23 de junho de 2011

O problema é comigo!

‎'See how I'll leave with every piece of you... Don't underestimate the things that I will do! (...) Could have had it all rolling in the deep. You had my heart inside of your hand but you played it with a beating!'
[Adele para o feriado...]


Eu nunca soube ler sinais. Acho que agora não seria diferente...

Mas basta acontecer de novo, e eu já não sei mais como agir. Quantos pontos eu coloco no final de uma frase? Três pontinhos exigem demais do receptor, exigem uma resposta, mas a ideia fica sem conclusão, aberta às novas possíveis interpretações. Ponto final é ruim, grosseiro, corte seco. Ponto de exclamação é muito, muito mesmo. Se não colocar ponto, o pensamento fica mesmo sem conclusão.

E o modo de agir? E as risadas? Risada curta e tímida, você está prestando atenção, mas pensando demais nele. Uma risada escancarada, é que você não está nem aí, ou melhor, fingindo não estar nem aí, porque não para de pensar nele, mas ele não pode saber disso. Quanta angústia!

Mas eu recebo um jeito de falar que acalma tanto o coração... E sempre tive um amor que não se dissolve.

Tudo se repete. Quem vai mudar o final?

12 de junho de 2011

De repente...

"A saudade é um buraco na alma que se abriu quando um pedaço nos foi arrancado. No buraco da saudade mora a memória daquilo que amamos (…)."
[Rubem Alves]


Sexta-feira. Uma pessoa querida se foi. Sento no ônibus. Coloco o fone nos ouvidos. Não presto atenção nas letras das músicas. Elas são apenas trilhas sonoras... Lágrimas escorrem pelo rosto. As coisas saem dos rumos por um tempo após notícias como essas. Apoio dos amigos. Trabalho, muito trabalho. Mais apoio de pessoas queridas. E palavras amigas de quem você nem esperava... Coração aquecido.

É nesse momento que lembramos que nossas vidas deveriam se dedicar menos às telas do computador e mais às pessoas.
Exatamente nesses momentos que passamos a desejar força, fé e muita coragem para os que perderam pessoas queridas ou alguém tão essencial. No fundo, no fundo, a racionalidade toda está escondida, em pedaços perdidos por aí, e você já nem sabe mais em que acreditar. É exatamente nesses momentos que você pensa se fez tudo que queria fazer naqueles dias, se ligou para quem queria ligar, que falou 'eu te amo' para quem merecia isso de você, se ouviu sua mãe falar, falar, falar, os melhores conselhos, mesmo você achando que eles não serão úteis no momento, ou até mesmo se você se permitiu quebrar algumas regras, já que elas não dão a vida por você, também.

Essas situações só nos mostram que a nossa reclamação sobre tantas coisas, tantos erros, tantas pessoas, tantas situações, tantos erros, vai se perder no exato momento em que falarmos isso. É passageiro. É efêmero.

Essas situações nos trazem uma ferida e consequente cicatriz na alma. Eu ainda, sinceramente, não aprendi a lidar com perdas. E acho que nunca irei aprender. São dores que extrapolam o limite do suportável. Doem. A gente precisa deixar passar... Essa dor só mostra que ao que você se dedica todos os dias, com tamanha intensidade, todos os dias, não vai lhe trazer saudades no futuro.

Mas com tudo isso, você aprende que só uma coisa será lembrada por você com tanto carinho e afeição, e com vontade de viver mais e novamente: pessoas. Do que você penar ao acordar, do que ler, do que ouvir, das reuniões que participar, dos amigos que fizer ou que tiver, só algo fará questão de estar em sua memória: quem participou desses momentos. O resto é apenas passagem de tempo e preenchimento de espaços vazios.

Em apenas alguns instantes tudo muda para alguém diante dessas situações. A estrada muda, e leva com ela pessoas, os amores de nossas vidas. E, acreditando ou não em sorte, azar, destino ou o que isso for, há coisas que ensinam e nos ajudam a superar essas dores inevitáveis da vida: esforço para se lembrar de quem a gente nunca vai esquecer!

Acho que nunca vou me acostumar...

31 de maio de 2011

Tempo, tempo, tempo...

"He puts the color inside of my world, but he's just like a maze where all of the walls all continually change. And I've done all I can to stand on the steps with my heart in my hands!"

[John Mayer...]

Minha vaidade exigiu que eu seguisse em frente, também.
A história toda foi construída de dois eles. Um continua aqui, uma sombra. Outro ficou no passado, responsável pelo mau humor de alguns dias. O que ficou pra trás, não é importante. Não tem mais nome, não tem mais rosto e nem mais registro de saudade. Ficou no passado, de verdade, com todo o esquecimento que o tempo é capaz de trazer. Deixou de ser. A questão nem é mais o que eu senti, mas o que sobrou... Foi só a traição.

Talvez tenha sido isso, nesse tempo todo, o motivo de eu não ter deixado ninguém se aproximar demais de mim, descobrir defeitos, fraquezas e manias – talvez por saber que aquela pessoa que deitava na minha cama de noite, era totalmente diferente da que acordava de manhã.

Foi aí que eu acordei pra vida. Faz tempo... Porque nesse meio tempo, couberam ofensas, lágrimas, um noivado, um reencontro e uma nova paixão. E hoje, quando rio e falo que você não sabia da missa a metade, que você achava que sabia de tudo, mas que perderia a soma se tentasse juntar meus medos, você acha que é maldade. A minha vontade é responder que é mesmo, que eu não tive alternativa, porque o mundo não deixa uma bandeja com escolhas...

Eu nunca disse que era santa. Sempre me recusei a ser vista nesse papel. Mas sempre me recusei a fazer parte do mal, independente do que ele signifique. Vou continuar me apaixonando (talvez pela pessoa errada, talvez um amor platônico, talvez até a pessoa certa), maltratando minha mãe e depois me sentindo a pessoa mais injusta do mundo, ainda farei amizades erradas, muito erradas, viajar quilômetros pelo amor que sinto pelos meus irmãos. Vou ser assim porque, de verdade, eu já sou tudo isso... Mesmo quando tudo está errado, está tudo certo. Mesmo na mudança, está tudo bem. E um exemplo disso, foi quando tudo estava mudando, eu ainda queria ficar com você... Mas você quis me mudar. Esqueceu do detalhe e do velho ditado que “ninguém muda ninguém"... E foi embora.

Fim.
Recomeço pra mim.

3 de maio de 2011

Aos poucos...

"Não, eu não sambo mais em vão. O meu samba tem cordão. O meu bloco tem sem ter e ainda assim... Sambo bem à dois por mim. Bambo e só, mas sambo, sim. Sambo por gostar de alguém, gostar de..."
[Los Hermanos para acalmar um coração aflito!]

Você foi saindo aos poucos da minha vida. E olha que foram poucos demorados esses. Eu não sei se sinto sua falta, porque nem sei mais o que sinto... Quando você tomou sua decisão, levou de mim tudo que foi nosso, e tirou de mim tudo que era meu. Me tirou de mim, me tirou de onde eu estava, e me afastou de todos os lugares que você achou que eu não cabia. Eu tive vários avisos... Minha mãe sempre mandou eu tomar cuidado (poderia tê-la escutado... teria sido bem melhor!). Eu fui indo...

Não foi tudo meu por muito tempo. Talvez não tempo o bastante pra me revelar tudo aquilo que ainda me intriga e tudo aquilo que eu precisava saber. Mas agora acho que foi melhor não... Mas eu fui tão forte por ter muito medo de deixar doer tudo aquilo que faltava doer. Foi meu não por tempo o bastante, mas tempo suficiente pra gastar tudo que havia (e poderia haver) entre a gente, até as lágrimas, até as risadas, até a vontade que tenho de ficar triste porque você saiu aos poucos da minha vida.

Me conheceu menina. Presenciou partes boas da minha vida, soube outras coisas ruins, também. Me conheceu quando eu achava que eu necessitava sempre de suas aprovações. Você me disse coisas que ninguém teve a capacidade de dizer para uma menina. Você conhece cada olhar meu. O de bom dia, o de boa noite, o de "estou querendo te matar", conheceu meu olhar de tristeza, o meu olhar de felicidade plena, e, principalmente, meu olhar de saudade. Mas você não deixou eu te ver por debaixo daquela armadura que te prende e de todo teatro que te convém.

Mas, ao ir embora aos poucos da minha vida, foi matando tudo aquilo que não havia sido gasto ainda entre nós. Usou contra mim todos os golpes baixos e não esperados que existia. Tudo que eu usei por uma boa causa pra você, foi usado contra mim de forma tão baixa. Isso me fez conhecer partes de mim que eu jamais imaginei que pudessem existir. Conheci todos os meus limites. Encontrei-me com o meu melhor e com o meu pior. Você não soube lidar com meu pior...

Foi meu, mesmo por tempo insuficiente, mas foi de verdade. Eu cheguei até a acordar e pensar no que você precisava antes mesmo de pensar em mim e no que eu estava precisando. Porque eu também era uma pessoa...
Mas isso foi acabando comigo.

Eu fui embora. Eu chorar, eu implorar, eu desejar não ia fazer diferença alguma, pois a necessidade que eu tinha de você não seria correspondida em nenhum momento. Nem no pensamento, sequer. E foi, então, que eu entendi que eu estava precisando de mim, e não de você.

E mesmo antes, quando eu estava recolhendo meus pedaços por aí, e arrumando a bagunça que você deixou, eu entendi que, de alguma forma, mesmo eu não achando que deva, você vai fazer parte de mim.

Foi, então, que eu entendi que só amor não basta. Não é suficiente. E eu precisei não te enxergar mais no meu caminho, para ver se eu conseguia terminar uma frase ou um pensamento, qualquer coisa que não fosse relacionada a você. Finalmente pude perceber que na minha vida de romântica "quase assumida" essa nossa "história pela metade" não passou de experiências exageradamente exageradas para eu colocar em um texto bonito.

Você foi saindo aos pouco da minha vida por escolha.
Eu fui saindo por amor... Próprio!

27 de março de 2011

Recomeço!

"Cuide tudo que for verdadeiro... Deixe tudo que não for passar. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda, adeus velho mundo! Há um segundo tudo estava em paz... Cuide bem do seu amor, seja quem for!"
[Seja quem for...]



Eu deixei passar pouco tempo, e resolvi assumir meu lugar. Toda pessoa que eu via, me arrepiava pensando que era você. Assim como acho quando passo naquelas proximidades, assim como quando vou ao mercado, cabelereiro, trabalho... Virei uma neurótica e obcecada por você. Então, você apareceu. Eu só consegui sorrir. Porque era isso que faltava. Eu só precisava te ver. Aquilo ficou claro pra mim. A dor ficou num lugar bem escondido, invisível para que eu pudesse te abraçar sem dor, por um segundo. Te achava bonito de formas insuportáveis. Estava como quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Me olhavam, sempre, querendo me incomodar. Olhar fixo. Olhos de ressaca (não, esses eram os meus). Eu queria ir até você e te dizer qu eu sei das suas fraquezas, dos seus segredos e das suas inseguranças. Você fez isso primeiro. Chegou cheio de razões e verdades. Tudo que ouvi era mentira... Não por rebeldia ou autopreservação. Uma saudade da uma semana que pareceu mil anos. Uma saudade de gostar tanto para tão pouco. Pouco. Muito pouco. Sobrou a consideração que você guardou por mim. Consideração?! Sua gentileza disfarçada de vergonha pelo que aocnteceu e, talvez, até por não gostar mais de mim. Sobrou só a maneira como você pede desculpas por ser só mais um cara que parte assim que rouba um coração. Não foi mocinho. É bandido. Quis ser os dois... Então aceito a sua enorme consideração e razão pequena e sufocante. Aceito suas costas longe. Não que eu aceite assim... Mas aceito porque quem gosta não aceita migalhas. Aceito tudo pela falta de profundidade que havia. Aceito só para te ver passar... Para bem longe!

24 de novembro de 2010

Sem jeito!

"Vamos pra longe, sem se tocar os olhos vão se encontrar e se perder. Eu e você assim de perto dá pra eu me perder de vez nas tuas tintas.Me dê uma noite, um pouco da manhã só pra eu sacar se os olhos mudam de cor..." [Pro dias de quase insanidade, Maria Gadú...]


Quero paz.


Quero acordar de manhã, sentar na praia, olhar o mar, e saber exatamente porque estou ali, pensar na vida como se pudesse resolver todos os meus problemas... Ficar sentada horas ali e pensar que só se passaram 5 minutos. Não quero pensar em quem vou encontrar por ali ou quem vai ser meu amigo naquele dia.


Não quero mais saber de pessoas repetidas, não quero mais saber de números, não quero forçar amizades pelo bem do convívio social e das boas maneiras. Eu nunca fui assim.. Por que agora eu iria mudar?! Não quero mais buscar complemento em nada...
Não quero deixar que minhas palavras sejam maiores que eu, que meus pensamentos me prendam e me censurem - deixo isso por conta do meu superego e do meu Id. Não quero que meus pensamentos deixem eu ficar me culpando o dia todo por como minha vida poderia ter sido se eu me permitisse viver, ou pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos diziam que eu deveria ser pra eu poder ser livre.


Quero, então, ser nada para poder ser tudo.


Ouvindo conversas, aprendi que quando você é dono da sua personalidade, ninguém jamais conseguirá e será capaz de usá-la contra você. No contexto, faz sentido... Quem tem o dom, o tom e o movimento certeiro de se descobrir, se aceitar, se entender, se respeitar e se amar acima de tudo e de todas as coisas, jamais terá que ser questionado por si mesmo. Porque, no momento que eu sou eu mesma, e eu sei do que eu sou feita, ninguém tem o poder de me dominar.


Não quero ser exemplo, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa. Não quero esperar que a felicidade das pessoas deixe de ser forçada e passe a ser verdadeira.


Não quero mais machucar quem me ama, começando por mim mesma. Não quero mais impor as minhas vontades quando nem eu sei mais se realmente as quero tê-las.


Não quero mais esses ruídos e barulhos em volta de mim que atrapalham meus pensamentos e que vêm pra tirar meu sono.


Eu quero silêncio.

7 de outubro de 2010

Tease me!

"(...)I believe in you, but I don't really give a damn!"
[Não dou a mínima...]


E ele permaneceu parado ali, como quem não quer nada, como quem nada pensa, muito sereno, meio de lado, peito aberto pra lua e sonhos encaminhados pra outra pessoa bem mais leve do que ela conseguia ser. Poucas preocupações. Ou quase nenhuma!

Do outro lado estava ela. Rosto virado, tensa, olhos marejados por não saber mais se tudo aquilo que ela tem mania de chamar pelo possessivo de dois, realmente ainda lhe pertencia. Estava pensando se era assim mesmo...
Sem desentendimentos, sem escândalos, sem nenhuma outra pessoa e sem problemas fáceis de estipular um motivo, um limite ou um porquê.

Mas o detalhe que ele esqueceu é que quem a mandou embora foi ele. E agora, andando sozinha o vento batia em seus cabelos e sua alma estava tranquila e em paz. Ela, sem medo do frio ou da falta de abraço, percebeu que quando se está sozinha, se algum abraço vier vai ser surpresa boa. Ela gostou da sensação de não ir dormir ao lado de certezas ruins todas as noites.
Ela deixou tudo aquilo que um dia foi dela mas que ela percebeu não precisar mais; percebeu que era nada mais que mero apego.

O que ele não percebeu (ou não quis entender, porque foi avisado), no final, é que pra ser NÓS há de se SER UM, dois em um, e o orgulho e o egoísmo dele fizeram com que ela percebesse que valia mais a pena ser feliz sendo SÓ. A prisão que ele vive hoje foi responsável pela liberdade em que ela se encontra agora.

Ele ficou no passado (com todo o esquecimento que o tempo é capaz de proporcionar à coisas que foram, mas deixaram de ser). Passado, pra ela, virou só fantasmas...
O que quase ninguém entende é que doer não significa necessariamente não ser feliz hoje...

E, depois de tanto tempo se sentindo culpada por coisas que ela não havia feito, culpa era a última coisa que ela sentia. Ele está preso, mas ela está viva.

24 de setembro de 2010

Outras coisas...

"É! Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar... Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato prá falar. Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir!"
[Ana Carolina para os momentos de confusão...]



Quantos medos será que cabem dentro de nós? Do nosso coração e da nossa cabeça?! Quantas loucuras, neuras e paranoias conseguimos criar, imaginar e carregar conosco, sozinhos, que se tornam tão reais, que nos tornamos prisioneiros delas?! (Que fique claro que isso são apenas verdades que não existem...)

Eu acredito que toda mulher tem um “quê” de psicopata e um pouco de louca. Toda e qualquer mulher acha que seus problemas são os únicos, que ninguém nunca passou por isso e mais, que eles são cíclicos. E ainda afirmam que a resposta para todos os questionamentos de hoje, são os traumas do passado. Respostas para perguntas criadas por nós mesmas, que resolveriam aquele problema sério que nós mesmas inventamos, nunca vêm porque não existe ninguém no mundo além de nós mesmas que seria capaz de “inventar” tais respostas.

É tudo mesmo muito complicado. Mas somos muito mais complicadas para poder descomplicar. Somos praticamente uma equação do segundo grau, com logaritmo como resultado (Isso era impossível, do pouco que eu me lembre...) e sem calculadora nenhuma por perto. Nem nós mesmas nos alcançamos do tanto que nos perdemos por aí tentando encontrar resposta para tudo quanto é coisa.

Todas aquelas que moram dentro de mim – e delas eu posso falar -, nas recorrentes e insanas trocas de humor, têm em comum o seguinte: a loucura em seu mais puro sentimento. Mais pura, pois enquanto enlouqueço é como se fora de mim houvesse outro eu, que de puro não tem nada, porque passa cada minuto do meu surto psicótico analisando tudo através da razão, enquanto por dentro, a raiva ferve, os pulmões estão cheios, o amor está brotando, a cabeça está extremamente confusa e o coração hiperventilando.

E o que eu acho engraçado é você fingir que a razão é tão simples assim só por que você não entende – mas é impossível julgar o que não se entende. Acontece que não é exatamente o que eu faço no meu dia que determina quando eu vou deixar de ser eu pra me tornar uma delas. Se fosse simples, e se eu soubesse explicar o porquê de tantos detalhes, tudo se resolveria no momento em que eu e você tivéssemos certeza das nossas certezas, e as neuroses sairiam por uma porta que existe no meu teto...

E aquele dia eu acordei chorando porque entendi que não eram as outras pessoas que nos ameaçavam, não eram os seus sentimentos que poderiam mudar do dia pra noite e me deixar sem aviso prévio. Aquele dia eu chorei porque eu percebi que não são as outras coisas, as outras pessoas e nem nada que esteja nesse mundo real. Chorei porque não posso apontar dedos de culpa para ninguém fora a mim mesma...
Não sei quantos medos ou quantas pessoas diferentes vivem ou cabem dentro de mim. Não sei explicar essa minha necessidade de tanto me explicar pros outros, que é pra ver se um dia eu me aceito e aceito que por mais que eu sonhe em ser perfeita as minhas imperfeições são exatamente o que fazem de mim uma pessoa que não exista outra igual.

Não são as outras pessoas, não é o que elas possivelmente têm e eu não, não é questão de beleza, não tem nenhum tipo de relação com o amor que eu sinto, não é uma ofensa à minha inteligência, não diz respeito à minha autoestima, não é você, não é o que você me diz e nem o que eu ouço. Às vezes, temos que aceitar as melhores soluções que fazem bem a todos os envolvidos, do que a que achamos que nos é conveniente. Eu escolhi a primeira opção (deixei de lado meu eu egoísta).

As respostas para minhas crises eternas (e internas) não vão surgir do nada, de ninguém, e nem de algum lugar. Vou ser obrigada a usar o clichê de todos os finais e dar um fim nessa tamanha confusão existencialista, para entender que pensar demais não é defeito, mas pensar demais no que não existe – e claro, não tem solução – é burrice demais!!!

10 de agosto de 2010

Que seja doce!

"Meu amor! Disciplina é liberdade... Compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem!"
[Há tempos... Será?!]


Inúmeras vezes me peguei pensando que estar sozinha era melhor do que estar acompanhada. Que eu não era o tipo de pessoa que teria alguém do lado, pra dar algum tipo de satisfação (mesmo que eu não faça isso), alguém que eu talvez quisesses estar perto, quisesse ligar, às vezes... Que eu não era o tipo de pessoa que tivesse paciência para relacionamentos e toda a "ideia" que vem junto com ele: dividir!


Mas, por váriasvezes, coloquei em xeque até o que eu pensava, até aquilo que eu me questionava tanto. Porque achei que o cara perfeito tinha aparecido.
E eu nem concordo com esse termo perfeito, já que a perfeição não existe, e o perfeito é um termo muito mal empregado por aí... E isso me irrita!


Perfeito que, por definição, é:

perfeição

s. f.

1. Acto!Ato de acabar ou aperfeiçoar alguma coisa.
2. O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa.


Ou ainda,perfeição (per-fei-ção)

s. f.

Qualidade do que é perfeito em seu gênero.

S.f.pl. Qualidades da alma e do corpo.

Depois dessa definição, imparcial. Mas em nenhum momento ela é definida por AUSÊNCIA de defeitos: "O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa."

E aí volto ao meu pensamento de que achei que o cara perfeito tivesse aparecido várias vezes...
Na nossa eterna briga de criar parâmetros, e um controle de qualidade (praticamente um ISO) para a cara metade.
Então, acredito que nesse mundo em que todos são lindos, felizes, saudáveis, se vestem bem, fazem sexo todo dia, é fácil confundir o amor, o companheirismo, o RESPEITO com carência, necessidade de autoafirmação ou um meio de poder projetar suas falhas no outro (Imagina, não foi capaz de assumir o erro!) e, assim, se auto jurar infeliz.

Errei várias vezes... Continuo errando!
Mas hoje me encontrei tão feliz, chegando exatamente onde deveríamos estar, onde eu quero estar.
E que o MEU errado e imperfeito, aos meus olhos continua assim, e até prefiro assim, pois pra mim é perfeito desse jeito.

É exatamente isso que me move, que não me deixa virar estátua, e que me faz correr quilômetros sem nem imaginar a distância.
O que me move, então, é aquela vontade de trocar a bateria do relógio e reajustar os ponteiros, e começar tudo de novo, exatamente do lugar em que paramos nós, há quase um segundo.
Na eterna busca da "minha" imperfeição...



PS.: Pra fazer um parênteses...

http://www.youtube.com/watch?v=E231TF4CzU0
Música linda... Trilha sonora dos últimos dias! Boys Like Girls (Two ie better than one)



E um trecho de Caio Fernando Abreu...

"(...)Menina-moça, tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi com a Dona Chica, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço."



E pra correria de julho e agosto, quase que vira um mantra pra mim:

EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO! EU AMO JORNALISMO!

6 de agosto de 2010

People losing their minds!

"I never make agreements, just like a gypsy. And I won't back down 'Cause life's already bit me!"
[Two is better than one... Always!]


Ultimamente, não ando pensando em medos, em fantasmas, não ando pensando muito nem em amor, se é que é pra ser sincera. Dentro de mim tem brisa ao invés de ventania. Tem água ao invés de álcool. Dentro de mim está calmo, silêncio, sem ruídos, mas eu posso ouvir, às vezes, uma canção do Chico ao fundo. Nada disso é lobotômico ou promessa de que sempre será assim aqui dentro. Dentro de mim, por enquanto, está tranquilo, eu estou bem. Me deixa aproveitar um pouquinho de mim.

Eu prometi que ia me calar e fingir ter esquecido tudo o que aconteceu. Prometi me fazer de louca, me fazer do que quer que me fizesse menos desesperada por uma resposta que, com certeza, não viria nunca!
Prometi não procurar você, prometi não procurar, de novo, dentro de mim, aqueles sentimentos que me faziam sentir raiva, angústia, que me tiravam o sono e a minha grande e santa paciência. Prometi ser um pouco madura, ser leal, ser mulher ao invés de menina e me colocar no meu lugar - o lugar de alguém que aceitou a condição em nome de um bem maior, o lugar de alguém que prometeu manter a própria palavra, uma atitude, mesmo que isso não tenha sido recíproco.

Mesmo que eu me esforce pra enxergar as possíveis razões, eu não consigo entender certas coisas, atitudes e pessoas. Não consigo entender dissimulação, falta de caráter, não consigo entender quem acha que falar da boca pra fora alivia mágoas e egos feridos, não consigo entender quem tenta se engrandecer para machucar os outros.
É uma história engraçada mesmo, porque tudo o que eu tenho de amor em mim, eu tenho na mesma proporção de ódio, bem guardado. Eu não sou nem um pouco sutil, eu não sou e nem tento ser simpática, eu não sou e nem tento ser delicada, não sou e nunca fui aceita por todas as pessoas do mundo justamente pelo fato de eu não me importar em agradar quem me desagrada. Mas eu entendo que para os outros, seria bem melhor se eu fosse um pouco mais de todas essas coisas que eu não sou, pra poderem representar o próprio papel – porque é só farsa – a representação de um papel em que todos riem das piadas sem graça e sem cabimento. Mas acontece que, além de tudo, eu sou esperta, sou rápida e, como já contei, sou muito ruim.

Pode ler tudo o que eu escrevo sobre amor, sobre pessoas, sobre comportamento, sobre tudo, e achar que me entende só porque apresento aqui um lado meu totalmente subjetivo. Acho que deve olhar pra mim, com minhas roupas e meus cabelos e achar que conhece toda a futilidade que me cabe. Só que está errado, pequeno Einstein. Errou porque você julga só por aquilo que vê e, assim, acaba subjulgando o meu poder de defesa. Mas esquece que amor atacado vira bicho, vira fera. Se eu vesti a roupa da tranquilidade, da luta e do desejo... O que te faz pensar que eu não vou vestir a roupa de guerra e, levianamente, deixar você levar de mim aquilo que pertence somente a mim?

Eu brinco de mocinha, às vezes... Mas eu sei ser bandido. Eu aparento ser brisa leve, mas sei ser a tempestade. Mas tenho ameaças singulares... Parei!

5 de julho de 2010

O que não se diz!

"Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar." (Chico e Vinícius)
[Acho que dispensa comentários...]

Mesmo que tenha acabado, ficou mal resolvido. A dúvida da rejeição passa pelas frestas largas da minha certeza que já foi e voltou tantas vezes que nem eu mesma consigo mais dar crédito, chances, ou seja lá como isso possa se chamar. Ele errou e quem ficou sem perspectiva fui eu. E é tão injusto que eu me sinta assim por ele.
É tão triste e incômodo a dor de quem sente só, mesmo acompanhado.
E eu só queria olho no olho... Mas não!

E então veio aquele sorriso aberto.
Procurei despir-me daquilo tudo que aprendi e esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, para então, ser só eu. Sozinha. Sem metades. Sê inteira.
Exatamente por isso, está tudo bem agora. Sempre. É por isso mesmo que as situações chegam com menos peso: porque sou eu que decid como vou encarar cada uma delas.

Eu nunca vou saber se daquela vez valeu (Não sei ainda... Essa é a falta de perspectiva que sobrou!). Ninguém vai saber... Nem ele! E nem vou saber por onde andaram dadas com outras, as mãos dele. Só que agora, eu desisti de querer... Eu desisti de querer entender...
Mas vale a pena olhar direto e sempre pra frente. Vale a pena fechar os olhos para o que não serve, o que não presta, e abri-los somente quando der vontade. Vale a pena agredir as morais totalmente questionáveis da vida (e isso eu tenho feito muito) e, definitivamente, não passar vontade (JAMAIS!).
É tudo questão de aprendizado e percepção. E a lição que ficou é a de que, no final, é melhor sempre falar demais, do que nunca dizer o que você teria que dizer de novo.
Eu repeti... repeti... repeti... mas acho que ele nunca escutou!

Abri o sorriso, o coração e os braços para o novo... Posso dizer que estou empenhada nesse novo projeto.
E tudo que está chegando, está sendo muito bem recebido!

Coincidências significativas

"[...] Maybe I should leave To help you see Nothing is better than this And this is everything we need" [Adele, nesta versão aqui ...