só não fuja nesse passo.
Pois cada palavra dita, não volta, nem segundos, nem minutos nem dias após...
Renunciar o amor só é tão insano quanto renunciar à própria vida. Às vezes uma coisa implica na outra mas, como desde o começo dos amores não sabemos mais onde começamos nós e onde termina o outro, qualquer dessas renúncias envolve muito mais do que o que gostaríamos que envolvesse... E nos desgasta muito mais do que achávamos que desgastasse. E nos exige mais companhia do que achávamos que necessitasse... E nos suga mais energia que achávamos que coubesse ali.
Ameniza meu cansaço. Cerra meus olhos. Olha meus olhos. Fala mais alto.
Era hora de partir... Não devia ter escutado! Não se deve nunca escutar...
20 de junho de 2010
Entrelinhas.
"Vai sim, vai ser sempre assim. A sua falta vai me incomodar... E quando eu não aguentar mais, vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir. Vai sim, vai ser sempre assim. Um pra cada lado, como você quis... E eu vou me acostumar, quem sabe até gostar de mim(...)"
[Uma descoberta da semana... Luiza Possi]
Espero que coloque pra fora tudo que ficou da altura e do terror, agora... Porque daqui a pouco, já não vai mais resolver.
Daqui pra frente, vai ser a minha verdade antes da sua, o seu choro antes do meu, a minha dor por último sem você de autor, diretor e plateia.
E acho que foi por isso mesmo que as coisas não deram certo... Porque a minha liberdade ofendeu. E ela é minha, ninguém rouba!
Mas o problema foi tudo ser novidade... Porque o problema de toda novidade é que o novo tem validade.
Não importa o quanto o sentimento seja legítimo (E ERA!): se é novo, uma hora fica velho. Com o tempo, cria artrites, os ossos enfraquecem, e como nas pessoas, o coração falha. Às vezes entope, às vezes acelera. Mas tem vezes que para. Hoje eu quis entender porque é que o meu desacelerou. Se era antes capaz de parar o tempo, decretar a paz e jurar estabilidade, hoje negou a si mesmo. Não porque era superficial, nem porque não aguentou o tranco. Sinceramente, eu nem sei bem o por quê. Só sei que hoje eu quis um pouco mais de mim e um pouco menos de você.
A insatisfação, muitas vezes, é o que faz as coisas andarem. E desta vez, ela me faz andar para um lado contrário ao teu.
Por mais que a contraditória aqui seja eu, correndo o risco sim, de parecer volúvel. Mas nunca me entregando à mediocridade que é viver com um coração resignado. Ou de oferecer um amor mais ou menos. Se é vida o que você me propõe, considere a missão cumprida. Quanto mais inexplicável tudo parece, mais eu me sinto viva.
O problema da vida é que a gente insiste em teorizá-la. A gente tenta pegar nossos dias e enfiar num roteiro triunfante. Tudo tem que ter sentido. Todo amor deve ser perfeito enquanto durar, toda amizade uma prova de lealdade. E no meio de tanta perfeição planejada, de repente você sente. Você para e percebe. No meio de tudo, o certo parece ser a contra mão. E você conhece essa vontade, você sabe o que ela faz. Ela vem suja, incomodando, te tirando todas as forças. E você sofre, reluta, tenta até quando suportar... Até que se rende e a coloca pra fora.
Tira de você as teorias e tudo aquilo que os outros esperam. Tira a boa vontade, a maquiagem e a ideia da mulher que faz tudo como os outros querem, a qualquer momento. Lembra que do torto, alguém escreveu linhas certas. E manda a dor embora. Mas hora ou outra, a teoria acaba. E a ação começa. Eu encerro por aqui...
E é perfeito pra recomeçar!
[Uma descoberta da semana... Luiza Possi]
Espero que coloque pra fora tudo que ficou da altura e do terror, agora... Porque daqui a pouco, já não vai mais resolver.
Daqui pra frente, vai ser a minha verdade antes da sua, o seu choro antes do meu, a minha dor por último sem você de autor, diretor e plateia.
E acho que foi por isso mesmo que as coisas não deram certo... Porque a minha liberdade ofendeu. E ela é minha, ninguém rouba!
Mas o problema foi tudo ser novidade... Porque o problema de toda novidade é que o novo tem validade.
Não importa o quanto o sentimento seja legítimo (E ERA!): se é novo, uma hora fica velho. Com o tempo, cria artrites, os ossos enfraquecem, e como nas pessoas, o coração falha. Às vezes entope, às vezes acelera. Mas tem vezes que para. Hoje eu quis entender porque é que o meu desacelerou. Se era antes capaz de parar o tempo, decretar a paz e jurar estabilidade, hoje negou a si mesmo. Não porque era superficial, nem porque não aguentou o tranco. Sinceramente, eu nem sei bem o por quê. Só sei que hoje eu quis um pouco mais de mim e um pouco menos de você.
A insatisfação, muitas vezes, é o que faz as coisas andarem. E desta vez, ela me faz andar para um lado contrário ao teu.
Por mais que a contraditória aqui seja eu, correndo o risco sim, de parecer volúvel. Mas nunca me entregando à mediocridade que é viver com um coração resignado. Ou de oferecer um amor mais ou menos. Se é vida o que você me propõe, considere a missão cumprida. Quanto mais inexplicável tudo parece, mais eu me sinto viva.
O problema da vida é que a gente insiste em teorizá-la. A gente tenta pegar nossos dias e enfiar num roteiro triunfante. Tudo tem que ter sentido. Todo amor deve ser perfeito enquanto durar, toda amizade uma prova de lealdade. E no meio de tanta perfeição planejada, de repente você sente. Você para e percebe. No meio de tudo, o certo parece ser a contra mão. E você conhece essa vontade, você sabe o que ela faz. Ela vem suja, incomodando, te tirando todas as forças. E você sofre, reluta, tenta até quando suportar... Até que se rende e a coloca pra fora.
Tira de você as teorias e tudo aquilo que os outros esperam. Tira a boa vontade, a maquiagem e a ideia da mulher que faz tudo como os outros querem, a qualquer momento. Lembra que do torto, alguém escreveu linhas certas. E manda a dor embora. Mas hora ou outra, a teoria acaba. E a ação começa. Eu encerro por aqui...
E é perfeito pra recomeçar!
24 de maio de 2010
BAND AID!
"Procure-me em qualquer confusão! (...) Adeus você, não venha mais me negacear... Teu choro não me faz desistir! Teu riso não me faz reclinar!(...) Pra que minha vida siga adiante..."
[Hermanos... Sempre Hermanos!]
Você me olhou, e me olhou como quem já me conhecia. Me olhou dos pés até a cabeça, como quem viu algo que possuiu na infância. Fazia tempo que eu não olhava pra você, também. Mas a verdade é que não senti falta, mesmo. Nenhuma. Nada.
Saí dali com uma sensação que me causou estranhamento. Uma sensação de ter voltado ao passado, descobrindo que algumas coisas quando "amargam não voltam a ser doce depois de um período de abstinência". A minha abstinência acabou. Estou livre.
PAssei pelas pessoas, esbarrei nelas, as ruas pareciam se mexer frente aos meus olhos, fui quase atropelada por alguns carros... E, justo naquele momento, meu equilíbrio que foi sempre tão em dia comigo, resolveu falhar.
Esse é o problema de gostar das pessoas. As pessoas magoam umas às outras, partem nosso coração. Pessoas têm passados de histórias de amor que não foram com a gente e, no fundo, a gente sabe que também temos o nosso. E aí me pergunto, até onde vale à pena lutar contra o passado de quem a gente ama ou esconder o nosso próprio passado comprometedor?
Aí me olhou com uma cara conhecida, porque sabia que me conhecia muito bem. Algum segredo, que naquela épocapoderia fazer algum sentido, ou era muito importante, mas que hoje eu nem me lembro mais. Talvez um dia eu até tenha dito estar apaixonada por você, talvez eu até tenha chorado algumas noites (muitas, talvez), porque você me traiu ou porque me deixou. Mas isso é totalmente superável... Memso porquê, a abstinência passou.
Na nossa guerra diária de passados, de outros amores, de foco, de fica,não é a vontade de ganhar de você que me leva pra frente, mas sim a mesma sensação do medo que tive de te perder aquela vez. A qualquer hora... Sem aviso... Para qualquer uma dessas coisas.
E aí o mundo dá suas voltas... A gente supera. A vida segue adiante.
Eu não desisti. Eu mudei. Eu me perdi. Eu voltei. Eu fiz diferente. Eu aprendi. Eu amei. Exigiu mais paciência do que eu poderia esperar, mais companheirismo do que eu podia dar...
Mas a esperança continua lá. A fé no amor ainda existe. E não me parece que vávestir a roupa de covarde para desistir. E quando a luta acabar, eu sei que vai ter ele ali na frente, de peito aberto amando acada detalhe da loucura que, antes era só minha, mas que agora é dele também. O acaso foi amigo na hora de apresentar-nos... Mas é o carinho e a dedicação que explicam que, mesmo com tantos vendavais, a calmaria chega depois de tudo. E coloca isso no esquecimento, de uma ideia boa daquilo que passou.
Porque sem guerra, não há paz... E o coração, agora sim, está em paz!
[Hermanos... Sempre Hermanos!]
Você me olhou, e me olhou como quem já me conhecia. Me olhou dos pés até a cabeça, como quem viu algo que possuiu na infância. Fazia tempo que eu não olhava pra você, também. Mas a verdade é que não senti falta, mesmo. Nenhuma. Nada.
Saí dali com uma sensação que me causou estranhamento. Uma sensação de ter voltado ao passado, descobrindo que algumas coisas quando "amargam não voltam a ser doce depois de um período de abstinência". A minha abstinência acabou. Estou livre.
PAssei pelas pessoas, esbarrei nelas, as ruas pareciam se mexer frente aos meus olhos, fui quase atropelada por alguns carros... E, justo naquele momento, meu equilíbrio que foi sempre tão em dia comigo, resolveu falhar.
Esse é o problema de gostar das pessoas. As pessoas magoam umas às outras, partem nosso coração. Pessoas têm passados de histórias de amor que não foram com a gente e, no fundo, a gente sabe que também temos o nosso. E aí me pergunto, até onde vale à pena lutar contra o passado de quem a gente ama ou esconder o nosso próprio passado comprometedor?
Aí me olhou com uma cara conhecida, porque sabia que me conhecia muito bem. Algum segredo, que naquela épocapoderia fazer algum sentido, ou era muito importante, mas que hoje eu nem me lembro mais. Talvez um dia eu até tenha dito estar apaixonada por você, talvez eu até tenha chorado algumas noites (muitas, talvez), porque você me traiu ou porque me deixou. Mas isso é totalmente superável... Memso porquê, a abstinência passou.
Na nossa guerra diária de passados, de outros amores, de foco, de fica,não é a vontade de ganhar de você que me leva pra frente, mas sim a mesma sensação do medo que tive de te perder aquela vez. A qualquer hora... Sem aviso... Para qualquer uma dessas coisas.
E aí o mundo dá suas voltas... A gente supera. A vida segue adiante.
Eu não desisti. Eu mudei. Eu me perdi. Eu voltei. Eu fiz diferente. Eu aprendi. Eu amei. Exigiu mais paciência do que eu poderia esperar, mais companheirismo do que eu podia dar...
Mas a esperança continua lá. A fé no amor ainda existe. E não me parece que vávestir a roupa de covarde para desistir. E quando a luta acabar, eu sei que vai ter ele ali na frente, de peito aberto amando acada detalhe da loucura que, antes era só minha, mas que agora é dele também. O acaso foi amigo na hora de apresentar-nos... Mas é o carinho e a dedicação que explicam que, mesmo com tantos vendavais, a calmaria chega depois de tudo. E coloca isso no esquecimento, de uma ideia boa daquilo que passou.
Porque sem guerra, não há paz... E o coração, agora sim, está em paz!
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Coincidências significativas
"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...
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'Dos olhos caiam uma chuva em pleno verão Em casa faltava até água e chovia unção Maior que o temporal é a fé que habita em mim Um venda...