28 de março de 2012

Sweet dreams!

"Tied up in ancient history.. I didn't believe in destiny. I look up you're standing next to me... What a feeling!"
[De repente é amor...]

Aprendi que a vida da gente é uma mistura de sonho, realidade, passado, presente e futuro. Acho que quando decidimos realizar um sonho, temos que ter muita coragem. Resolvi isso há três anos e meio. Para realizarmos um sonho temos que abrir mão de muita coisa. Isso aconteceu durante muitos anos da minha vida...

Primeiro com o vôlei, da federação, que me ocupava todas as tardes e as noites da semana com treinamentos, e os finais de semana, com jogos. Mas que era um sonho e eu larguei muita coisa para poder me dedicar a essa paixão.

Depois veio o sonho da faculdade. Meu pai queria USP (na verdade, ele queria que eu fosse feliz). Um ano de cursinho foi uma tortura, pelo menos pra mim. Tive que abdicar, novamente, dos finais de semana, e dos dias, tarde e noites da semana para poder estudar.

Veio, então, a faculdade. Sonho meio realizado. Passei para o curso que sempre quis... Jornalismo. Meio realizado porque está às vésperas de acabar. Alguns meses de esforço e dedicação me separam do diploma (aquele que não é mais obrigatório, sabe?). Novamente, pelo sonho de uma formação em Jornalismo, tive que largar outras coisas que tinha em mente, para poder me dedicar a isso... Larguei alguns finais de semana, deixei de rever amigos, às vezes. Tive que largar o vôlei que é uma paixão até hoje. Abdiquei de tardes em casa por optar por trabalhar para poder ganhar certa independência (estava na hora de sair de debaixo das asas dos meus pais) e ganhar mais experiência na área (foi uma escolha certa!).

Acredito que ainda vou ter que abrir mão de muita coisa na minha vida quando quiser realizar outro sonho... Estou prestes a realizar o de ser jornalista. Mas acredito que temos que abrir mão de uma coisa para dar espaço para a chegada de outra. Pois já ouvi que não é possível se ter tudo. Mas não sei, exatamente, se concordo com isso... Porque não sei o que é esse “tudo”.

Pode ter amor, cabelos lindos, dinheiro e um carrão, mas isso não importa se não tiver paz de espírito e a cabeça tranquila quando deitá-la no travesseiro à noite. Dinheiro, amor, emprego, cabelos lindos não salvam ninguém...

Acredito que essa nossa salvação seja a paz, alegria e sinceridade nos sentimentos. Porque não adianta tanto esforço se tua bondade não é verdadeira. Desculpa, mas não resolve. Sentimento vem do coração. Se é da boca pra fora, não ajuda.

Nós vivemos perseguindo sonhos, numa luta constante e diária. Os bons pensamentos se esvaem facilmente. O nosso orgulho queima. O ego infla e machuca, as tentações nos acertam. Acreditamos cada vez menos nas pessoas e no mundo. Porque as pessoas são ruins. Igual a mim, Igual a você. “O inferno são os outros!”. Acabamos perdendo a serenidade, a pureza e até a fé.

Quero tudo. Quero aquilo. E quando conquistamos um sonho, mudamos o foco. Sempre queremos mais. Mas queremos tudo no nosso tempo. Queremos sempre. E o que damos em troca? A gente precisa se doar. Arrumar um tempo e fazer mais. Fazer mais o que? Não sei.

Cada um com seu passado, suas dívidas e cada um tem suas próprias lutas. De repente, o seu problema seja com seu pai. Faça muito mais do que vem fazendo. Seja tolerante, menos amarga, mais paciente. De repente, é falta de amor. Às vezes, você só vive para os outros. Às vezes, o amor próprio é demais. De repente, a humildade é exagerada e você é boazinha demais. Não sei qual a sua luta diária, não sei para o que você precisa se doar. Mas arrumar tempo, e fazer mais sempre é bom. Fazer mais por você, primeiro por você. E depois pelos outros...

5 de fevereiro de 2012

Controle!

"Oh, this is the start of something good... Don't you agree? I haven't felt like this in so many moons... You know what I mean?"
[Gavin Degraw... Sempre me surpreendendo!]

Mais uma vez eu olho em volta e me sinto repetitiva. Como se estivesse, sempre, batendo na mesma tecla, cometendo o mesmo erro, tentando fazer com que os outros me entendam... Tentando me explicar. Tentando me aceitar. Te aceitar. Como se fosse realmente possível achar o meio termo, o equilíbrio perfeito entre as emoções e minhas razões. Esse é o erro...

Eu sempre tentei, pelo menos na metade dos meus vinte e poucos anos, encontrar a medida certa, fazer parte de um mundo que eu sei que não é meu, me entender e acreditar que dentro da minha eterna loucura sempre houve sanidade com sintomas de saciedade - que eu percebo em todas as outras pessoas do mundo tendo no final do dia, quando relaxam seus corpos em suas camas e dormem tranquilas, porque entendem que é muito mais fácil não sonhar tão alto, para não se decepcionar tanto depois. Elas dormem tranquilas, eu não.

Eu não quero ser assim. Porque eu decidi, em umas das metades dos meus vinte e poucos anos, que, mesmo por poucos segundos, que eu posso sonhar todos os sonhos do mundo.
O que tem me incomodado muito nos últimos tempos são as pessoas. Estranho, mas é verdade. Sou crítica, chata, analítica ao extremo, observadora. Talvez seja essa a palavra que me descreva, observadora. Às vezes esqueço do que saio pra fazer, porque meu maior entretenimento é observar os outros. Os costumes, as manias (umas mais irritantes, outras nem tanto), a falta de educação (que é o que mais me tira do sério, e eu falo sério!), as boas ações, gentilezas, como elas andam, as roupas, aquelas pessoas que são lindas, mas que não sabem isso. Tudo isso me faz desacreditar e acreditar, ao mesmo tempo, nas pessoas e no mundo.

Acho que nasci no tempo errado. Porque não acho certo ser adolescente ainda aos 30 anos (entendam: não acho que o espírito de criança deva ficar de lado, mas acho que tudo tem seu tempo e seu lugar); porque não acho certo o fato de acharem estranho se comprometer... Acho que é isso que está faltando no meu tempo... Comprometimento! Compromissos que o IPhone não pode resolver, que um compartilhamento no Facebook não vai ajudar...

Eu estou vivendo no tempo errado, eu acho. Divido minha vida entre grupos de amigos diferentes. Aqueles caretas, e aqueles que são coloridos. Os primeiros, eu tendo entender todos os dias, com suas teorias, morais, que têm emprego, namoro longo, noivado, filhos, churrasco de domingo em família e aposentadoria – uma vida mais confortável. E aquele outro grupo, dos que me parecem ser mais livres, leves, música e cinema, amor livre por necessidade de qualquer tipo de amor, conhecimento e sentimento que eles fingem, mas não têm.

Eu permaneço parada, ali, no meio. Meio termo. Me incomoda, mas é a verdade. Li bastante em 2011, não me comprometo com a academia que eu jurei que faria, tirei minha carta, não aprendi a me controlar com o meu ciúme, e eu entendi que tenho que viver como a vida mais se apresentando... Tive que mudar de caminho algumas vezes, porque algumas situações (boas e ruins) interferiram nele, e não tinha jeito...

Antes eu não tinha medo do futuro. Agora eu tenho... Um pouco! Mas isso é só porque eu percebi que tudo está passando muito rápido por mim, na minha frente, enquanto eu passo meu tempo observando as pessoas a minha volta, querendo descobrir porquê elas agem do jeito que agem, e, na verdade mesmo, vivendo aquilo que não está terminado dentro de mim. Meu medo é, então, não ter conquistado nada e não conquistar nada daquilo que eu disse que faria, ser irrelevante para os outros, decepcionar quem eu amo. Meu medo é perceber que nunca mais vou ter estes anos de volta.

Todo final de ano é a mesma coisa. Um dia não muda nada, é só mais uma vez que o sol viu a gente passar, repetitivos. Minhas vontades de começo de ano são sempre as mesmas também, quero ser melhor do que fui, quero ser o que não consegui ser, quero ser quem não sou.

Voltando às pessoas, aquelas que observo com tanta certeza de mim, me tiram do sério com um empurrão no metrô às 7h20 da manhã, com um acento que não dão para aquele velhinho que não se locomove com segurança, com aquele pisão no pé sem um pedido de desculpas, ou aquela cara amarrada que não responde a um sorriso de educação e simpatia. A falta de amor que cabe nos dias de hoje me incomoda. Não que eu seja simpática o tempo todo, não que eu ame todos o tempo todo. Não que eu sorria para todos o tempo inteiro. Mas um pouco de amor não mata ninguém.

Mas prometi que iria me controlar, controlar minhas ansiedades e loucuras, tentar me preocupar menos com o que os outros pensam e cuidar mais de mim, e rezar para que o meu lado super careta não proíba a minha intensa vontade de viver, para que o meu lado de loucura não acabe com as minhas futuras chances de família, noivado, cachorro e almoços de domingo. Não que eu precise escolher entre os dois lados... Mas que eles estejam em equilíbrio. E que eu consiga escrever meu livro, em meio a essa loucura!

11 de janeiro de 2012

Quem vai virar o jogo?

Às vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou. Me traz o seu sossego, atrasa o meu relógio, acalma a minha pressa, me dá sua palavra, sussurra em meu ouvido só o que me interessa."
[Lenine pra acalmar um pouquinho!]


Silêncio!

Não... O seu silêncio. Ele é a maior prova da sua indiferença. Mas eu finjo ser indiferente. E sabe por quê? Pra parecer um pouco menos frágil do que realmente sou. Pra parecer que isso não dói tanto, porque já fazia tempo mesmo que você não prestava mais atenção nos meus movimentos, tanto aqueles pra ficar mais perto de você, quanto quando me afastava, pra não tentar te matar!

Mas sua indiferença machuca... Corrói. Porque é real.

E eu vou tentando explicar as suas ausências, essa falta que cresce a cada dia dentro do meu peito, me dando motivos e explicando todos eles. Implorando por uma justificativa. Qualquer uma... Esperando pela sua verdade, pra poder te contar a minha. Ensaiando algumas repostas acompanhadas do “sim”, morrendo de medo do “não”.

Respostas essas que eu sei que não vou ouvir.

Estou com aqueles olhares que te imagino.

Ensaiando as perguntas... Algo como um “por quê?”. Contando suas fraquezas para aliviar um pouco as minhas culpas. Perdoando você.

Insônia. A cama ficou arrumada. Uma conversa que você prometeu... A promessa que você fez faz um tempo, e não cumpriu.

Urgente! Foi adiando... O depois é sempre tarde demais. Então fica valendo o que já se foi dito. Só me confesso comigo mesma. Porque dá medo...

E eu tinha te pedido tanto pra não olhar tão fundo nos meus olhos. Pra não jurar qualquer coisa que não iria cumprir. Pra não me falar e prometer o mundo e depois desaparecer. Pra não falar que eu te faço rir, rir de mim, e reparar como tenho um jeito engraçado de falar com as mãos. Para não criar expectativas, as quais, em momento algum, seriam correspondidas. Não olhar pra mim e sorrir quando ouvisse nossa música. Não permanecer em silêncio tempo demais para que eu me sentisse culpada. Não falar do meu perfume... E não passar as mãos no meu cabelo. Não responder tão rápido aquilo que eu pergunto e, não, necessariamente, responder tudo aquilo que eu te perguntar. Não me deixar sem alternativas, sem saída, ou sem palavras... Não me dizer que eu sou diferente. Eu te pedi tanto pra não me fazer acreditar em você...

Mas a minha distração está me cobrando muito caro, e me cobrando juros altíssimos de insônia!

4 de janeiro de 2012

Next!

"But I got all the time for you, love! The space between your heart and mine is the space we'll fill with time!"
[Eu tenho todo o tempo do mundo...]


Com o Ano Novo vem sempre as novas promessas, novas decisões e novos desejos. Eu sempre choro um pouco na virada do ano... Pelo que passou, pelo que eu deixei passar sem dar a atenção que merecia, pelo o que passou por mim e me machucou, pelo o que foi e que me fez muito feliz, pelo o que passou e ficou e pelo o que foi e deixou saudades.

O final de 2011 não foi um dos melhores que eu tive em todos esses anos... Minha família e eu dedicamos toda e qualquer atenção e sentimentos a minha avó, que passou por maus bocados e quase por um milagre, está em casa, de novo!

Foi um ano de muitas mudanças, de muitas decisões (algumas erradas, outras certas, algumas outras precipitadas...). O ano que eu descobri meus limites... Que eu me conheci um pouquinho mais, que eu tive que me testar. Ainda não sei se passei no teste... Mudança de emprego – que todos dizem que foi o melhor, mas eu ainda não consegui chegar a essa conclusão -; mudança de hábitos, por problemas de saúde – o que me exigiu maior esforço do que imaginava; descobri uma mente mais ansiosa do que achei que tivesse – que me prejudicou em vários setores; por fim, pra fechar o pacote, vieram desilusões – amorosas, com amigos, comigo mesma...

Eu entendi que a gente só chora e sofre por quem foi embora, e não por quem ficou. A gente não chora, também, por quem avisou sobre a demora, sobre nossa espera e do infinito desamor. Chora sim, e muito, por quem chegou de repente, roubou nosso coração, e saiu, sem muita explicação, sem deixar o sentimento assentar. Não chora por um amor que morrer e podemos fazer viver de novo. Pelo contrário, isso nos traz felicidade. Nós choramos, na verdade, por quem teve a nobreza de nos cativar, devagarzinho, tão esperto, que até nos faz falar coisas bonitas e ser romântica. Mas foi embora...

Mas achei que sofrer por você estava sendo cafona, fora de moda, e já não fazia mais sentido. Achei (e continuo achando, minha opinião não mudou) que tudo o que a gente viveu, valeu, mas aprendi e compreendi nesse ano que foi embora que nem todo o sentimento idealizado do mundo, junto, seria capaz e suficiente para transformar os meus sonhos que sonhei pra gente, em alguma coisa que viraria realidade, porque, na realidade somos diferentes demais.

Eu sei que em mais 365 não vai ser diferente... Vou passar por novas histórias, novos desafios. Eu vou ficar na fossa de novo, ficar debaixo do chuveiro, deixando escorrer água pelo corpo, chorar e manchar todo o rímel, mas eu sei que vai ser só por um período. Vou tentar mais uma vez, mais uma, mais uma... E vou desistir de tentar. Tenho essa opção. Vou ter coragem de enviar um e-mail que escrevi, apaguei, escrevi, apaguei, escrevi de novo e salvei numa pasta bem escondida no computador. Já imagino como vai ser... Último ano da faculdade, mais dois finais de semestre e um deles definitivo, e com eles, dor de estômago, hospital, plasil na veia, desorientação, crises de pânico, crises de choro, crises de existência, intolerância no nível mais elevado, mas que no final, serei uma jornalista formada! Vai valer a pena tudo isso?!... Mas antevejo muita felicidade, muitas notícias boas e um final brilhante! É feeling... Não tem jeito!

Vou precisar de um pouquinho mais de coragem... Um dia, eu juro.

17 de novembro de 2011

Vou te contar...

"(...) E que o verão no seu sorriso nunca acabe... E aquele medo de viver um dia se torne um grande amor!"
[Sobra tanto espaço dentro do abraço... Taaaaanto!]

Mudanças... Nunca soube lidar muito bem com elas. Mas acredito que elas têm que ser bem vindas quando são para nosso crescimento. Tive que me acostumar, ou compreender. Entender eu não entendo...

Mudar significou deixar algumas coisas para trás... Isso inclui coisas, pessoas e situações. Sem muito apego, porque só traria mais sofrimento – sempre eu que fui sempre muito apegada a tudo, ainda mais a sentimentos!

E o que mais me assusta é a incerteza do tudo. O amanhã é incerto e por isso resolvi guardar algumas coisas. Guardei o teu sorriso... Aquele de quando você me ouviu falar sem parar, tentando te fazer rir, e nervosa por estar ali com você, só com você! Aquele sorriso que você me deu quando eu te disse que “senti saudade” e que “fiquei feliz em te ver”.

Porque apesar de não ter sido o primeiro sorriso (mesmo que eu me lembre dele, também), e numa noite de tantos outros sorrisos, é nesse que mora minha lembrança de você. Você que se afastou com a chegada da minha nova fase, aquela que tanto me assusta.

E trouxe uma saudade que já não dói mais, mas incomoda. Deixou o sorriso mais bonito, mas levou você.

No outro sorriso... Aquele da despedida, já anunciava aquilo que só eu iria sentir. Foi bonito tanto quanto o outro, mas não era honestamente um sorriso. Um alívio para você (penso eu!) e uma nova saudade para mim.

Uma das poucas coisas que guardei após a mudança. E cuidarei para que não desapareça. E que isso me console e conforte para que eu ache que “sempre vai ficar tudo bem”, assim como eu sabia quando você estava presente.

E enquanto eu não me “acostumar” com essa nova etapa, enquanto houver esses tantos desencontros e descuidos do dia-a-dia, eu vou buscar na memória o espaço que guardei de nós dois. Para que, mesmo sem preencher essa falta e o espaço vazio do abraço, eu possa lembrar do que a gente foi.
E, para que, mesmo se continuemos sendo, eu compreenda porque eu guardo seu sorriso e vou correndo quando tenho chance de te ver.

Mas foi inevitável a nova fase chegar... Todo dia um pouco. Um cheiro que se vai... Um objeto que se foi. E uma saudade imensa porque o sentimento ficou. Às vezes, muito. O muito que me apavora, e me agonia! Esfregando “um você” na minha cara que eu não poderia mais encontrar, onde não era para eu estar, e em um “como” que não era para acontecer.

Mudanças que só serviram para somar algumas coisas e subtrair outras de mim mesma.

Que nessa matemática, sobre alguma coisa de mim, ou para mim... Porque eu não sei dividir!

1 de novembro de 2011

Menos, por favor.

"(...)But there's a side, to you, that I never knew, never knew. All the things you'd say, they were never true, never true, and the games you'd play, you would always win, always win."
[Querendo atitudes ao invés de palavras!]

Lembra-se dela há um ano? Feliz com os últimos acontecimentos. Ria. Queria que todos soubessem, não saía do lado do telefone um minuto, ansiosa por uma ligação que fosse. As escolhas já não eram mais dela, a cabeça já estava confusa.

Ironia. Dor no estômago, coração na mão, olhos marejados. Olhava para ela com olhos de adoração, de vontade e curiosidade. Quis tanto que a sufocou. Assustou. Sentimento de posse. Machucava. Era muito.

Lembra? Era muito. Explicação plausível.

A cena se repete. Mas queria menos, bem menos. Sonho de serem menos. Realização que chega sem inveja, devagar, com verdade. Falar menos, por favor. Atitudes. Menos ego. Quer paz.

É só vontade de ser feliz. Sem achar que dois é muita coisa. Já que faz tanto e o tanto não é nada e dois menos ainda.

Menos. Em silêncio. Só dois.

3 de setembro de 2011

Muito pouco ou quase nada

"You'll never know if you never try, to forgive your past and simply be mine."
[Desde quando eu superei...]


Tenho algumas coisas pra te dizer... Aquelas coisas que não se dizem sempre, aquelas coisas difíceis de serem ditas e, exatamente por isso, não são ditas, porque não dá pra saber como serão ditas nem como serão recebidas... O problema é como serão recebidas. Se serão (cor)respondidas...

E tudo o que sei que posso ser, é essa que aparece com menos frequência. E quando aparece, fico nessa (in)certeza, que chega até a doer, de que não existe outra mais verdadeira. E que todo o resto, é só para protegê-la, intacta em algum lugar onde as paredes sejam blindadas. Mas quando alguma fresta aparece, e lá dentro está sufocante, ela escapa. E é bonito. Porque todo mundo sabe que não se brinca com avisos da vida...

Mas eu sei que vai passar, todo mundo sempre sabe que vai passar. Talvez não amanhã, ou em uma semana, um mês ou dois. Ninguém sabe... É o tempo de perdoar o passado e dar boas-vindas ao presente, quiçá o futuro!

Pois esse impulso, às vezes cruel - porque não permite que nenhuma dor permaneça por muito tempo - te empurrará para um novo começo e, de repente, no meio de uma frase, se supreenderá, vendo como está bem outra vez. Ou simplesmente como tudo "continua". O jeito de continuar meu, nosso: o mais eficiente e também bem mais cômodo, porque não exige tomada de decisões, aceita apenas paciência.

Eu vou ter paciência... Eu prometi.

E por isso não importa, porque eu queria te dizer de todas as vezes em que eu te deixei e depois saí sozinha, pensando no que eu queria te dizer, pensando, também, nas coisas que eu não ia te dizer, porque eu me perguntava se você seria capaz de ouvir, se você teria tempo suficiente para ouvir,era preciso estar disponível para ouvir.

E falta (muito) pouco tempo. E se eu não te falar agora, talvez não diga nunca mais. Tanto eu quanto você sentiremos falta de todas essas coisas que não fomos capazes de dizer, e se não forem ditas, nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos...

E aí comecei a me perguntar até onde você era aquilo que eu via em você mesmo, ou era aquilo que eu queria ver. Eu precisava saber até onde você não era uma simples projeção dos meus sentimentos confusos... E se fosse, por quanto tempo eu iria conseguir ver em você tudo que me fascinava, e que, talvez, nem fosse tudo seu, mas meu...

Isso tudo não é ficção, não é mentira, não é invenção... É só um jeito de contar a verdade com algum encantamento, para poder dar um fim!
Mas a ideia era tão boa...

29 de agosto de 2011

O que era e deixou de ser

"And then dance if you want to dance. Please brother take a chance. You know they're gonna go which way they wanna go... All we know is that we don't know how it's gonna be, please brother let it be."
[Oasis para os dias confusos...]


A metade do pedaço do bolo que ainda estava no meu prato, eu coloquei inteiro na boca. Não era culpa. Era ansiedade. Não era medo, era ansiedade. Ou melhor, acho que era tédio. Meus amigos estavam todos na minha frente conversando sobre viagens sobre homens e mulheres, sobre a chatice do trabalho, mas conversavam sobre coisas que não me chamavam a atenção e não me interessavam nem prendiam minha atenção nem por um segundo, sequer. Conversaram até sobre trânsito... Eu não queria saber do trânsito. Não naquele dia.

Eu tomei uma decisão desde pequena que, se as coisas não estivessem dando certo, eu faria dar. Que eu nunca cairia na monotonia. Eu poderia inventar mil histórias, mas elas dariam resultado. Eu prometi isso pra mim mesma e mesmo que, com o passar do tempo, a tarefa fosse ficando mais difícil, eu nunca deixei de tentar. Naquele dia, com meus amigos ali por perto, todos bebendo e eu não bebo, talvez uma taça de vinho... Mas, naquele dia, nem isso. Eu não tinha comido e porque eu realmente não queria. Monotonia. Eu queria ir embora. Cogitei a possibilidade, dei o primeiro passo em direção ao meu casaco e à minha bolsa. Você abriu a porta. Eu não te via desde o último encontro dolorido e constrangedor.

Eu olhei para a porta. Olhei para você. Olhei para a minha bolsa. Olhei para a porta. Olhei para você. Queria sair à francesa, como quem não tivesse sido vista. Mastigando ainda aquele pedaço de bolo. Aquilo foi como se o meu próprio eu, dentro de mim, estivesse me contando o que estava acontecendo e eu respondendo - por causa da minha necessidade ENORME de contar tudo para mim mesma, pra ver se, pelo menos, na minha cabeça essas coisas fazem sentido. Eu me conto e reconto tudo de novo, detalhadamente, dolorosamente. Agarrei o braço da Carol e disse, é ele. Ele quem? Ele. Qual deles? Ele. Quem? O último. Ele? É. Ele...

Você passa por entre as pessoas, cumprimenta algumas, abraça outras, sorri pra outras, joga seu charme pra outras. Eu gosto que gostem de você. Grande bobagem. Porque você é o cara que, quando foi embora, me deixou sentindo uma dor bem enorme. Mas eu gosto de você. Só que agora penso muito mais antes de rir pra qualquer bobagem.

Eu conto para mim mesma cada peça de roupa sua, conto detalhes, cores e tamanhos. Seus sapatos. Seu relógio novo. E em meio a essa novela que eu roteirizo para mim mesma, percebo que você me percebe. Conto como você franziu a testa e, ao mesmo tempo, arregalou os olhos verdes, e comentou com um amigo. Andou na minha direção. Eu olho para a minha bolsa. Olho para a porta. Me arrependo de ter comido aquele pedaço de bolo e ter demorado para dar o primeiro passo. Você passou por trás de mim. Esperava algum tipo de aprovação. Eu só consegui olhar para a minha bolsa e para a porta. Você esperava que eu me virasse e aceitasse um "oi" cordial. Cansada de olhar para minha bolsa, de olhar para a porta e de me contar cada detalhe seu, eu resolvi chamar teu nome.

Chamei seu nome. Saiu como um grito guardado há uns 5 meses e alguns dias. Chamei seu nome com um sorriso maduro no rosto. Mordendo a língua, segurando as mãos frias umas nas outras, querendo segurar o coração para ele não sair pela minha boca. Foi tão difícil. Você estava querendo aquilo mesmo sem querer. Fizemos um brinde ao nosso reencontro. Eu com meu copo de água. Você com a mesma bebida sem graça de sempre...

Brindamos. Você me olhava fixamente nos olhos. Continuava com a mesma mania de falar bem perto do meu rosto. O garoto inseguro que se via na minha retina. E eu me pergunto: Que insegurança é essa? Mas a pergunta fica só na ideia. Eu não te pergunto nada. Aliás, eu nunca te questionei. Apenas volto a te desejar, mas sorrio como se não me importasse mais com sua presença. Mas você resolve tomar alguma atitude. Resolve falar. Chega mais perto. Diz que meus olhos sempre foram de dúvida e sempre estavam perguntando algo para ele. E você volta para aquela mesma loucura de antes que me fez gostar de você.

Você me disse que eu gostava de ver tudo pelos detalhes, não aceitava o contexto. Ele era só ele, ele dizia. Por que eu queria complicar? Você segurou minha mão. Dizia que eu queria ver através daquilo que eu via, que aquilo que eu via não me bastava, era pouco. Me disse que não suportou isso. Não suportou eu ver além do que era, eu inventar mais do que era, eu complicar mais do que era.

E eu só queria te dizer, ali, com as suas mãos segurando as minhas, que tudo bem. Que eu seria mais simples. Eu complicaria menos. Eu acabaria com as minhas possibilidades e com as minhas invenções. Mas enchi meu peito de coragem e te disse que onde você era simples, eu era a exceção.

25 de agosto de 2011

It's alright, alright...

"Hearts break and hearts wait to make us grow from dust. Then our eyes cry and souls sigh so that we know that it hurts!"
[Adele...]


Algumas coisas tiveram que sumir para que outras pudessem renascer dentro de mim. Talvez o sentimento de dever cumprido. Porque eu sempre almejo o mais alto, com planejamento, com sonhos e com metas, nunca tirando os pés do chão, mas se não der certo, a frustração não me machuca tanto porque eu estava preparada...

Perdi alguns jeitos antigos, não sei por onde, e nem sei se quero que voltem. A vida passou tão acelerada nesses últimos anos, e um dia, o primeiro dia, que eu encontrei você, pensei que estivesse vendo a resolução até dos problemas que nunca achei que teria.

Ando hoje pelos lugares como se o mundo fosse meu. Completa. Tudo é meu. É novidade. O buraco que a solidão deixou se encheu de alguma coisa que minha ironia não é capaz de explicar. Pouco penso no que deixou de ser. Vontade não me falta. Estou indo. Tropeço no meio do caminho porque preciso descansar. Demora pra chegar. Esbarro em gente que não devia... Coisas da vida. Deixo os obstáculos bem longe sempre com a necessidade de enxergá-los perto pra ver se não me perco. Do lado da minha vontade de amor supremo, está minha falha visão periférica - falha porque se dedica ao objetivo impossível, aquele lá do final da minha vida, aquela vida que teve um único morador por algum tempo.

Te vi outro dia. Você me viu outro dia. Você me ligou. Eu resolvi não atender. Não tinha sentido nisso... Já não faz mais parte do contexto. Não cabe mais no roteiro, que virou novela e nem foi para o "vale a pena ver de novo". Não cabe mais na completude de hoje. Mas lá estava você, exatamente do jeito que eu deixei. Intocável, inseguro, querendo ser seguro demais de si, frio e calculista, esperando o momento certo de me atingir. Não dessa vez, pequeno conquistador. Eu deixei você passar.

Talvez, algum dia, alguém chegue aqui gostando de cinema, de arte e de música boa, sem dar muita bandeira, ocupando espaços e escrevendo histórias...

Quando a gente abre os braços pra vida, mágoas e amores de antes perdem espaço em nossos abraços! A felicidade nunca será a mesma... Eu vou indo!

7 de agosto de 2011

Encerrando Ciclos...

"E o desfazer-se de certas lembranças significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. (...) Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida."
(Mudando o disco... Talvez para uma trilha sonora mais alegre!)


Tive que reorganizar minha rotina e arrumar algumas gavetas. Tive que aprender a falar, em vez de, apenas, só escrever. Tive que, finalmente, falar dos meus sentimentos para encerrar todos esses ciclos.

Arrumei tudo de um jeito que não coubesse mais passado dentro do presente e que o presente não interferisse tanto no futuro. Arrumei a agenda do celular. Apaguei algumas datas de aniversário. Apaguei conversas pelo computador.

Tive que reorganizar minha rotina dentro de um tempo, que mesmo achando que é pouco, que fizesse com que cada momento não passasse despercebido por meus olhos. Que eu não respondesse sms's rapidamente, automaticamente. Que eu realmente sentisse aquilo que estivesse falando. Que seeu sentisse saudades de alguém, eu pudesse acabar com ela.

Arrumei tudo de um jeito que acordar às 06h00 fosse suficiente para começar bem o dia. Que coubesse aulas da faculdade(porpelo menos 4 anos), trabalho e uma boa companhia à noite. Que coubesse tudo num dia só... Pessoas, beijos, abraços, surpresas, saudades, problemas, ironias, coincidências... Tudo com seu tempo, com meu tempo para vivê-los e resolvê-los.

Tive que reorganizar minha rotina dentro de expectativas que estão voltadas para mim, assim não teria que decepcionar ninguém. Dentro de um tempo que coubesse tempo para mim mesma. Meus pensamentos. Minha alma e meu coração.

Arrumei tudo de um jeito que eu tivesse que colocar um ponto final nas minhas inseguranças. Aprender a ouvir mais, em vez de ser precipitada. De um jeito que coubesse mais "EU". Que coubesse um novo "NÓS".


Tive que reorganizar minha rotina. Arrumei tudo (Só não sei por quanto tempo...)

23 de julho de 2011

Everything and no less

‎"I've got a another confession, my friend... I'm no fool! I'm getting tired of starting again somewhere new. Were you born to resist or be abused? I swear I'll never give in... I refuse! Is someone getting the best the best, the best, the best of you?"
(Foo Fighters para esses dias confusos... Muito confusos!)


Ele sabe, mas não diz. Eu não sei, e quase entendo.

Persistindo nos mesmos erros, continuamos acreditando mais nas palavras que agradam nossos ouvidos, do que nos atos que as tornam verdade. Nós somos muito engraçados: sabemos que estamos sendo enganados, mas preferimos enganarmos também à admitir que ainda não foi dessa vez...

Escrevo por desespero, mas também por achar que é cômodo. Escrevo porque palavras escritas são mais fáceis de serem ditas quando as comparamos com aquelas que temos que falar. Evito falar as palavras da realidade para poder escrever aquilo que tenta explicar o porquê de tantas particularidades nessa minha mente tão instável, afinal, são 10 dedos nas mãos e apenas uma boca no rosto. Não acho que adianta conversar porque conversas sempre acabam na mesma coisa, no mesmo ponto, no mesmo lugar do início, no comum.

Acredito que toda mulher tenha um pouco de psicopata dentro de si. Um pouco de loucura. Toda mulher acha que seus problemas são cíclicos, dão voltas, voltas e voltas. E toda mulher passa noites em claro tentando achar - em medos e traumas do passado - a resposta para as perguntas que ela passa dias inteiros repetindo. Perguntas criadas por nós mesmas, com respostas que resolveriam aquele problema sério (seríssimo!) que nós mesmas inventamos. Mas essas respostas nunca aparecem, porque não existe ninguém no mundo, além de nós mesmas, claro, que seria capaz de inventar tais respostas. Sempre muito complicada para, então, descomplicar.

A minha loucura exata, escancarada. É o que todas as mulheres que moram dentro de mim, embaladas nas minhas trocas de humor, têm em comum. Exata porque enquanto enlouqueço é como se houvesse fora de mim “outro eu”, que passa todos os minutos da minha insanidade controlada analisando tudo racionalmente, enquanto, pelo lado de dentro, há raiva fervendo, pulmões cheios, amor nascendo, cabeça confusa, coração quase saindo pela boca.

Não quero mais impor as minhas vontades quando nem sei mais se quero ou se sei tê-las. Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma.

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...