"You'll never know if you never try, to forgive your past and simply be mine."
[Desde quando eu superei...]
Tenho algumas coisas pra te dizer... Aquelas coisas que não se dizem sempre, aquelas coisas difíceis de serem ditas e, exatamente por isso, não são ditas, porque não dá pra saber como serão ditas nem como serão recebidas... O problema é como serão recebidas. Se serão (cor)respondidas...
E tudo o que sei que posso ser, é essa que aparece com menos frequência. E quando aparece, fico nessa (in)certeza, que chega até a doer, de que não existe outra mais verdadeira. E que todo o resto, é só para protegê-la, intacta em algum lugar onde as paredes sejam blindadas. Mas quando alguma fresta aparece, e lá dentro está sufocante, ela escapa. E é bonito. Porque todo mundo sabe que não se brinca com avisos da vida...
Mas eu sei que vai passar, todo mundo sempre sabe que vai passar. Talvez não amanhã, ou em uma semana, um mês ou dois. Ninguém sabe... É o tempo de perdoar o passado e dar boas-vindas ao presente, quiçá o futuro!
Pois esse impulso, às vezes cruel - porque não permite que nenhuma dor permaneça por muito tempo - te empurrará para um novo começo e, de repente, no meio de uma frase, se supreenderá, vendo como está bem outra vez. Ou simplesmente como tudo "continua". O jeito de continuar meu, nosso: o mais eficiente e também bem mais cômodo, porque não exige tomada de decisões, aceita apenas paciência.
Eu vou ter paciência... Eu prometi.
E por isso não importa, porque eu queria te dizer de todas as vezes em que eu te deixei e depois saí sozinha, pensando no que eu queria te dizer, pensando, também, nas coisas que eu não ia te dizer, porque eu me perguntava se você seria capaz de ouvir, se você teria tempo suficiente para ouvir,era preciso estar disponível para ouvir.
E falta (muito) pouco tempo. E se eu não te falar agora, talvez não diga nunca mais. Tanto eu quanto você sentiremos falta de todas essas coisas que não fomos capazes de dizer, e se não forem ditas, nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos...
E aí comecei a me perguntar até onde você era aquilo que eu via em você mesmo, ou era aquilo que eu queria ver. Eu precisava saber até onde você não era uma simples projeção dos meus sentimentos confusos... E se fosse, por quanto tempo eu iria conseguir ver em você tudo que me fascinava, e que, talvez, nem fosse tudo seu, mas meu...
Isso tudo não é ficção, não é mentira, não é invenção... É só um jeito de contar a verdade com algum encantamento, para poder dar um fim!
Mas a ideia era tão boa...
3 de setembro de 2011
29 de agosto de 2011
O que era e deixou de ser
"And then dance if you want to dance. Please brother take a chance. You know they're gonna go which way they wanna go... All we know is that we don't know how it's gonna be, please brother let it be."
[Oasis para os dias confusos...]
A metade do pedaço do bolo que ainda estava no meu prato, eu coloquei inteiro na boca. Não era culpa. Era ansiedade. Não era medo, era ansiedade. Ou melhor, acho que era tédio. Meus amigos estavam todos na minha frente conversando sobre viagens sobre homens e mulheres, sobre a chatice do trabalho, mas conversavam sobre coisas que não me chamavam a atenção e não me interessavam nem prendiam minha atenção nem por um segundo, sequer. Conversaram até sobre trânsito... Eu não queria saber do trânsito. Não naquele dia.
Eu tomei uma decisão desde pequena que, se as coisas não estivessem dando certo, eu faria dar. Que eu nunca cairia na monotonia. Eu poderia inventar mil histórias, mas elas dariam resultado. Eu prometi isso pra mim mesma e mesmo que, com o passar do tempo, a tarefa fosse ficando mais difícil, eu nunca deixei de tentar. Naquele dia, com meus amigos ali por perto, todos bebendo e eu não bebo, talvez uma taça de vinho... Mas, naquele dia, nem isso. Eu não tinha comido e porque eu realmente não queria. Monotonia. Eu queria ir embora. Cogitei a possibilidade, dei o primeiro passo em direção ao meu casaco e à minha bolsa. Você abriu a porta. Eu não te via desde o último encontro dolorido e constrangedor.
Eu olhei para a porta. Olhei para você. Olhei para a minha bolsa. Olhei para a porta. Olhei para você. Queria sair à francesa, como quem não tivesse sido vista. Mastigando ainda aquele pedaço de bolo. Aquilo foi como se o meu próprio eu, dentro de mim, estivesse me contando o que estava acontecendo e eu respondendo - por causa da minha necessidade ENORME de contar tudo para mim mesma, pra ver se, pelo menos, na minha cabeça essas coisas fazem sentido. Eu me conto e reconto tudo de novo, detalhadamente, dolorosamente. Agarrei o braço da Carol e disse, é ele. Ele quem? Ele. Qual deles? Ele. Quem? O último. Ele? É. Ele...
Você passa por entre as pessoas, cumprimenta algumas, abraça outras, sorri pra outras, joga seu charme pra outras. Eu gosto que gostem de você. Grande bobagem. Porque você é o cara que, quando foi embora, me deixou sentindo uma dor bem enorme. Mas eu gosto de você. Só que agora penso muito mais antes de rir pra qualquer bobagem.
Eu conto para mim mesma cada peça de roupa sua, conto detalhes, cores e tamanhos. Seus sapatos. Seu relógio novo. E em meio a essa novela que eu roteirizo para mim mesma, percebo que você me percebe. Conto como você franziu a testa e, ao mesmo tempo, arregalou os olhos verdes, e comentou com um amigo. Andou na minha direção. Eu olho para a minha bolsa. Olho para a porta. Me arrependo de ter comido aquele pedaço de bolo e ter demorado para dar o primeiro passo. Você passou por trás de mim. Esperava algum tipo de aprovação. Eu só consegui olhar para a minha bolsa e para a porta. Você esperava que eu me virasse e aceitasse um "oi" cordial. Cansada de olhar para minha bolsa, de olhar para a porta e de me contar cada detalhe seu, eu resolvi chamar teu nome.
Chamei seu nome. Saiu como um grito guardado há uns 5 meses e alguns dias. Chamei seu nome com um sorriso maduro no rosto. Mordendo a língua, segurando as mãos frias umas nas outras, querendo segurar o coração para ele não sair pela minha boca. Foi tão difícil. Você estava querendo aquilo mesmo sem querer. Fizemos um brinde ao nosso reencontro. Eu com meu copo de água. Você com a mesma bebida sem graça de sempre...
Brindamos. Você me olhava fixamente nos olhos. Continuava com a mesma mania de falar bem perto do meu rosto. O garoto inseguro que se via na minha retina. E eu me pergunto: Que insegurança é essa? Mas a pergunta fica só na ideia. Eu não te pergunto nada. Aliás, eu nunca te questionei. Apenas volto a te desejar, mas sorrio como se não me importasse mais com sua presença. Mas você resolve tomar alguma atitude. Resolve falar. Chega mais perto. Diz que meus olhos sempre foram de dúvida e sempre estavam perguntando algo para ele. E você volta para aquela mesma loucura de antes que me fez gostar de você.
Você me disse que eu gostava de ver tudo pelos detalhes, não aceitava o contexto. Ele era só ele, ele dizia. Por que eu queria complicar? Você segurou minha mão. Dizia que eu queria ver através daquilo que eu via, que aquilo que eu via não me bastava, era pouco. Me disse que não suportou isso. Não suportou eu ver além do que era, eu inventar mais do que era, eu complicar mais do que era.
E eu só queria te dizer, ali, com as suas mãos segurando as minhas, que tudo bem. Que eu seria mais simples. Eu complicaria menos. Eu acabaria com as minhas possibilidades e com as minhas invenções. Mas enchi meu peito de coragem e te disse que onde você era simples, eu era a exceção.
[Oasis para os dias confusos...]
A metade do pedaço do bolo que ainda estava no meu prato, eu coloquei inteiro na boca. Não era culpa. Era ansiedade. Não era medo, era ansiedade. Ou melhor, acho que era tédio. Meus amigos estavam todos na minha frente conversando sobre viagens sobre homens e mulheres, sobre a chatice do trabalho, mas conversavam sobre coisas que não me chamavam a atenção e não me interessavam nem prendiam minha atenção nem por um segundo, sequer. Conversaram até sobre trânsito... Eu não queria saber do trânsito. Não naquele dia.
Eu tomei uma decisão desde pequena que, se as coisas não estivessem dando certo, eu faria dar. Que eu nunca cairia na monotonia. Eu poderia inventar mil histórias, mas elas dariam resultado. Eu prometi isso pra mim mesma e mesmo que, com o passar do tempo, a tarefa fosse ficando mais difícil, eu nunca deixei de tentar. Naquele dia, com meus amigos ali por perto, todos bebendo e eu não bebo, talvez uma taça de vinho... Mas, naquele dia, nem isso. Eu não tinha comido e porque eu realmente não queria. Monotonia. Eu queria ir embora. Cogitei a possibilidade, dei o primeiro passo em direção ao meu casaco e à minha bolsa. Você abriu a porta. Eu não te via desde o último encontro dolorido e constrangedor.
Eu olhei para a porta. Olhei para você. Olhei para a minha bolsa. Olhei para a porta. Olhei para você. Queria sair à francesa, como quem não tivesse sido vista. Mastigando ainda aquele pedaço de bolo. Aquilo foi como se o meu próprio eu, dentro de mim, estivesse me contando o que estava acontecendo e eu respondendo - por causa da minha necessidade ENORME de contar tudo para mim mesma, pra ver se, pelo menos, na minha cabeça essas coisas fazem sentido. Eu me conto e reconto tudo de novo, detalhadamente, dolorosamente. Agarrei o braço da Carol e disse, é ele. Ele quem? Ele. Qual deles? Ele. Quem? O último. Ele? É. Ele...
Você passa por entre as pessoas, cumprimenta algumas, abraça outras, sorri pra outras, joga seu charme pra outras. Eu gosto que gostem de você. Grande bobagem. Porque você é o cara que, quando foi embora, me deixou sentindo uma dor bem enorme. Mas eu gosto de você. Só que agora penso muito mais antes de rir pra qualquer bobagem.
Eu conto para mim mesma cada peça de roupa sua, conto detalhes, cores e tamanhos. Seus sapatos. Seu relógio novo. E em meio a essa novela que eu roteirizo para mim mesma, percebo que você me percebe. Conto como você franziu a testa e, ao mesmo tempo, arregalou os olhos verdes, e comentou com um amigo. Andou na minha direção. Eu olho para a minha bolsa. Olho para a porta. Me arrependo de ter comido aquele pedaço de bolo e ter demorado para dar o primeiro passo. Você passou por trás de mim. Esperava algum tipo de aprovação. Eu só consegui olhar para a minha bolsa e para a porta. Você esperava que eu me virasse e aceitasse um "oi" cordial. Cansada de olhar para minha bolsa, de olhar para a porta e de me contar cada detalhe seu, eu resolvi chamar teu nome.
Chamei seu nome. Saiu como um grito guardado há uns 5 meses e alguns dias. Chamei seu nome com um sorriso maduro no rosto. Mordendo a língua, segurando as mãos frias umas nas outras, querendo segurar o coração para ele não sair pela minha boca. Foi tão difícil. Você estava querendo aquilo mesmo sem querer. Fizemos um brinde ao nosso reencontro. Eu com meu copo de água. Você com a mesma bebida sem graça de sempre...
Brindamos. Você me olhava fixamente nos olhos. Continuava com a mesma mania de falar bem perto do meu rosto. O garoto inseguro que se via na minha retina. E eu me pergunto: Que insegurança é essa? Mas a pergunta fica só na ideia. Eu não te pergunto nada. Aliás, eu nunca te questionei. Apenas volto a te desejar, mas sorrio como se não me importasse mais com sua presença. Mas você resolve tomar alguma atitude. Resolve falar. Chega mais perto. Diz que meus olhos sempre foram de dúvida e sempre estavam perguntando algo para ele. E você volta para aquela mesma loucura de antes que me fez gostar de você.
Você me disse que eu gostava de ver tudo pelos detalhes, não aceitava o contexto. Ele era só ele, ele dizia. Por que eu queria complicar? Você segurou minha mão. Dizia que eu queria ver através daquilo que eu via, que aquilo que eu via não me bastava, era pouco. Me disse que não suportou isso. Não suportou eu ver além do que era, eu inventar mais do que era, eu complicar mais do que era.
E eu só queria te dizer, ali, com as suas mãos segurando as minhas, que tudo bem. Que eu seria mais simples. Eu complicaria menos. Eu acabaria com as minhas possibilidades e com as minhas invenções. Mas enchi meu peito de coragem e te disse que onde você era simples, eu era a exceção.
25 de agosto de 2011
It's alright, alright...
"Hearts break and hearts wait to make us grow from dust. Then our eyes cry and souls sigh so that we know that it hurts!"
[Adele...]
Algumas coisas tiveram que sumir para que outras pudessem renascer dentro de mim. Talvez o sentimento de dever cumprido. Porque eu sempre almejo o mais alto, com planejamento, com sonhos e com metas, nunca tirando os pés do chão, mas se não der certo, a frustração não me machuca tanto porque eu estava preparada...
Perdi alguns jeitos antigos, não sei por onde, e nem sei se quero que voltem. A vida passou tão acelerada nesses últimos anos, e um dia, o primeiro dia, que eu encontrei você, pensei que estivesse vendo a resolução até dos problemas que nunca achei que teria.
Ando hoje pelos lugares como se o mundo fosse meu. Completa. Tudo é meu. É novidade. O buraco que a solidão deixou se encheu de alguma coisa que minha ironia não é capaz de explicar. Pouco penso no que deixou de ser. Vontade não me falta. Estou indo. Tropeço no meio do caminho porque preciso descansar. Demora pra chegar. Esbarro em gente que não devia... Coisas da vida. Deixo os obstáculos bem longe sempre com a necessidade de enxergá-los perto pra ver se não me perco. Do lado da minha vontade de amor supremo, está minha falha visão periférica - falha porque se dedica ao objetivo impossível, aquele lá do final da minha vida, aquela vida que teve um único morador por algum tempo.
Te vi outro dia. Você me viu outro dia. Você me ligou. Eu resolvi não atender. Não tinha sentido nisso... Já não faz mais parte do contexto. Não cabe mais no roteiro, que virou novela e nem foi para o "vale a pena ver de novo". Não cabe mais na completude de hoje. Mas lá estava você, exatamente do jeito que eu deixei. Intocável, inseguro, querendo ser seguro demais de si, frio e calculista, esperando o momento certo de me atingir. Não dessa vez, pequeno conquistador. Eu deixei você passar.
Talvez, algum dia, alguém chegue aqui gostando de cinema, de arte e de música boa, sem dar muita bandeira, ocupando espaços e escrevendo histórias...
Quando a gente abre os braços pra vida, mágoas e amores de antes perdem espaço em nossos abraços! A felicidade nunca será a mesma... Eu vou indo!
[Adele...]
Algumas coisas tiveram que sumir para que outras pudessem renascer dentro de mim. Talvez o sentimento de dever cumprido. Porque eu sempre almejo o mais alto, com planejamento, com sonhos e com metas, nunca tirando os pés do chão, mas se não der certo, a frustração não me machuca tanto porque eu estava preparada...
Perdi alguns jeitos antigos, não sei por onde, e nem sei se quero que voltem. A vida passou tão acelerada nesses últimos anos, e um dia, o primeiro dia, que eu encontrei você, pensei que estivesse vendo a resolução até dos problemas que nunca achei que teria.
Ando hoje pelos lugares como se o mundo fosse meu. Completa. Tudo é meu. É novidade. O buraco que a solidão deixou se encheu de alguma coisa que minha ironia não é capaz de explicar. Pouco penso no que deixou de ser. Vontade não me falta. Estou indo. Tropeço no meio do caminho porque preciso descansar. Demora pra chegar. Esbarro em gente que não devia... Coisas da vida. Deixo os obstáculos bem longe sempre com a necessidade de enxergá-los perto pra ver se não me perco. Do lado da minha vontade de amor supremo, está minha falha visão periférica - falha porque se dedica ao objetivo impossível, aquele lá do final da minha vida, aquela vida que teve um único morador por algum tempo.
Te vi outro dia. Você me viu outro dia. Você me ligou. Eu resolvi não atender. Não tinha sentido nisso... Já não faz mais parte do contexto. Não cabe mais no roteiro, que virou novela e nem foi para o "vale a pena ver de novo". Não cabe mais na completude de hoje. Mas lá estava você, exatamente do jeito que eu deixei. Intocável, inseguro, querendo ser seguro demais de si, frio e calculista, esperando o momento certo de me atingir. Não dessa vez, pequeno conquistador. Eu deixei você passar.
Talvez, algum dia, alguém chegue aqui gostando de cinema, de arte e de música boa, sem dar muita bandeira, ocupando espaços e escrevendo histórias...
Quando a gente abre os braços pra vida, mágoas e amores de antes perdem espaço em nossos abraços! A felicidade nunca será a mesma... Eu vou indo!
7 de agosto de 2011
Encerrando Ciclos...
"E o desfazer-se de certas lembranças significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. (...) Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida."
(Mudando o disco... Talvez para uma trilha sonora mais alegre!)
Tive que reorganizar minha rotina e arrumar algumas gavetas. Tive que aprender a falar, em vez de, apenas, só escrever. Tive que, finalmente, falar dos meus sentimentos para encerrar todos esses ciclos.
Arrumei tudo de um jeito que não coubesse mais passado dentro do presente e que o presente não interferisse tanto no futuro. Arrumei a agenda do celular. Apaguei algumas datas de aniversário. Apaguei conversas pelo computador.
Tive que reorganizar minha rotina dentro de um tempo, que mesmo achando que é pouco, que fizesse com que cada momento não passasse despercebido por meus olhos. Que eu não respondesse sms's rapidamente, automaticamente. Que eu realmente sentisse aquilo que estivesse falando. Que seeu sentisse saudades de alguém, eu pudesse acabar com ela.
Arrumei tudo de um jeito que acordar às 06h00 fosse suficiente para começar bem o dia. Que coubesse aulas da faculdade(porpelo menos 4 anos), trabalho e uma boa companhia à noite. Que coubesse tudo num dia só... Pessoas, beijos, abraços, surpresas, saudades, problemas, ironias, coincidências... Tudo com seu tempo, com meu tempo para vivê-los e resolvê-los.
Tive que reorganizar minha rotina dentro de expectativas que estão voltadas para mim, assim não teria que decepcionar ninguém. Dentro de um tempo que coubesse tempo para mim mesma. Meus pensamentos. Minha alma e meu coração.
Arrumei tudo de um jeito que eu tivesse que colocar um ponto final nas minhas inseguranças. Aprender a ouvir mais, em vez de ser precipitada. De um jeito que coubesse mais "EU". Que coubesse um novo "NÓS".
Tive que reorganizar minha rotina. Arrumei tudo (Só não sei por quanto tempo...)
(Mudando o disco... Talvez para uma trilha sonora mais alegre!)
Tive que reorganizar minha rotina e arrumar algumas gavetas. Tive que aprender a falar, em vez de, apenas, só escrever. Tive que, finalmente, falar dos meus sentimentos para encerrar todos esses ciclos.
Arrumei tudo de um jeito que não coubesse mais passado dentro do presente e que o presente não interferisse tanto no futuro. Arrumei a agenda do celular. Apaguei algumas datas de aniversário. Apaguei conversas pelo computador.
Tive que reorganizar minha rotina dentro de um tempo, que mesmo achando que é pouco, que fizesse com que cada momento não passasse despercebido por meus olhos. Que eu não respondesse sms's rapidamente, automaticamente. Que eu realmente sentisse aquilo que estivesse falando. Que seeu sentisse saudades de alguém, eu pudesse acabar com ela.
Arrumei tudo de um jeito que acordar às 06h00 fosse suficiente para começar bem o dia. Que coubesse aulas da faculdade(porpelo menos 4 anos), trabalho e uma boa companhia à noite. Que coubesse tudo num dia só... Pessoas, beijos, abraços, surpresas, saudades, problemas, ironias, coincidências... Tudo com seu tempo, com meu tempo para vivê-los e resolvê-los.
Tive que reorganizar minha rotina dentro de expectativas que estão voltadas para mim, assim não teria que decepcionar ninguém. Dentro de um tempo que coubesse tempo para mim mesma. Meus pensamentos. Minha alma e meu coração.
Arrumei tudo de um jeito que eu tivesse que colocar um ponto final nas minhas inseguranças. Aprender a ouvir mais, em vez de ser precipitada. De um jeito que coubesse mais "EU". Que coubesse um novo "NÓS".
Tive que reorganizar minha rotina. Arrumei tudo (Só não sei por quanto tempo...)
23 de julho de 2011
Everything and no less
"I've got a another confession, my friend... I'm no fool! I'm getting tired of starting again somewhere new. Were you born to resist or be abused? I swear I'll never give in... I refuse! Is someone getting the best the best, the best, the best of you?"
(Foo Fighters para esses dias confusos... Muito confusos!)
Ele sabe, mas não diz. Eu não sei, e quase entendo.
Persistindo nos mesmos erros, continuamos acreditando mais nas palavras que agradam nossos ouvidos, do que nos atos que as tornam verdade. Nós somos muito engraçados: sabemos que estamos sendo enganados, mas preferimos enganarmos também à admitir que ainda não foi dessa vez...
Escrevo por desespero, mas também por achar que é cômodo. Escrevo porque palavras escritas são mais fáceis de serem ditas quando as comparamos com aquelas que temos que falar. Evito falar as palavras da realidade para poder escrever aquilo que tenta explicar o porquê de tantas particularidades nessa minha mente tão instável, afinal, são 10 dedos nas mãos e apenas uma boca no rosto. Não acho que adianta conversar porque conversas sempre acabam na mesma coisa, no mesmo ponto, no mesmo lugar do início, no comum.
Acredito que toda mulher tenha um pouco de psicopata dentro de si. Um pouco de loucura. Toda mulher acha que seus problemas são cíclicos, dão voltas, voltas e voltas. E toda mulher passa noites em claro tentando achar - em medos e traumas do passado - a resposta para as perguntas que ela passa dias inteiros repetindo. Perguntas criadas por nós mesmas, com respostas que resolveriam aquele problema sério (seríssimo!) que nós mesmas inventamos. Mas essas respostas nunca aparecem, porque não existe ninguém no mundo, além de nós mesmas, claro, que seria capaz de inventar tais respostas. Sempre muito complicada para, então, descomplicar.
A minha loucura exata, escancarada. É o que todas as mulheres que moram dentro de mim, embaladas nas minhas trocas de humor, têm em comum. Exata porque enquanto enlouqueço é como se houvesse fora de mim “outro eu”, que passa todos os minutos da minha insanidade controlada analisando tudo racionalmente, enquanto, pelo lado de dentro, há raiva fervendo, pulmões cheios, amor nascendo, cabeça confusa, coração quase saindo pela boca.
Não quero mais impor as minhas vontades quando nem sei mais se quero ou se sei tê-las. Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma.
(Foo Fighters para esses dias confusos... Muito confusos!)
Ele sabe, mas não diz. Eu não sei, e quase entendo.
Persistindo nos mesmos erros, continuamos acreditando mais nas palavras que agradam nossos ouvidos, do que nos atos que as tornam verdade. Nós somos muito engraçados: sabemos que estamos sendo enganados, mas preferimos enganarmos também à admitir que ainda não foi dessa vez...
Escrevo por desespero, mas também por achar que é cômodo. Escrevo porque palavras escritas são mais fáceis de serem ditas quando as comparamos com aquelas que temos que falar. Evito falar as palavras da realidade para poder escrever aquilo que tenta explicar o porquê de tantas particularidades nessa minha mente tão instável, afinal, são 10 dedos nas mãos e apenas uma boca no rosto. Não acho que adianta conversar porque conversas sempre acabam na mesma coisa, no mesmo ponto, no mesmo lugar do início, no comum.
Acredito que toda mulher tenha um pouco de psicopata dentro de si. Um pouco de loucura. Toda mulher acha que seus problemas são cíclicos, dão voltas, voltas e voltas. E toda mulher passa noites em claro tentando achar - em medos e traumas do passado - a resposta para as perguntas que ela passa dias inteiros repetindo. Perguntas criadas por nós mesmas, com respostas que resolveriam aquele problema sério (seríssimo!) que nós mesmas inventamos. Mas essas respostas nunca aparecem, porque não existe ninguém no mundo, além de nós mesmas, claro, que seria capaz de inventar tais respostas. Sempre muito complicada para, então, descomplicar.
A minha loucura exata, escancarada. É o que todas as mulheres que moram dentro de mim, embaladas nas minhas trocas de humor, têm em comum. Exata porque enquanto enlouqueço é como se houvesse fora de mim “outro eu”, que passa todos os minutos da minha insanidade controlada analisando tudo racionalmente, enquanto, pelo lado de dentro, há raiva fervendo, pulmões cheios, amor nascendo, cabeça confusa, coração quase saindo pela boca.
Não quero mais impor as minhas vontades quando nem sei mais se quero ou se sei tê-las. Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma.
23 de junho de 2011
O problema é comigo!
'See how I'll leave with every piece of you... Don't underestimate the things that I will do! (...) Could have had it all rolling in the deep. You had my heart inside of your hand but you played it with a beating!'
[Adele para o feriado...]
Eu nunca soube ler sinais. Acho que agora não seria diferente...
Mas basta acontecer de novo, e eu já não sei mais como agir. Quantos pontos eu coloco no final de uma frase? Três pontinhos exigem demais do receptor, exigem uma resposta, mas a ideia fica sem conclusão, aberta às novas possíveis interpretações. Ponto final é ruim, grosseiro, corte seco. Ponto de exclamação é muito, muito mesmo. Se não colocar ponto, o pensamento fica mesmo sem conclusão.
E o modo de agir? E as risadas? Risada curta e tímida, você está prestando atenção, mas pensando demais nele. Uma risada escancarada, é que você não está nem aí, ou melhor, fingindo não estar nem aí, porque não para de pensar nele, mas ele não pode saber disso. Quanta angústia!
Mas eu recebo um jeito de falar que acalma tanto o coração... E sempre tive um amor que não se dissolve.
Tudo se repete. Quem vai mudar o final?
[Adele para o feriado...]
Eu nunca soube ler sinais. Acho que agora não seria diferente...
Mas basta acontecer de novo, e eu já não sei mais como agir. Quantos pontos eu coloco no final de uma frase? Três pontinhos exigem demais do receptor, exigem uma resposta, mas a ideia fica sem conclusão, aberta às novas possíveis interpretações. Ponto final é ruim, grosseiro, corte seco. Ponto de exclamação é muito, muito mesmo. Se não colocar ponto, o pensamento fica mesmo sem conclusão.
E o modo de agir? E as risadas? Risada curta e tímida, você está prestando atenção, mas pensando demais nele. Uma risada escancarada, é que você não está nem aí, ou melhor, fingindo não estar nem aí, porque não para de pensar nele, mas ele não pode saber disso. Quanta angústia!
Mas eu recebo um jeito de falar que acalma tanto o coração... E sempre tive um amor que não se dissolve.
Tudo se repete. Quem vai mudar o final?
12 de junho de 2011
De repente...
"A saudade é um buraco na alma que se abriu quando um pedaço nos foi arrancado. No buraco da saudade mora a memória daquilo que amamos (…)."
[Rubem Alves]
Sexta-feira. Uma pessoa querida se foi. Sento no ônibus. Coloco o fone nos ouvidos. Não presto atenção nas letras das músicas. Elas são apenas trilhas sonoras... Lágrimas escorrem pelo rosto. As coisas saem dos rumos por um tempo após notícias como essas. Apoio dos amigos. Trabalho, muito trabalho. Mais apoio de pessoas queridas. E palavras amigas de quem você nem esperava... Coração aquecido.
É nesse momento que lembramos que nossas vidas deveriam se dedicar menos às telas do computador e mais às pessoas.
Exatamente nesses momentos que passamos a desejar força, fé e muita coragem para os que perderam pessoas queridas ou alguém tão essencial. No fundo, no fundo, a racionalidade toda está escondida, em pedaços perdidos por aí, e você já nem sabe mais em que acreditar. É exatamente nesses momentos que você pensa se fez tudo que queria fazer naqueles dias, se ligou para quem queria ligar, que falou 'eu te amo' para quem merecia isso de você, se ouviu sua mãe falar, falar, falar, os melhores conselhos, mesmo você achando que eles não serão úteis no momento, ou até mesmo se você se permitiu quebrar algumas regras, já que elas não dão a vida por você, também.
Essas situações só nos mostram que a nossa reclamação sobre tantas coisas, tantos erros, tantas pessoas, tantas situações, tantos erros, vai se perder no exato momento em que falarmos isso. É passageiro. É efêmero.
Essas situações nos trazem uma ferida e consequente cicatriz na alma. Eu ainda, sinceramente, não aprendi a lidar com perdas. E acho que nunca irei aprender. São dores que extrapolam o limite do suportável. Doem. A gente precisa deixar passar... Essa dor só mostra que ao que você se dedica todos os dias, com tamanha intensidade, todos os dias, não vai lhe trazer saudades no futuro.
Mas com tudo isso, você aprende que só uma coisa será lembrada por você com tanto carinho e afeição, e com vontade de viver mais e novamente: pessoas. Do que você penar ao acordar, do que ler, do que ouvir, das reuniões que participar, dos amigos que fizer ou que tiver, só algo fará questão de estar em sua memória: quem participou desses momentos. O resto é apenas passagem de tempo e preenchimento de espaços vazios.
Em apenas alguns instantes tudo muda para alguém diante dessas situações. A estrada muda, e leva com ela pessoas, os amores de nossas vidas. E, acreditando ou não em sorte, azar, destino ou o que isso for, há coisas que ensinam e nos ajudam a superar essas dores inevitáveis da vida: esforço para se lembrar de quem a gente nunca vai esquecer!
Acho que nunca vou me acostumar...
[Rubem Alves]
Sexta-feira. Uma pessoa querida se foi. Sento no ônibus. Coloco o fone nos ouvidos. Não presto atenção nas letras das músicas. Elas são apenas trilhas sonoras... Lágrimas escorrem pelo rosto. As coisas saem dos rumos por um tempo após notícias como essas. Apoio dos amigos. Trabalho, muito trabalho. Mais apoio de pessoas queridas. E palavras amigas de quem você nem esperava... Coração aquecido.
É nesse momento que lembramos que nossas vidas deveriam se dedicar menos às telas do computador e mais às pessoas.
Exatamente nesses momentos que passamos a desejar força, fé e muita coragem para os que perderam pessoas queridas ou alguém tão essencial. No fundo, no fundo, a racionalidade toda está escondida, em pedaços perdidos por aí, e você já nem sabe mais em que acreditar. É exatamente nesses momentos que você pensa se fez tudo que queria fazer naqueles dias, se ligou para quem queria ligar, que falou 'eu te amo' para quem merecia isso de você, se ouviu sua mãe falar, falar, falar, os melhores conselhos, mesmo você achando que eles não serão úteis no momento, ou até mesmo se você se permitiu quebrar algumas regras, já que elas não dão a vida por você, também.
Essas situações só nos mostram que a nossa reclamação sobre tantas coisas, tantos erros, tantas pessoas, tantas situações, tantos erros, vai se perder no exato momento em que falarmos isso. É passageiro. É efêmero.
Essas situações nos trazem uma ferida e consequente cicatriz na alma. Eu ainda, sinceramente, não aprendi a lidar com perdas. E acho que nunca irei aprender. São dores que extrapolam o limite do suportável. Doem. A gente precisa deixar passar... Essa dor só mostra que ao que você se dedica todos os dias, com tamanha intensidade, todos os dias, não vai lhe trazer saudades no futuro.
Mas com tudo isso, você aprende que só uma coisa será lembrada por você com tanto carinho e afeição, e com vontade de viver mais e novamente: pessoas. Do que você penar ao acordar, do que ler, do que ouvir, das reuniões que participar, dos amigos que fizer ou que tiver, só algo fará questão de estar em sua memória: quem participou desses momentos. O resto é apenas passagem de tempo e preenchimento de espaços vazios.
Em apenas alguns instantes tudo muda para alguém diante dessas situações. A estrada muda, e leva com ela pessoas, os amores de nossas vidas. E, acreditando ou não em sorte, azar, destino ou o que isso for, há coisas que ensinam e nos ajudam a superar essas dores inevitáveis da vida: esforço para se lembrar de quem a gente nunca vai esquecer!
Acho que nunca vou me acostumar...
31 de maio de 2011
Tempo, tempo, tempo...
"He puts the color inside of my world, but he's just like a maze where all of the walls all continually change. And I've done all I can to stand on the steps with my heart in my hands!"
[John Mayer...]
Minha vaidade exigiu que eu seguisse em frente, também.
A história toda foi construída de dois eles. Um continua aqui, uma sombra. Outro ficou no passado, responsável pelo mau humor de alguns dias. O que ficou pra trás, não é importante. Não tem mais nome, não tem mais rosto e nem mais registro de saudade. Ficou no passado, de verdade, com todo o esquecimento que o tempo é capaz de trazer. Deixou de ser. A questão nem é mais o que eu senti, mas o que sobrou... Foi só a traição.
Talvez tenha sido isso, nesse tempo todo, o motivo de eu não ter deixado ninguém se aproximar demais de mim, descobrir defeitos, fraquezas e manias – talvez por saber que aquela pessoa que deitava na minha cama de noite, era totalmente diferente da que acordava de manhã.
Foi aí que eu acordei pra vida. Faz tempo... Porque nesse meio tempo, couberam ofensas, lágrimas, um noivado, um reencontro e uma nova paixão. E hoje, quando rio e falo que você não sabia da missa a metade, que você achava que sabia de tudo, mas que perderia a soma se tentasse juntar meus medos, você acha que é maldade. A minha vontade é responder que é mesmo, que eu não tive alternativa, porque o mundo não deixa uma bandeja com escolhas...
Eu nunca disse que era santa. Sempre me recusei a ser vista nesse papel. Mas sempre me recusei a fazer parte do mal, independente do que ele signifique. Vou continuar me apaixonando (talvez pela pessoa errada, talvez um amor platônico, talvez até a pessoa certa), maltratando minha mãe e depois me sentindo a pessoa mais injusta do mundo, ainda farei amizades erradas, muito erradas, viajar quilômetros pelo amor que sinto pelos meus irmãos. Vou ser assim porque, de verdade, eu já sou tudo isso... Mesmo quando tudo está errado, está tudo certo. Mesmo na mudança, está tudo bem. E um exemplo disso, foi quando tudo estava mudando, eu ainda queria ficar com você... Mas você quis me mudar. Esqueceu do detalhe e do velho ditado que “ninguém muda ninguém"... E foi embora.
Fim.
Recomeço pra mim.
[John Mayer...]
Minha vaidade exigiu que eu seguisse em frente, também.
A história toda foi construída de dois eles. Um continua aqui, uma sombra. Outro ficou no passado, responsável pelo mau humor de alguns dias. O que ficou pra trás, não é importante. Não tem mais nome, não tem mais rosto e nem mais registro de saudade. Ficou no passado, de verdade, com todo o esquecimento que o tempo é capaz de trazer. Deixou de ser. A questão nem é mais o que eu senti, mas o que sobrou... Foi só a traição.
Talvez tenha sido isso, nesse tempo todo, o motivo de eu não ter deixado ninguém se aproximar demais de mim, descobrir defeitos, fraquezas e manias – talvez por saber que aquela pessoa que deitava na minha cama de noite, era totalmente diferente da que acordava de manhã.
Foi aí que eu acordei pra vida. Faz tempo... Porque nesse meio tempo, couberam ofensas, lágrimas, um noivado, um reencontro e uma nova paixão. E hoje, quando rio e falo que você não sabia da missa a metade, que você achava que sabia de tudo, mas que perderia a soma se tentasse juntar meus medos, você acha que é maldade. A minha vontade é responder que é mesmo, que eu não tive alternativa, porque o mundo não deixa uma bandeja com escolhas...
Eu nunca disse que era santa. Sempre me recusei a ser vista nesse papel. Mas sempre me recusei a fazer parte do mal, independente do que ele signifique. Vou continuar me apaixonando (talvez pela pessoa errada, talvez um amor platônico, talvez até a pessoa certa), maltratando minha mãe e depois me sentindo a pessoa mais injusta do mundo, ainda farei amizades erradas, muito erradas, viajar quilômetros pelo amor que sinto pelos meus irmãos. Vou ser assim porque, de verdade, eu já sou tudo isso... Mesmo quando tudo está errado, está tudo certo. Mesmo na mudança, está tudo bem. E um exemplo disso, foi quando tudo estava mudando, eu ainda queria ficar com você... Mas você quis me mudar. Esqueceu do detalhe e do velho ditado que “ninguém muda ninguém"... E foi embora.
Fim.
Recomeço pra mim.
3 de maio de 2011
Aos poucos...
"Não, eu não sambo mais em vão. O meu samba tem cordão. O meu bloco tem sem ter e ainda assim... Sambo bem à dois por mim. Bambo e só, mas sambo, sim. Sambo por gostar de alguém, gostar de..."
[Los Hermanos para acalmar um coração aflito!]
Você foi saindo aos poucos da minha vida. E olha que foram poucos demorados esses. Eu não sei se sinto sua falta, porque nem sei mais o que sinto... Quando você tomou sua decisão, levou de mim tudo que foi nosso, e tirou de mim tudo que era meu. Me tirou de mim, me tirou de onde eu estava, e me afastou de todos os lugares que você achou que eu não cabia. Eu tive vários avisos... Minha mãe sempre mandou eu tomar cuidado (poderia tê-la escutado... teria sido bem melhor!). Eu fui indo...
Não foi tudo meu por muito tempo. Talvez não tempo o bastante pra me revelar tudo aquilo que ainda me intriga e tudo aquilo que eu precisava saber. Mas agora acho que foi melhor não... Mas eu fui tão forte por ter muito medo de deixar doer tudo aquilo que faltava doer. Foi meu não por tempo o bastante, mas tempo suficiente pra gastar tudo que havia (e poderia haver) entre a gente, até as lágrimas, até as risadas, até a vontade que tenho de ficar triste porque você saiu aos poucos da minha vida.
Me conheceu menina. Presenciou partes boas da minha vida, soube outras coisas ruins, também. Me conheceu quando eu achava que eu necessitava sempre de suas aprovações. Você me disse coisas que ninguém teve a capacidade de dizer para uma menina. Você conhece cada olhar meu. O de bom dia, o de boa noite, o de "estou querendo te matar", conheceu meu olhar de tristeza, o meu olhar de felicidade plena, e, principalmente, meu olhar de saudade. Mas você não deixou eu te ver por debaixo daquela armadura que te prende e de todo teatro que te convém.
Mas, ao ir embora aos poucos da minha vida, foi matando tudo aquilo que não havia sido gasto ainda entre nós. Usou contra mim todos os golpes baixos e não esperados que existia. Tudo que eu usei por uma boa causa pra você, foi usado contra mim de forma tão baixa. Isso me fez conhecer partes de mim que eu jamais imaginei que pudessem existir. Conheci todos os meus limites. Encontrei-me com o meu melhor e com o meu pior. Você não soube lidar com meu pior...
Foi meu, mesmo por tempo insuficiente, mas foi de verdade. Eu cheguei até a acordar e pensar no que você precisava antes mesmo de pensar em mim e no que eu estava precisando. Porque eu também era uma pessoa...
Mas isso foi acabando comigo.
Eu fui embora. Eu chorar, eu implorar, eu desejar não ia fazer diferença alguma, pois a necessidade que eu tinha de você não seria correspondida em nenhum momento. Nem no pensamento, sequer. E foi, então, que eu entendi que eu estava precisando de mim, e não de você.
E mesmo antes, quando eu estava recolhendo meus pedaços por aí, e arrumando a bagunça que você deixou, eu entendi que, de alguma forma, mesmo eu não achando que deva, você vai fazer parte de mim.
Foi, então, que eu entendi que só amor não basta. Não é suficiente. E eu precisei não te enxergar mais no meu caminho, para ver se eu conseguia terminar uma frase ou um pensamento, qualquer coisa que não fosse relacionada a você. Finalmente pude perceber que na minha vida de romântica "quase assumida" essa nossa "história pela metade" não passou de experiências exageradamente exageradas para eu colocar em um texto bonito.
Você foi saindo aos pouco da minha vida por escolha.
Eu fui saindo por amor... Próprio!
[Los Hermanos para acalmar um coração aflito!]
Você foi saindo aos poucos da minha vida. E olha que foram poucos demorados esses. Eu não sei se sinto sua falta, porque nem sei mais o que sinto... Quando você tomou sua decisão, levou de mim tudo que foi nosso, e tirou de mim tudo que era meu. Me tirou de mim, me tirou de onde eu estava, e me afastou de todos os lugares que você achou que eu não cabia. Eu tive vários avisos... Minha mãe sempre mandou eu tomar cuidado (poderia tê-la escutado... teria sido bem melhor!). Eu fui indo...
Não foi tudo meu por muito tempo. Talvez não tempo o bastante pra me revelar tudo aquilo que ainda me intriga e tudo aquilo que eu precisava saber. Mas agora acho que foi melhor não... Mas eu fui tão forte por ter muito medo de deixar doer tudo aquilo que faltava doer. Foi meu não por tempo o bastante, mas tempo suficiente pra gastar tudo que havia (e poderia haver) entre a gente, até as lágrimas, até as risadas, até a vontade que tenho de ficar triste porque você saiu aos poucos da minha vida.
Me conheceu menina. Presenciou partes boas da minha vida, soube outras coisas ruins, também. Me conheceu quando eu achava que eu necessitava sempre de suas aprovações. Você me disse coisas que ninguém teve a capacidade de dizer para uma menina. Você conhece cada olhar meu. O de bom dia, o de boa noite, o de "estou querendo te matar", conheceu meu olhar de tristeza, o meu olhar de felicidade plena, e, principalmente, meu olhar de saudade. Mas você não deixou eu te ver por debaixo daquela armadura que te prende e de todo teatro que te convém.
Mas, ao ir embora aos poucos da minha vida, foi matando tudo aquilo que não havia sido gasto ainda entre nós. Usou contra mim todos os golpes baixos e não esperados que existia. Tudo que eu usei por uma boa causa pra você, foi usado contra mim de forma tão baixa. Isso me fez conhecer partes de mim que eu jamais imaginei que pudessem existir. Conheci todos os meus limites. Encontrei-me com o meu melhor e com o meu pior. Você não soube lidar com meu pior...
Foi meu, mesmo por tempo insuficiente, mas foi de verdade. Eu cheguei até a acordar e pensar no que você precisava antes mesmo de pensar em mim e no que eu estava precisando. Porque eu também era uma pessoa...
Mas isso foi acabando comigo.
Eu fui embora. Eu chorar, eu implorar, eu desejar não ia fazer diferença alguma, pois a necessidade que eu tinha de você não seria correspondida em nenhum momento. Nem no pensamento, sequer. E foi, então, que eu entendi que eu estava precisando de mim, e não de você.
E mesmo antes, quando eu estava recolhendo meus pedaços por aí, e arrumando a bagunça que você deixou, eu entendi que, de alguma forma, mesmo eu não achando que deva, você vai fazer parte de mim.
Foi, então, que eu entendi que só amor não basta. Não é suficiente. E eu precisei não te enxergar mais no meu caminho, para ver se eu conseguia terminar uma frase ou um pensamento, qualquer coisa que não fosse relacionada a você. Finalmente pude perceber que na minha vida de romântica "quase assumida" essa nossa "história pela metade" não passou de experiências exageradamente exageradas para eu colocar em um texto bonito.
Você foi saindo aos pouco da minha vida por escolha.
Eu fui saindo por amor... Próprio!
27 de março de 2011
Recomeço!
"Cuide tudo que for verdadeiro... Deixe tudo que não for passar. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo tudo estava em paz... Cuide bem do seu amor, seja quem for!"
[Seja quem for...]
Eu deixei passar pouco tempo, e resolvi assumir meu lugar. Toda pessoa que eu via, me arrepiava pensando que era você. Assim como acho quando passo naquelas proximidades, assim como quando vou ao mercado, cabelereiro, trabalho... Virei uma neurótica e obcecada por você. Então, você apareceu. Eu só consegui sorrir. Porque era isso que faltava. Eu só precisava te ver. Aquilo ficou claro pra mim. A dor ficou num lugar bem escondido, invisível para que eu pudesse te abraçar sem dor, por um segundo. Te achava bonito de formas insuportáveis. Estava como quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Me olhavam, sempre, querendo me incomodar. Olhar fixo. Olhos de ressaca (não, esses eram os meus). Eu queria ir até você e te dizer qu eu sei das suas fraquezas, dos seus segredos e das suas inseguranças. Você fez isso primeiro. Chegou cheio de razões e verdades. Tudo que ouvi era mentira... Não por rebeldia ou autopreservação. Uma saudade da uma semana que pareceu mil anos. Uma saudade de gostar tanto para tão pouco. Pouco. Muito pouco. Sobrou a consideração que você guardou por mim. Consideração?! Sua gentileza disfarçada de vergonha pelo que aocnteceu e, talvez, até por não gostar mais de mim. Sobrou só a maneira como você pede desculpas por ser só mais um cara que parte assim que rouba um coração. Não foi mocinho. É bandido. Quis ser os dois... Então aceito a sua enorme consideração e razão pequena e sufocante. Aceito suas costas longe. Não que eu aceite assim... Mas aceito porque quem gosta não aceita migalhas. Aceito tudo pela falta de profundidade que havia. Aceito só para te ver passar... Para bem longe!
[Seja quem for...]
Eu deixei passar pouco tempo, e resolvi assumir meu lugar. Toda pessoa que eu via, me arrepiava pensando que era você. Assim como acho quando passo naquelas proximidades, assim como quando vou ao mercado, cabelereiro, trabalho... Virei uma neurótica e obcecada por você. Então, você apareceu. Eu só consegui sorrir. Porque era isso que faltava. Eu só precisava te ver. Aquilo ficou claro pra mim. A dor ficou num lugar bem escondido, invisível para que eu pudesse te abraçar sem dor, por um segundo. Te achava bonito de formas insuportáveis. Estava como quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Me olhavam, sempre, querendo me incomodar. Olhar fixo. Olhos de ressaca (não, esses eram os meus). Eu queria ir até você e te dizer qu eu sei das suas fraquezas, dos seus segredos e das suas inseguranças. Você fez isso primeiro. Chegou cheio de razões e verdades. Tudo que ouvi era mentira... Não por rebeldia ou autopreservação. Uma saudade da uma semana que pareceu mil anos. Uma saudade de gostar tanto para tão pouco. Pouco. Muito pouco. Sobrou a consideração que você guardou por mim. Consideração?! Sua gentileza disfarçada de vergonha pelo que aocnteceu e, talvez, até por não gostar mais de mim. Sobrou só a maneira como você pede desculpas por ser só mais um cara que parte assim que rouba um coração. Não foi mocinho. É bandido. Quis ser os dois... Então aceito a sua enorme consideração e razão pequena e sufocante. Aceito suas costas longe. Não que eu aceite assim... Mas aceito porque quem gosta não aceita migalhas. Aceito tudo pela falta de profundidade que havia. Aceito só para te ver passar... Para bem longe!
24 de novembro de 2010
Sem jeito!
"Vamos pra longe, sem se tocar os olhos vão se encontrar e se perder. Eu e você assim de perto dá pra eu me perder de vez nas tuas tintas.Me dê uma noite, um pouco da manhã só pra eu sacar se os olhos mudam de cor..." [Pro dias de quase insanidade, Maria Gadú...]
Quero paz.
Quero acordar de manhã, sentar na praia, olhar o mar, e saber exatamente porque estou ali, pensar na vida como se pudesse resolver todos os meus problemas... Ficar sentada horas ali e pensar que só se passaram 5 minutos. Não quero pensar em quem vou encontrar por ali ou quem vai ser meu amigo naquele dia.
Não quero mais saber de pessoas repetidas, não quero mais saber de números, não quero forçar amizades pelo bem do convívio social e das boas maneiras. Eu nunca fui assim.. Por que agora eu iria mudar?! Não quero mais buscar complemento em nada...
Não quero deixar que minhas palavras sejam maiores que eu, que meus pensamentos me prendam e me censurem - deixo isso por conta do meu superego e do meu Id. Não quero que meus pensamentos deixem eu ficar me culpando o dia todo por como minha vida poderia ter sido se eu me permitisse viver, ou pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos diziam que eu deveria ser pra eu poder ser livre.
Quero, então, ser nada para poder ser tudo.
Ouvindo conversas, aprendi que quando você é dono da sua personalidade, ninguém jamais conseguirá e será capaz de usá-la contra você. No contexto, faz sentido... Quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque, no momento que eu sou eu mesma, e eu sei do que eu sou feita, ninguém tem o poder de me dominar.
Não quero ser exemplo, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Não quero esperar que a felicidade das pessoas deixe de ser forçada e passe a ser verdadeira.
Não quero mais machucar quem me ama, começando por mim mesma. Não quero mais impor as minhas vontades quando nem eu sei mais se realmente as quero tê-las.
Não quero mais esses ruídos e barulhos em volta de mim que atrapalham meus pensamentos e que vêm pra tirar meu sono.
Eu quero silêncio.
Quero paz.
Quero acordar de manhã, sentar na praia, olhar o mar, e saber exatamente porque estou ali, pensar na vida como se pudesse resolver todos os meus problemas... Ficar sentada horas ali e pensar que só se passaram 5 minutos. Não quero pensar em quem vou encontrar por ali ou quem vai ser meu amigo naquele dia.
Não quero mais saber de pessoas repetidas, não quero mais saber de números, não quero forçar amizades pelo bem do convívio social e das boas maneiras. Eu nunca fui assim.. Por que agora eu iria mudar?! Não quero mais buscar complemento em nada...
Não quero deixar que minhas palavras sejam maiores que eu, que meus pensamentos me prendam e me censurem - deixo isso por conta do meu superego e do meu Id. Não quero que meus pensamentos deixem eu ficar me culpando o dia todo por como minha vida poderia ter sido se eu me permitisse viver, ou pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos diziam que eu deveria ser pra eu poder ser livre.
Quero, então, ser nada para poder ser tudo.
Ouvindo conversas, aprendi que quando você é dono da sua personalidade, ninguém jamais conseguirá e será capaz de usá-la contra você. No contexto, faz sentido... Quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque, no momento que eu sou eu mesma, e eu sei do que eu sou feita, ninguém tem o poder de me dominar.
Não quero ser exemplo, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Não quero esperar que a felicidade das pessoas deixe de ser forçada e passe a ser verdadeira.
Não quero mais machucar quem me ama, começando por mim mesma. Não quero mais impor as minhas vontades quando nem eu sei mais se realmente as quero tê-las.
Não quero mais esses ruídos e barulhos em volta de mim que atrapalham meus pensamentos e que vêm pra tirar meu sono.
Eu quero silêncio.
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